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Presidente do COI, Kirsty Coventry, anuncia teste que bane mulheres trans de competições A WTA, entidade que comanda o tênis feminino profissional, anunciou no domingo uma nova política de elegibilidade para as jogadoras participarem do circuito mundial. As tenistas vão precisar passar por teste genético de gênero. A medida passa a valer a partir desta terça-feira. O teste de gênero no tênis vai ser feito apenas uma vez na vida por cada tenista através de uma coleta de sangue ou swab de saliva. O exame busca detectar a presença do gene SRY, parte do cromossomo Y que causa o desenvolvimento de características masculinas. Tenistas que testarem positivo vão passar por uma avaliação médica completa antes de serem liberadas para voltar ao circuito da WTA. - Após a revisão mais recente, que incluiu consultas com as associadas da WTA e a análise da evolução dos padrões no esporte feminino, o conselho da WTA aprovou uma política de elegibilidade feminina atualizada, com vigência a partir de 2026, baseada no sexo biológico. A WTA reconhece que esta é uma questão sensível e complexa e está comprometida em tratar todas as jogadoras com dignidade e em implementar a política de forma respeitosa e ponderada - informou a entidade em comunicado. 1 de 2 Tênis feminino — Foto: Visionhaus/Getty Images Tênis feminino — Foto: Visionhaus/Getty Images A política de elegibilidade então vigente na WTA, introduzida em 2024, permitia que atletas trans jogassem no circuito profissional feminino desde que reduzissem o nível de testosterona a 2.5 nmol/L constantemente por dois anos antes da liberação. Não há registros de mulheres trans jogando na WTA. A nova política veta o ingresso de mulheres trans no tênis profissional. - A política de elegibilidade feminina da WTA foi concebida para promover a igualdade de oportunidades no tênis profissional feminino e manter uma competição justa para todas as jogadoras que participam dos torneios da WTA. Desde sua implementação em 1975, a política de elegibilidade passou por revisões periódicas em função dos desenvolvimentos no esporte internacional. A nova política da WTA segue o direcionamento do Comitê Olímpico Internacional (COI). A entidade máxima do Movimento Olímpico anunciou em março deste ano que vai exigir teste genético de gênero para as atletas inscritas nas Olimpíadas. A medida valerá para todas as competições oficiais do COI, a partir dos Jogos de Los Angeles 2028, vetando a participação de mulheres trans. O COI sugeriu que essa política fosse "adotada pelas Federações Internacionais e outros órgãos dirigentes do esporte, como os Comitês Olímpicos Nacionais, as Federações Nacionais e as Associações Continentais, ao exercerem sua responsabilidade na implementação das regras de elegibilidade relativas apenas a eventos do COI". A WTA foi a terceira entidade a seguir a orientação. As federações internacionais do boxe e do atletismo já introduziram os testes genéticos. De acordo com a determinação do COI, haverá exceção apenas para atletas com diagnóstico de Síndrome de Insensibilidade Total aos Andrógenos (CAIS) ou portadores de diferenças raras no desenvolvimento sexual (DSDs), desde que não tenham benefícios com efeitos anabólicos, nem melhoria de desempenho com testosterona. A participação de mulheres trans nos Jogos Olímpicos até hoje, no entanto, foi discreta. Em Tóquio 2021, Laurel Hubbard tornou-se a primeira atleta abertamente transgênero nas Olimpíadas, ao competir no levantamento de peso na categoria feminina. 2 de 2 Laurel Hubbard , primeira atleta trans nas Olimpíadas, competiu no levantamento de peso em Tóquio 2021 — Foto: Scott Barbour/Getty Images Laurel Hubbard , primeira atleta trans nas Olimpíadas, competiu no levantamento de peso em Tóquio 2021 — Foto: Scott Barbour/Getty Images