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PSG 0 x 1 Botafogo | Melhores Momentos | Copa do Mundo de Clubes 2025 Nesta quarta, PSG e Flamengo fazem a final da Copa Intercontinental no Catar e definirão quem fica com o título mundial. O dono do troféu da Liga dos Campeões enfrenta o atual campeão da Libertadores em confronto semelhante ao que já ocorreu em 2025, mas com outro brasileiro: o Botafogo . E nem faz tanto tempo. O jogo pela segunda rodada da Copa do Mundo de Clubes ocorreu há quase seis meses, no dia 19 de junho, no Estádio Rose Bowl, em Pasadena, nos Estados Unidos. E o time carioca, contrariando o senso comum, venceu por 1 a 0, com gol marcado por Igor Jesus, aos 36 minutos do primeiro tempo. + Contratações do Botafogo para 2026: veja quem chega, quem fica e quem vai embora 1 de 3
Igor Jesus - PSG x Botafogo - Copa do Mundo de Clubes — Foto: YURI CORTEZ / AFP Igor Jesus - PSG x Botafogo - Copa do Mundo de Clubes — Foto: YURI CORTEZ / AFP + Veja mais sobre a Copa Intercontinental A vitória fez com que o Botafogo quebrasse um tabu que durava 13 anos, sendo a primeira vitória brasileira sobre um time europeu em um torneio da FIFA desde 2012 — a última havia sido no 1 a 0 do Corinthians sobre o Chelsea. O time era treinado por Renato Paiva, que, às vésperas do confronto, resolveu amenizar o clima de favoritismo do clube francês ao dizer que “o cemitério do futebol está cheio de favoritos” (vídeo abaixo). + ✅Clique aqui para seguir o novo canal ge Botafogo no WhatsApp Renato Paiva comenta favoritismo do PSG contra o Botafogo: "O cemitério do futebol está cheio de favoritos" É uma frase antiga do futebol que traduz bem a essência do jogo. No futebol, favoritismo não ganha jogos, quem ganha é quem executa melhor. Aquela frase serviu para equilibrar emocionalmente o ambiente, para lembrar que entrar em campo com coragem, organização e convicção é tão importante quanto respeitar o adversário. Éramos 11 para 11 e se o PSG entrava em campo como campeão europeu, o Botafogo era também o vencedor em título da Libertadores. Mas sim, a coragem foi fundamental, sempre aliada à responsabilidade e a um forte enorme sentimento de entreajuda. — Renato Paiva, ex-técnico do Botafogo Em entrevista ao ge nesta terça, o treinador português, demitido a pedido de John Textor logo depois da eliminação para o Palmeira s nas oitavas de final da competição, explicou a estratégia para o confronto. — O primeiro passo consistia em reduzir espaços e controlar o jogo sem bola . A partir daí, queríamos ser agressivos nas transições, com critério. Recordo muito a maturidade dos jogadores para executar um plano exigente e a confiança coletiva para não entrar em pânico em nenhum momento. Aqueles jogadores foram uns heróis e conseguiram um resultado que dificilmente será esquecido por muitos anos que passem. — Engane-se quem pensar que o nosso plano passou apenas por defender . O PSG tinha, e tem, jogadores capazes de decidir o jogo a qualquer momento, alguns deles eu conhecia muito bem, como Pacho, que lancei no Independiente del Valle, João Neves e Gonçalo Ramos, que treinei no Benfica, e Vitinha, que nunca treinei, mas enfrentei várias vezes — até o apelidava de Iniesta do Olival, nome do centro de estágio do FC Porto — recordou o técnico, que segue morando no Rio de Janeiro, mas no momento está em viagem a lazer para Portugal. 2 de 3
Renato Paiva comemora vitória do Botafogo sobre o PSG — Foto: Getty Images Renato Paiva comemora vitória do Botafogo sobre o PSG — Foto: Getty Images Renato Paiva também destacou a entrega dos jogadores, que concordaram com o plano de jogo e foram determinantes para reverter a pressão externa contra o favoritismo. No duelo, a equipe comandada por Luis Enrique teve 64% de posse de bola contra 36% do Botafogo e 14 finalizações, diante de apenas quatro do time alvinegro. — O fator decisivo foi, sem dúvida, o comportamento dos jogadores . Eles tiveram uma entrega, uma concentração e uma maturidade competitiva muito grandes. Executaram o plano com rigor, tomaram boas decisões sob pressão e mostraram personalidade contra um adversário do mais alto nível, possivelmente a melhor equipa do mundo. Em jogos assim, o detalhe conta, e eles estiveram à altura em todos os momentos. E depois fomos eficazes com aquele brilhante momento do Igor Jesus. 3 de 3
Vitinha e Igor Jesus em PSG x Botafogo, na Copa do Mundo de Clubes — Foto: Sean M. Haffey - FIFA/FIFA via Getty Images Vitinha e Igor Jesus em PSG x Botafogo, na Copa do Mundo de Clubes — Foto: Sean M. Haffey - FIFA/FIFA via Getty Images Agora, um duelo decisivo e que vale taça, coloca frente a frente mais uma vez o PSG contra uma equipe brasileira. Paiva pontua as diferenças e dá dicas para que o Flamengo saia vencedor. — São contextos diferentes , momentos diferentes da temporada e plantéis também diferentes. O Flamengo tem um treinador talentoso e uma equipe muito qualificada, com vasta experiência internacional e capacidade técnica para competir ao mais alto nível. Em jogos deste tipo, o mais importante é ter um plano claro, equilíbrio emocional e compromisso coletivo. Quando uma equipa brasileira consegue reunir estes fatores, independentemente do nome do adversário, sempre aumenta muito as chances de competir e vencer. Escalação do PSG: Donnarumma; Hakimi, Lucas Beraldo, Pacho e Lucas Hernández (Fabián Ruiz); Vitinha, Saire-Emery (João Neves) e Mayulu (Nuno Mendes); Doué (Lee Kang-In, Kvaratskhelia e Gonçalo Ramos (Barcola). Escalação do Botafogo: Jonh; Vitinho, Jair, Barboza e Alex Telles (Cuiabano); Gregore, Allan (Newton) e Marlon Freitas; Artur (Montoro), Savarino (Santi Rodríguez) e Igor Jesus. 🗞️ Leia mais notícias do Botafogo 🎧 Ouça o podcast ge Botafogo 🎧 Assista: tudo sobre o Botafogo no ge, na Globo e no sportv 50 vídeos