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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Crise Marrocos-Espanha é mais um problema que Infantino trouxe para a Copa Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL 31/07/2026 11h15 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Gianni Infantino, presidente da Fifa, ao lado de Aleksander Ceferin, presidente da Uefa Imagem: Kristian Skeie - UEFA/UEFA via Getty Images Gianni Infantino é uma tragédia política. Há dez anos, desliza como se tivesse escamas para se adaptar aos mais diversos tipos de terreno. Não anda para a frente. Procrastina e disfarça. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Assim, criou uma nova subsede da Fifa em Miami, tirou o centro das decisões de Zurique, caminho inverso ao feito por Jules Rimet, que se mudou da França para a Suíça para evitar a proximidade da Segunda Guerra Mundial. Pode-se discutir a Fifa no neutralidade fiscal dos suíços, mas é inegável que Rimet foi hábil. Infantino, oportunista. Aproximou-se dos Estados Unidos, porque foi a CIA e o FBI que investigaram, afastaram e prenderam os dirigentes do futebol mundial. Aproximar-se dos norte-americanos era evitar o risco. Passou a correr outros. O maior, a ruptura com a Uefa, porque os olhos grandes e gulosos tentam vender a maior joia, que espalhou o futebol pelo mundo como esporte mais popular e apaixonante do planeta. Vender a Copa do Mundo é o gol contra mais estúpido que poderia marcar. Pegou mal demais. A Copa em três países já era um risco gigantesco, com 48 países mais ainda, mas incrivelmente Infantino sobreviveu a isso, porque o futebol é mágico e produziu a maior média de gols desde 1970, bom nível técnico, craques como Messi e Mbappé jogando em alto nível. Continua após a publicidade Então, tratou de negociar com o Marrocos a final da Copa do Mundo em Casablanca. No futebol, não há casa blanca como o Santiago Bernabéu, que deve ser o palco da finalíssima de 2030. O que escancara isso é a crise da imigração, com 50 mil pessoas tentando atravessar a nado do Marrocos para a Espanha, numa evidente demonstração do fracasso da humanidade, como escreveu Leonardo Sakamoto . Infantino perdeu a noção da realidade. O mundo trata de tentar trazê-lo de volta. De preferência, longe do centro de poder. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Paulo Vinicius Coelho (PVC) por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Ídolo na Ítalia, Sandro Mazzola morre aos 83 anos Cúpula do Master citou advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar Flávia Saraiva é ouro nas barras assimétricas em etapa da Copa do Mundo TSE aceita abrir ação de Flávio contra Lula por desfile no Carnaval do Rio Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim'