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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte O Fluminense está sendo sucateado para poder ser vendido? Milly Lacombe Colunista do UOL 12/08/2026 10h36 Deixe seu comentário Hulk e Matías Fernández disputam a bola em Fluminense x Ind. Rivadavia, pela Libertadores Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× É difícil entender o que está acontecendo com o Fluminense. Um começo de ano exuberante, colado nos líderes do Brasileirão e jogando o futebol mais bonito do Brasil. Até que, em Abril, a diretoria tomou a liberdade de aceitar a mudança do dia de um Fla-Flu a pedido do Flamengo e sem consultar elenco, torcida e comissão técnica. A partir daí, tudo desandou. Derrotas, declaração de guerra a marcar gols, jogadores fisicamente mal e tecnicamente em derrocada. Zubeldia perdido, elenco entristecido, torcida sumida. Uma sequência de eventos que poderiam ter sido evitados. Hulk chega fora de forma física e técnica e, apesar da parada para a Copa, segue fora de forma, fora de ritmo, fora do mundo real. Castillo, que chegou bem, desapareceu. Lucho, o craque, joga como qualquer um hoje. Ganso esquecido no banco, laterais cabisbaixos. Apenas a zaga - mutilada por contusões mas ainda assim respondendo aos chamados - e Fabio fazem a gente acreditar que o time pode reagir. Quem viu o melanceolico empate com o Rivadavia no Maracanã pela Libertadores sabe o tamanho do buraco que o tricolor cavou com os próprios pés. Existe uma regra do neoliberalismo que diz que é preciso sucatear uma empresa para poder entregá-la à iniciativa privada. Sucatear para poder vender. Vender a preço muito baixo para algum gestor que chega com a capa de super-heroi: ele veio nos salvar. Recomendo a leitura do livro "A Privataria Tucana", que conta como Fernando Henrique sucateou nossas mais sólidas empresas estatais para poder entregá-las à iniciativa privada. A opinião pública, mergulhada na sensação de que "assim a coisa não vai" passa a sonhar com o tal gestor que vai fazer o imenso favor de nos salvar desse estado de miséria. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo O gestor chega, nada melhora muito, mas não importa. Todas as desculpas passam a ser aceitas. Falta só mais uma reforma para que a empresa deslanche. Vamos pagar pelo despacho da bagagem, ajudar os gestores a administrarem esse troço, e logo o preço da passagem vai cair. Nunca caiu. Pelo contrário. O Galo estava mal? Vamos virar SAF e tudo se resolve. Resolveu? E o Vasco? E o Botafogo? Todos clubes gigantescos vendidos a preço de uma dúzia de bananas. Como colocar preço em um time de futebol? Isso deveria ser inaceitável. Mas é o caminho do Fluminense. Vai ter quem faça campanha pela SAF. Entreguem logo a um banqueiro e vamos voltar a sorrir. Entreguem bem baratinho porque vejam o que acontece em campo. Precisamos de uma saída imediata. Venha nos salvar, sacrossanto gestor. Quem vai tomar a frente dessa negociação e o que cada um desses executivos ganhará com a venda do Fluminense? Ficam os questionamentos. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump Lula e Janja vão a SC pela 1ª vez na campanha e buscam voto feminino Empresário é condenado por agredir ex-Miss Rio Branco; defesa vai recorrer Cleitinho diz se arrepender de foto com Virginia na CPI: 'Não era momento' Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim'