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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Flamengo adota um modelo de empresa sem se tornar SAF Rodrigo Mattos Colunista do UOL 16/09/2026 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou nesta noite de terça-feira a reforma de seu estatuto que altera a forma de governança. Na prática, passa a ter um modelo similar a empresas. A proposta foi da atual diretoria comendada por Luiz Eduardo Baptista. E foi uma decisão do corpo do clube de mudar a gestão em vez de se tornar uma SAF, o que é amplamente rejeitado entre sócios rubro-negros. Entre os pontos aprovados para o estatuto estão: Matheus Pichonelli Flávio tira Moraes da TV e ganha reforço de Michelle A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo A formação de um Conselho Gestor de 9 a 12 pessoas para atuar junto com o presidente na direção do clube. O fim dos vices temáticos (futebol, jurídico, finanças, etc) A criação de 18 áreas a serem geridas só por profissionais. Podem ser diretorias ou gerências. E regras que evitam contratações de associados com cargos políticos ou nepotismo O detalhamento de restrições financeiras ao presidente nos últimos seis meses de mandato Na prática, o Flamengo passará a ser gerido como uma espécie de Conselho de Administração responsável pela diretrizes da gestão e por fiscalizar as metas. Já os diretores profissionais têm que propor orçamento e medidas para executar o plano do clube. É verdade que, no futebol, o diretor está submetido diretamente ao presidente do clube. Ele propõe as contratações e vendas de atletas - entre outros pontos - que passam pelo crivo do mandatário. Que é como o Flamengo, e todos os clubes, sempre funcionaram na prática. Houve críticas entre conselheiros sobre a centralização de poder na presidência, no caso no atual mandatário Bap e nos conselhos que ele nomeia. A proposta levou a uma grande participação do Conselho na proposta de emendas. Algumas medidas foram acolhidas para não reduzir o poder do Conselho Deliberativo, outras não. Um grupo da bancada feminina reclamou da falta de uma diretoria profissional para o futebol feminino que foi proposta e recusada para entrar no texto final. Continua após a publicidade Mas, no geral, a reforma é uma mudança que aponta em uma gestão mais alinhada com as práticas de governança atuais, sem ter mais aquela velha figura do vice de futebol amador para tomar decisões sobre um departamento de R$ 1 bilhão. Em relação à gestão atual, a mudança é até pequena pois Bap já adota a prática do Conselho Gestor, em vez dos vices temáticos. Mas fica o legado para o futuro. Os modelos associativos e SAF não são, por si só, certos ou errados. Clubes-associativos podem ser bem geridos do ponto de vista financeiro como mostram Palmeiras e Flamengo. E SAFs também, como se percebe no Bahia City. A qualidade dos gestores e a capacidade de fiscalização de órgãos externos vão determinar o sucesso de cada um. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rodrigo Mattos por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Xuxa aciona Justiça contra Andréa Sorvetão por dívida em apartamento CBF divulga áudio do VAR em gol anulado do Grêmio por 1 cm ante o Botafogo Brad Pitt não teve problema com bebida, mas com Angelina Jolie, diz fonte Temor de extinção humana por IA une Steve Bannon e Bernie Sanders Como o Brasil se tornou válvula de escape da produção de carros da BYD?