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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Futebol O que sobra para o Brasil sonhar com hexa daqui a quatro anos? Quase nada! Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL 06/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Neymar conversa com Ancelotti antes de entrar em Brasil x Noruega Imagem: Catherine Ivill - AMA/Getty Images Em 24 anos, o Brasil foi perdendo aos poucos as razões para acreditar em ser potência do futebol. Tinha técnicos como Telê Santana, Zagallo, Luxemburgo no auge, Felipão. Em 2006, eram cinco treinadores nascidos no Brasil em 32 seleções da Copa. Um, o alagoano Alexandre Guimarães, naturalizado costa-riquenho. Além dele, Parreira na seleção, Felipão em Portugal, Marcos Paquetá na Arábia Saudita, Zico no Japão. Aquela seleção tinha três jogadores eleitos melhores do mundo: Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho. Milly Lacombe Vini, Raphinha, Casemiro: a geração sem personalidade Mauro Cezar Vini bate pênalti mal e não deveria ter cobrado Alicia Klein A Copa do Mundo de Neymar foi um sucesso Alexandre Borges Os riscos de promover provocadores políticos Em 20 anos, o Brasil não tem jogadores deste quilate, apesar de Vinícius Júnior, eleito o melhor do planeta em 2024. Termina a Copa com Carlo Ancelotti dizendo com todas as letras que é preciso descobrir novos meio-campistas. Não há laterais como antes, o centroavante Matheus Cunha diz que não é nove, mas meia, o goleiro foi titular em três Copas seguidas, o maior número de perdedores de Copa, 15, num mesmo grupo de convocados. Em parte, tudo isso também é fruto de um ciclo de quatro anos com quatro técnicos, dois presidentes da CBF. Em parte. Porque a seleção sub-20 foi eliminada no Mundial de 2025 em último lugar na fase de grupos contra México, Marrocos e Espanha e caiu em 2023 contra Israel, nas quartas de final. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Antes, dois Mundiais sub-20 sem nem sequer participar. A última campanha digna foi em 2015, com a geração de Gabriel Jesus, Léo Pereira, Malcom e Andreas Pereira. Dos quatro, Gabriel Jesus e Léo Pereira só jogaram Copa do Mundo. Se o Brasil não forma mais jogadores nesses últimos dez anos, por que Carlo Ancelotti diz que só a seleção pode pensar em 70 capazes de jogar a Copa? Ou será que superestimou a geração e a possibilidade de jogar de igual para igual com qualquer outra grande equipe? Se não ganhou da Noruega, como iria vencer a França? A grande reflexão precisa ser feita. Talvez tenha começado com Ancelotti afirmando que será necessário descobrir novos meio-campistas. O que parece necessário é promover um grande seminário sobre as razões do fracasso, como a Holanda fez em 1986, depois de ser desclassificada nas eliminatórias para a Copa de 1986. Continua após a publicidade Voltar a ser campeão do mundo é, neste momento, apenas um sonho. Para que volte a ser realidade, é preciso trabalho árduo, sério. Menos política, mas compreensão do que anda faltando para formar jogadores como antes. O Brasil é agora um criadouro de tipos para exportação? Por que a Colômbia joga bonito e o Brasil não? Debater pode ser pouco, mas é o primeiro passo para depois criar um conjunto de ações e elaborar o plano para os próximos dez anos. Para 2030, primeiro de tudo é necessário ter um técnico só, um ciclo completo. Não é só isso. O Brasil precisa voltar a ser um polo formador de cultura do jogo, como hoje são Inglaterra, Espanha e França. Vai levar dez anos para chegar a este nível. Pode ser mais curto se começar logo. Amanhã de manhã. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Paulo Vinicius Coelho (PVC) por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora 'Vida virou um inferno', diz moradora de Pinheiros sobre barulho de bares Vini Jr. deveria ter batido pênalti contra a Noruega? Colunistas debatem 9 trocas simples na dieta que ajudam a baixar o colesterol Mauro Cezar: Eliminação era esperada; trabalho de Ancelotti é ruim Ligação de Trump e advogados: o esforço coordenado dos EUA no caso Balogun