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Futebol Quem é Bubista, técnico de Cabo Verde, que atormentou grandes na Copa Guilherme Padin Do UOL, em São Paulo 26/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Bubista, técnico da seleção de Cabo Verde Imagem: Maddie Meyer - FIFA/FIFA via Getty Images "Queremos mostrar ao mundo que somos pequenos mas podemos fazer coisas bonitas". A frase, dita ao fim de maio pelo técnico Bubista após a vitória de Cabo Verde em amistoso contra a Sérvia, era um prenúncio do que a seleção protagonizaria em sua primeira Copa do Mundo - e que precisou de dois jogos para cumpri-lo. O simbolismo se reforça, pois o comentário foi feito pelo treinador apelidado em homenagem a uma das ilhas que compõem o arquipélago cabo-verdiano: a Ilha de Boa Vista (ou Bubista, dita rapidamente pelos locais), onde nasceu Pedro Leitão Brito. A vida do técnico, responsável pelos maiores feitos de seu país na história do futebol, se costura com a bola desde a infância, marcada pelos poucos acessos e pela falta de estrutura que enfrentou até o início da carreira. Julián Fuks Elogio dos amores menos absolutos Mariana Barbosa Fraude na Americanas tem perguntas sem respostas Marco Antonio Sabino Pelos números, Tarcísio já ganhou; será tão fácil? Paulo Camargo Carlo Ancelotti não é brasileiro; e daí? A história de Bubista A primeira experiência relatada por Bubista com Copas foi em 1982, quando queria assistir aos jogos, mas na região onde vivia só havia uma televisão, que pertencia a um imigrante que cobrava pelas entradas em sua casa durante as partidas. "Eu tinha 12 anos e nenhum dinheiro para pagar a entrada. Para a maioria dos meus amigos, a realidade era idêntica. De vez em quando, conseguíamos dar um jeito de driblar o homem na porta e entrávamos. Mas a alegria terminava rapidamente, quando nos expulsavam", contou o treinador em entrevista recente ao Coaches' Voice. Àquela altura, ainda garoto, ele já sabia a carreira que queria seguir. Durante a infância e a adolescência, mesmo com as dificuldades, sempre dava um jeito com seus amigos para jogar bola: "Mesmo que, em determinado momento, nem houvesse bola propriamente. A bola podia ser as meias que minha mãe costurava ou qualquer outra coisa improvisada." Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês E, por esse gosto, Bubista tornou-se jogador: como zagueiro, defendeu clubes de menor expressão em Portugal, Espanha, Angola e Cabo Verde, seu país natal, pelo qual também representou a seleção por mais de 15 anos e chegou a ser capitão. Carreira à beira do campo Bubista emendou o fim da carreira nas quatro linhas para se tornar auxiliar técnico da seleção de seu país, onde ficou até 2013, e treinou quatro clubes locais ao longo de sete anos. Assumiu a seleção em 2020. Continua após a publicidade Há seis anos à frente dos tubarões azuis, já soma algumas marcas históricas além das que conquistou neste Mundial. Bubista classificou a seleção duas vezes à Copa Africana de Nações e, na segunda, assegurou a melhor campanha do país na competição, ao parar nas quartas de final contra a África do Sul, nos pênaltis. E, é claro, levou o país pela primeira vez à Copa, liderando, com 76% de aproveitamento, um grupo que tinha Camarões e Angola. Os feitos na Copa Seleção de Cabo Verde celebra empate com a Espanha na Copa do Mundo 2026 Imagem: ROBERTO SCHMIDT/AFP Aos 56 anos, Bubista vive no Mundial o grande momento de sua carreira: ele foi o responsável por organizar o forte sistema que segurou campeãs do mundo - dois empates épicos contra Espanha e Uruguai - e garantiu ao time as chances de vaga no mata-mata logo em sua estreia em Copas, que pode vir no confronto contra a Arábia Saudita. Na estreia contra os espanhóis, considerados entre os favoritos ao título, uma excelente partida do sistema defensivo de Bubista, que impediu a Fúria de ter muitas chances - e, quando as teve, parou no ótimo Vozinha, com sete defesas. O ferrolho dos africanos lhes rendeu um 0 a 0 celebrado em todo o país , e que alimentou as esperanças de uma campanha histórica. Continua após a publicidade Diante dos uruguaios, o cenário começou parecido com a pressão adversária, mas mudou com o gol de falta de Kevin Pina, o primeiro de Cabo Verde na história das Copas. A Celeste reagiu e virou o jogo, mas viu Hélio Varela se aproveitar de um erro defensivo para dar números finais ao heroico 2 a 2. Em comum entre as duas grandes exibições na Copa, além da solidez defensiva e os poucos espaços oferecidos, ficam para destaque o caráter tático voluntarioso dos cabo-verdianos e a marcação forte, mas não desleal: foram apenas cinco faltas em dois jogos. Se sofreu mais com o ímpeto do Uruguai que com o da Espanha, desta vez a seleção africana mostrou ter força para ferir os oponentes e balançar a rede. "Parabéns pelo jogo que fizemos com o coração. Nossa equipe procurou sempre ganhar o jogo, isso nos deixa satisfeitos e felizes", afirmou Bubista após a partida. Quando perguntado sobre a possibilidade matemática de enfrentar a Argentina caso avance ao mata-mata, Bubista a encarou com o mesmo otimismo de um mês antes da Copa. "Nossa história vem de muitas dificuldades. Obviamente ficaríamos satisfeitos primeiro pela classificação, e depois, se tiver essa sorte de encontrar a Argentina, uma seleção que quase todos os cabo-verdianos adoram, e também o Messi, que é considerado por muitos o melhor de todos", afirmou o treinador. Para ir à próxima fase, o próximo compromisso de Cabo Verde será contra a Arábia Saudita, pela última rodada do Grupo H, às 21h (de Brasília) de sexta-feira (26). Um empate pode classificar os tubarões azuis, a depender de outros resultados, mas a vitória asseguraria a classificação. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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