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Análise dos Times

Sao Paulo

Principal

Motivo: Tom nostálgico e celebratório: destaca gol histórico, título emblemático e protagonista como 'eterno craque' são-paulino.

Viés da Menção (Score: 0.7)

Motivo: Citado apenas como adversário da final de 1986, sem julgamento de valor ou crítica ao desempenho.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

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Conteúdo Original

Convidado do Bola da Vez desta semana, o ex-jogador Mizael Conrado , eterno craque do futebol de cegos, revisitou uma das memórias mais marcantes de sua vida: a última imagem que viu antes de perder completamente a visão. Nada mais, nada menos que o gol de Careca pelo São Paulo , na final do Campeonato Brasileiro de 1986, contra o Guarani . Durante o programa, que vai ao ar neste sábado (3), às 22h (de Brasília), no Plano Premium do Disney+ , o ex-presidente e atual secretário-geral do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) contou que o ídolo tricolor foi uma das suas grandes inspirações. Mizael nasceu com catarata congênita e, após quatro cirurgias ainda bebê, passou a enxergar. Com nove anos, porém, sofreu um descolamento de retina, processo que iniciou a perda gradual da visão. Aos 13, ficou completamente cego. "Eu tinha um grande sonho: vestir a camisa 10 do São Paulo Futebol Clube. O meu ídolo era o Careca. O Careca era o 9, e o Pitta era o 10. O Careca era o meu grande ídolo e a única imagem que eu lembro de ter visto foi um lance que aconteceu no dia 25 de fevereiro de 1987, perto da meia noite", contou. O lance aconteceu na decisão do Brasileirão de 1986, disputada contra o Guarani, em Campinas. Na prorrogação, aos minutos finais, Wagner Basílio lançou a bola para o ataque, Pita desviou de cabeça e Careca acertou uma finalização de canhota no ângulo do goleiro Sérgio Neri. O gol empatou a partida por 3 a 3 e levou a decisão para os pênaltis, em que o Tricolor conquistou o segundo título brasileiro de sua história. "Foi o nosso segundo título brasileiro. Um jogo emblemático, o são-paulino que acompanhou não vai esquecer", afirmou. A relação de Mizael com a bola, no entanto, ganhou novos capítulos mesmo após a perda da visão. Foi no futebol de 5 que ele construiu uma carreira histórica e se tornou um dos maiores nomes do esporte paralímpico brasileiro. Antes de pendurar as chuteiras, foi campeão mundial em duas oportunidades (1998 e 2000), bicampeão paralímpico em Atenas 2004 e Pequim 2008, além de ter sido eleito o melhor jogador de futebol de cegos do mundo em 1998.