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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Seleção fecha ano contra torcida fanática e pronta para ligar o 'hexômetro' Thiago Arantes Colunista do UOL, em Lille (FRA) 18/11/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Torcida da Tunísia roubou a cena no amistoso de 2022 Imagem: ANNE-CHRISTINE POUJOULAT/AFP A seleção brasileira entra em campo pela última vez em 2025 às 16h30 (horário de Brasília) desta terça-feira, em Lille, na França. O adversário será a Tunísia, uma equipe que — se não é temida — tem a seu favor uma das torcidas mais apaixonadas e barulhentas do futebol mundial. Quem se lembra do Esperance no Mundial de Clubes já tem uma ideia do poderio dos tunisianos. Com a seleção, não é diferente. Em Lille, os norte-africanos devem ser ampla maioria nas arquibancadas. A Arena Decathlon tem capacidade para 50 mil pessoas e deve receber bom público no duelo amistoso. Segundo dados oficiais do governo francês, a Tunísia é o quarto país com mais imigrantes na França, atrás apenas de Argélia, Marrocos e Portugal. Letícia Casado Projeto antifacção é teste de força para Motta Josias de Souza Retórica de Tarcísio muda de direção como biruta José Paulo Kupfer Prévia do PIB confirma desaceleração Ana Carolina Amaral Brasil dribla queixas e cria base de decisão da COP30 O barulho e a paixão dos tunisianos já fizeram parte da preparação da seleção brasileira para outra Copa do Mundo. Foi há pouco mais de três anos, na reta final antes do Mundial do Qatar: o Parc des Princes, em Paris, viveu uma noite com cara de Libertadores. Teve sinalizador, vaias ao hino nacional e aos jogadores da seleção brasileira e até uma banana arremessada na direção de Richarlison. A data era 27 de setembro de 2022. A seleção, comandada por Tite, goleou os tunisianos por 5 a 1, com dois gols de Raphinha, um de Neymar, um de Richarlison e um de Pedro. O resultado — acompanhado de uma atuação sólida em um ambiente hostil — aumentou o clima de otimismo ao redor do time. Aquele era o último amistoso do Brasil antes da estreia na Copa do Mundo, contra a Sérvia, em 24 de novembro. Havia um discurso de "prenúncio do hexa" na torcida, na imprensa e até nos bastidores da seleção. Quem estava naquela delegação confirma: o "hexômetro" explodiu naquela noite em Paris. Pedro comemora gol marcado aos 28 minutos do segundo tempo em Brasil 5 x 1 Tunísia Imagem: Lucas Figueiredo/CBF O comportamento da torcida tunisiana foi um dos principais assuntos da entrevista coletiva de Tite. O treinador reclamou das vaias ao hino nacional brasileiro e destacou o ambiente de "jogo competitivo". "Estávamos em uma atmosfera onde a maioria da torcida era da Tunísia. Em alguns pontos eu tentava localizar nossos torcedores, mas eles estavam diluídos", afirmou o treinador na sala de imprensa, depois daquele jogo. Continua após a publicidade O clima das arquibancadas contagiou os jogadores tunisianos, que deixaram o duelo tenso — o zagueiro Dylan Bronn levou cartão vermelho após uma entrada dura em Neymar, ainda no primeiro tempo. O que esperar da Tunísia atual Aquela Tunísia chegou ao duelo com a seleção brasileira ostentando uma invencibilidade de sete jogos. No Mundial, a equipe do treinador Jalel Kadri caiu na primeira fase, mas despediu-se com uma vitória por 1 a 0 sobre a França, em um dos maiores resultados de sua história. Três anos depois, o time é treinado por Sami Trabelsi, ex-zagueiro, que participou da Copa de 1998 como jogador. Nas Eliminatórias para o Mundial de 2026, a Tunísia passeou: com 9 vitórias e um empate, teve o segundo melhor aproveitamento entre todos os grupos, atrás apenas de Marrocos. O duelo será o segundo da seleção brasileira contra um rival africano sob o comando de Ancelotti. No sábado, em Londres, a equipe venceu Senegal por 2 a 0, encerrando uma série de 26 jogos invictos do rival. "A Tunísia joga um pouco menos de transição comparando a Senegal. Tem jogadores fisicamente de diferentes características. Vai ser um jogo mais controlado, menos direto do que Senegal. É sempre uma equipe que temos que respeitar, porque é uma boa equipe, bem organizada. Para ganhar temos que jogar o nosso melhor nível", disse Ancelotti, na entrevista de véspera do jogo. Continua após a publicidade "Eles têm diferentes ideias de jogo, é uma equipe bem organizada, sobretudo a nível defensivo. Então é importante respeitar a Tunísia, como sempre, e também seguir a dinâmica do jogo contra Senegal. Nós gostamos e queremos seguir sempre a mesma linha", concluiu o italiano. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora PM de folga mata pintor com 4 tiros durante festa de aniversário no ES Quina acumula e prêmio sobe para R$ 3,2 milhões; veja números sorteados Leilão da Caixa tem 580 imóveis e três opções na faixa dos R$ 50 mil Só vale com autorização judicial, diz ministro sobre consignado de crianças Inmet emite alerta laranja para tempestades em SP e mais 9 estados