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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Copa dos artilheiros mostra o que falta ao Brasil desde Ronaldo Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL, em Nova Jersey (EUA) 07/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Ronaldo comemora gol marcado na Copa do Mundo de 2002 Imagem: Pressefoto Ulmer\ullstein bild via Getty Images Esta Copa, mais do que todas as outras, é a dos grandes atacantes, aqueles caras que, além de craques, estão decidindo jogos importantes. Jogadores que não estão decepcionando seus torcedores, que depositaram muita confiança na história, na personalidade e na liderança de cada um antes de a Copa começar. Não me lembro de outra Copa com tantos principais jogadores de cada seleção fazendo muitos gols, como Messi (Argentina), Mbappé (França), Haaland (Noruega), Kane (Inglaterra), Dembélé (França), Oyarzabal (Espanha), Vinicius Jr. (Brasil), Jude Bellingham (Inglaterra), Julián Quiñones (México) e Ismaila Sarr (Senegal) estão fazendo, e alguns eliminados fizeram. Casagrande Muito obrigado, Bélgica, pelo massacre nos EUA Danilo Lavieri Fifa estragou a bela história dos EUA na Copa João Paulo Charleaux Trump vira a mesa e dá um golpe no futebol Helton Gomes Altman e Trump arquitetam dividir riqueza da IA Nós ainda estamos nas oitavas e já temos três artilheiros com sete gols e um com seis gols na Copa, e com as mesmas capacidades de decidir jogos entre eles. Nas quartas, um deles irá automaticamente embora, porque teremos pela frente a Inglaterra de Harry Kane x Noruega de Erling Haaland — que, aliás, tem a melhor média entre eles por já ter feito sete gols em apenas quatro jogos, porque na fase de grupos ele não jogou contra a França. Porém, Harry Kane já fez seis gols em cinco jogos, e o mais impressionante é que todos os gols desses caras foram decisivos, assim como os de todos os outros que citei no texto. Entre eles, o único que fez um hat-trick foi o francês Ousmane Dembélé contra os reservas da Noruega, na vitória por 4 a 1. Cada um com suas características, mas todos eles são letais, como foi Haaland contra o Brasil, marcando os dois gols de forma diferente um do outro. Claro que os olhos estão voltados para uma possível revanche de 2022 entre Messi e Mbappé, que deram um show naquela espetacular final no Catar, com o empate por 3 a 3. Continua após a publicidade Em 2022, Lionel Messi foi campeão e ganhou a Bola de Ouro como melhor jogador da Copa, enquanto Kylian Mbappé ficou com a Chuteira de Ouro como o artilheiro da competição. Mas, em se tratando de jogadores desse tamanho, não dá para dizer nada sobre quem ou quais conseguirão fazer mais gols nesta Copa de 2026. Esta é a Copa dos astros, dos artilheiros, dos caras decisivos, daqueles jogadores em quem suas torcidas acreditam até o último momento, porque sabem que são capazes de garantir uma classificação ou um título mundial em questão de segundos. Basta chegar uma bola para que eles sejam capazes de inventar uma finalização inexplicável, fora do normal, inesperada, e fazer essa bola ir para as redes, provocando a maior emoção em todos que estão assistindo, torcendo por eles ou não. É o toque mágico dos gênios do futebol. E há quanto tempo o Brasil não tem um cara realmente decisivo em Copas do Mundo? Continua após a publicidade O último foi Ronaldo, principalmente na Copa de 2002, quando fez os dois gols da final que deram o pentacampeonato ao Brasil. Em 2006, ele bateu o recorde de gols em Copas e se tornou o maior artilheiro da história dos Mundiais, com 15 gols. A marca foi superada por Klose, em 2014, e agora, em 2026, por Messi, que já chegou aos 20 gols. Depois de Ronaldo, nenhum outro jogador assumiu esse protagonismo de ser decisivo em Copas do Mundo. O próprio Neymar, que é o maior artilheiro da história da seleção brasileira, jogou quatro Copas (2014, 2018, 2022 e 2026) e nenhuma vez conseguiu ser decisivo. Esse é o maior problema do futebol brasileiro: não formar mais jogadores que decidem criando jogadas, nem formar jogadores decisivos fazendo gols. Como iremos vencer uma Copa novamente sem um camisa 10 criativo e um camisa 9 decisivo? Continua após a publicidade É preciso mudar urgentemente a formação nas categorias de base dos clubes e o trabalho de fundamentos com os garotos. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Líderes da 'geração Neymar' fazem último pedido à CBF para a Copa de 2030 Técnico da Bélgica revela atitude de Balogun e diz: 'Ele não é o culpado' Governo paraguaio repudia ataque racista de senadora a Mbappé Pai de Neymar posta carta aberta a filho e pede: 'Continue a jogar futebol' Justiça nega financiamento estudantil a ré pela morte do menino Miguel