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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Athletico planta mais uma semente da cultura do estupro Alicia Klein Colunista do UOL 19/08/2026 14h18 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Léo Derik em ação durante jogo entre Athletico e Corinthians pelo Brasileirão Imagem: Robson Mafra/AGIF O lateral do Athletico-PR Léo Derik foi condenado a 13 anos de prisão por estuprar duas vezes a mesma mulher, em 2023 e 2024. Vale repetir: ele foi condenado. Cabe recurso e ele vai recorrer em liberdade porque assim é a nossa Justiça. Uma magistrada avaliou todo o conjunto probatório, os depoimentos do jogador e da vítima e decidiu que ele era culpado. Por dois estupros. Os detalhes do caso são, como sempre, assombrosos. Foi, logicamente, afastado do Furacão, certo? Não. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Perguntado sobre a permanência do atleta no elenco, o técnico Odair Hellmann respondeu o seguinte: "Existe o posicionamento do clube, e existe uma decisão técnica. A decisão técnica foi tomada e a gente vai avaliar a cada partida. Ele treina normalmente, e as decisões técnicas cabe ao treinador tomá-la, como eu tomei hoje". Acrescentou ainda que "administra tudo isso primeiro com responsabilidade, com equilíbrio, para que a gente possa fazer as melhores escolhas. Eu sou um líder técnico, existe um clube, uma hierarquia, eu como líder técnico respondo por isso, respeito a hierarquia, sou funcionário do clube". Responsabilidade e equilíbrio. Decisão técnica e hierarquia. Nada disso parece levar em conta a possibilidade uma mulher ter tido a sua vida arruinada por alguém que não só permanecerá livre, por ora, como seguirá trabalhando, exercendo uma profissão com imensa visibilidade. Sendo exemplo. Normalmente é um termo que também não poderia se aplicar a essa situação, até porque com certeza não se aplicará a nenhum dia da vida da vítima de Derik. Talvez Hellmann e o clube não se deem conta de que toda vez que um homem condenado por estupro é abraçado pela sociedade, outros homens se sentem mais confortáveis para nos violentar e menos mulheres se sentem encorajadas a denunciar seus agressores. Ou talvez não se importem em se tornar cúmplices, reforçando uma dinâmica que favorece a sua classe. Seja qual for a motivação para manter um estuprador treinando, está plantada mais uma semente da pujante cultura do estupro do futebol brasileiro. Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim' Cúpula do Master citou advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro' Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump Qual exercício ajuda a aliviar gases e 'destravar' o intestino mais rápido?