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PRA ENTRAR NO CLIMA! Jogadores da Suíça curtem uma praia antes da Copa do Mundo Uma águia com as mãos e a língua para fora: a comemoração de Granit Xhaka na vitória da Suíça por 2 a 1 sobre a Sérvia foi uma das mais marcantes da Copa do Mundo de 2018 pela provocação que remontava a tempos de guerra. Capitão dos suíços em 2026, o meia, agora mais experiente, chega ao quarto Mundial da carreira. + Suíça mobiliza matemático de instituto federal para analisar rivais na Copa do Mundo 1 de 3
Xhaka, da Suíça, provoca a Sérvia em gol na Copa do Mundo de 2018 — Foto: Norbert Barczyk/PressFocus/MB Media/Getty Images Xhaka, da Suíça, provoca a Sérvia em gol na Copa do Mundo de 2018 — Foto: Norbert Barczyk/PressFocus/MB Media/Getty Images Kaliningrado, 22 de junho de 2018 . Aos 25 anos, Granit Xhaka não era um garoto. Camisa 10 da Suíça, tinha a experiência de jogar a Copa de 2014, era jogador do Arsenal, da Inglaterra, e destaque do seu país ao lado de Shaqiri, que viraria atleta do Liverpool um mês depois. + Férias ou preparação? Seleção da Suíça curte praia antes de estreia na Copa do Mundo As famílias Xhaka e Shaqiri tinham algo em comum. De origem albanesa-kosovar, fugiram de diferentes regiões da antiga Iugoslávia e se refugiaram na Suíça. São vítimas de um regime sérvio que reprimia os albaneses no território que virou o Kosovo. Veja a apresentação da cantora Shakira na abertura da Copa do Mundo 2026 O destino colocou os filhos de uma diáspora na mesma seleção de futebol. E esse mesmo destino colocou a Sérvia no caminho deles. Albânia, Sérvia, Kosovo e Bósnia estão no centro de tensões e conflitos na Europa . Guerras, mortes e disputas por territórios marcam as relações de povos próximos no mapa e distantes nos pensamentos . Na segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2018, Sérvia e Suíça se enfrentaram em Kalingrado, na Rússia. As duas equipes estavam no grupo do Brasil e precisavam da vitória para sonhar com a classificação. 2 de 3
Shaqiri, Xhaka e bandeira da Albânia — Foto: InfoEsporte Shaqiri, Xhaka e bandeira da Albânia — Foto: InfoEsporte Mitrovic abriu o placar para os sérvios, e a resposta suíça chegou na etapa final: em chute bloqueado de Shaqiri, Xhaka aproveitou e empatou o jogo. Na comemoração, fez uma águia com as mãos e colocou a língua para fora. Ao mesmo tempo que celebrava a cultura albanesa com a águia símbolo do país, provocava os país que estava do outro lado do conflito . Não parou por aí. Aos 44 minutos do segundo tempo, Xhaka lançou para Shaqiri, que virou o jogo para a Suíça. A comemoração foi a mesma. Mais duas Copas A Copa de 2018 foi a segunda da carreira de Xhaka. Antes, havia disputado o Mundial de 2014, no Brasil, e marcou um gol. Nas duas, a Suíça passou da fase de grupos e parou nas oitavas de final. Ele foi convocado também para a Copa de 2022. Novamente no grupo do Brasil, enfrentou a Sérvia outra vez na fase de grupos. Xhaka passou em branco no jogo, mas Shaqiri deixou sua marca na vitória por 3 a 2. A Suíça caiu nas oitavas com um 6 a 1 de Portugal. 3 de 3
Xhaka aquece antes de Escócia x Suíça — Foto: REUTERS/Wolfgang Rattay Xhaka aquece antes de Escócia x Suíça — Foto: REUTERS/Wolfgang Rattay Por clubes, Xhaka deixou o Arsenal e fechou com o Bayer Leverkusen. Mais velho, não caiu de nível e foi um dos destaques do time que deixou o Bayern de Munique para trás e conquistou a Bundesliga na temporada 2023/24. Hoje, o meia defende o Sunderland, da Inglaterra, e jogará a Liga Europa em 2026/27. Xhaka, camisa 10, será o capitão da Suíça na Copa do Mundo de 2026. A estreia será neste sábado, às 16h, contra o Catar. Bósnia e Canadá completam o Grupo B. + Calendário da Copa do Mundo 2026: veja datas e horários dos jogos + Simulador da Copa: veja os critérios e faça previsões Agenda da Suíça na Copa do Mundo 1ª rodada: Catar x Suíça, 13 de junho, às 16h, em Santa Clara 2ª rodada: Suíça x Bósnia, 18 de junho, às 16h, em Los Angeles 3ª rodada: Suíça x Canadá, 24 de junho, às 16h, no Vancouver Place