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A despedida de Lionel Messi da Seleção Argentina nesta terça-feira (6) não foi um momento fácil para nenhum envolvido no amistoso entre Argentina e Benin, no Monumental de Nuñez.
O placar de 3 a 0 contra os africanos ficou em segundo plano, mesmo que tenha sido construído com um gol e duas assistências do camisa 10. De acordo com Lionel Scaloni, sua saída não poderá ser substituída por outro atleta.
“A única maneira de compensar a saída do Messi é formar uma equipe, uma grande equipe, em que todos possam ajudar. Antes, tínhamos um jogador que decidia partidas com a sua genialidade. Temos grandes jogadores, só não temos mais esse tipo de jogador, que elevava o nível da equipe. Mas temos um time que pode fazer um montão de coisas. Talvez não geniais, mas podemos compensar a saída dele dessa forma”, ressaltou.
Conhecido por ser muito emotivo, o treinador que assumiu a Argentina oficialmente em 2019 não escondeu a dificuldade de vivenciar uma partida como essa e rasgou elogios ao craque.
“As lágrimas são porque se vai um jogador único. Não há nenhum igual. Foi um dia muito emotivo, porque ele não vai mais jogar com essa camisa e por tudo que passou, por defender essa camisa como poucos. Para mim, foi um sonho ter treinado ele. Disse isso a ele, mesmo com a pouca energia que eu tinha. Em nenhum momento da minha vida pensei que seria seu treinador, o melhor jogador da história.”
“Ele foi o melhor em mais de 20 anos de carreira. Agradeço infinitamente e agradeci muito a ele. As lágrimas eram por isso. Na minha cabeça, veio um montão de coisas, e não vê-lo mais na seleção me deixa triste. Ele deixa um legado incrível, mas seguiremos. Sempre digo que temos que seguir, porque é um jogador único”, declarou.
Juntos, a dupla esteve entre os grandes responsáveis por encerrar o jejum de títulos da Argentina, que perdurava desde 1993, quando conquistaram a Copa América em 2021. Os anos seguintes foram de domínio, com a grande conquista da Copa do Mundo de 2022 e o bicampeonato continental em 2024.