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Futebol Flamengo aciona agência de fair play e questiona gastos do Vasco Do UOL, no Rio de Janeiro 18/08/2026 14h57 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Bap, presidente do Flamengo Imagem: Igor Siqueira/UOL O Flamengo enviou uma notificação à Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) para pedir uma análise da situação financeira do Vasco e a atuação do rival no mercado. O rubro-negro sublinha que, apesar de o Vasco comunicar dificuldades para cumprir as obrigações e solicitar autorização judicial para a contratação de novo financiamento emergencial, o clube segue atuando no mercado para reforçar o elenco. Esse é mais um capítulo de uma cruzada do Fla que envolve o Vasco, não só pelo comportamento relativo às transferências, mas também em razão da negociação para a venda da SAF. É que a discussão no cruz-maltino é que o negócio seja concretizado com Marcos Lamacchia, herdeiro da Crefisa e enteado da presidente do Palmeiras, Leila Pereira. A agência já está de olho na situação. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Na janela atual, o Vasco se reforçou com jogadores do mercado argentino, como o volante Sosa e o atacante Colídio. A nota do Flamengo A sustentabilidade, o crescimento e a expansão do futebol brasileiro exigem responsabilidade, planejamento e compromisso de todos os agentes que integram esse ecossistema. O futebol que queremos daqui a dez anos começa a ser construído agora, a partir das escolhas e das medidas adotadas no presente. Nesse contexto, o Flamengo defende a construção de um ambiente economicamente saudável e o aperfeiçoamento de mecanismos que estimulem a responsabilidade financeira dos clubes. A solidez das instituições é fundamental para o desenvolvimento da indústria e para a preservação de um cenário competitivo, equilibrado e capaz de crescer de forma consistente. Com base nesses princípios, o Flamengo encaminhou à Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) uma notificação relacionada à situação econômico-financeira do Vasco da Gama, solicitando que a Agência avalie o caso à luz das regras do Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF). A iniciativa decorre de uma situação que, na avaliação do Flamengo, merece a atenção do órgão regulador. Em recuperação judicial, o Vasco comunicou dificuldades para cumprir suas obrigações financeiras e solicitou autorização judicial para a contratação de novo financiamento emergencial destinado à manutenção de suas operações. Contudo, paralelamente, o clube segue atuando no mercado para reforçar seu elenco, inclusive com diversas propostas para contratações de valor relevante. Continua após a publicidade O Flamengo entende que situações dessa natureza precisam ser analisadas sob a perspectiva das regras de sustentabilidade financeira. A adoção de medidas destinadas a preservar a operação de um clube em dificuldade não pode, ao mesmo tempo, funcionar como instrumento para ampliar despesas esportivas e assumir novas obrigações sem que sua capacidade financeira seja devidamente considerada. A questão ultrapassa a situação individual de qualquer clube. O equilíbrio econômico também é parte do equilíbrio competitivo. Se alguns participantes precisam adequar investimentos e despesas aos limites estabelecidos pelas regras, enquanto outros podem ampliar sem controle seus gastos mesmo diante de dificuldades financeiras relevantes, cria-se uma assimetria que pode penalizar justamente aqueles que mantêm suas obrigações em dia e atuam de acordo com os princípios de responsabilidade financeira. A situação se torna ainda mais grave quando observada sob a perspectiva dos clubes que lutam para permanecer na Série A. Enquanto alguns são obrigados a fazer escolhas difíceis, adequar investimentos à própria capacidade financeira e cumprir seus compromissos, outros podem seguir reforçando seus elencos mesmo sem honrar obrigações já assumidas. A discrepância é evidente: na disputa contra o rebaixamento, quem age com responsabilidade financeira não pode ser colocado em desvantagem justamente por respeitar os limites de suas contas. Quando gastar além da própria capacidade se transforma em vantagem esportiva, o problema deixa de ser apenas financeiro e passa a atingir diretamente a isonomia, a credibilidade e a integridade da competição. A sustentabilidade dos clubes que disputam as competições é condição para que possam cumprir seus compromissos esportivos ao longo de toda a temporada, evitando que dificuldades financeiras extremas produzam consequências para adversários, credores, atletas, profissionais e para o campeonato como um todo. Se uma SAF utilizar recursos para suportar a sua operação e deslocá-los para novos gastos, isso traz a ameaça de uma decisão da justiça de decretação de falência. Como a competição ficaria com a subtração de um participante no meio do campeonato? Ao levar a questão à ANRESF, o Flamengo reafirma sua disposição de contribuir para o desenvolvimento do futebol brasileiro. Preservar a sustentabilidade dos clubes e a integridade das competições é uma responsabilidade coletiva e uma condição essencial para construir uma indústria mais forte no futuro. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Cúpula do Master citou advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro' Ídolo na Ítalia, Sandro Mazzola morre aos 83 anos Cleitinho diz se arrepender de foto com Virginia na CPI: 'Não era momento' Lula e Janja vão a SC pela 1ª vez na campanha e buscam voto feminino