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Análise dos Times

Motivo: O Flamengo é apresentado como um clube que se beneficia da atuação dos agentes portugueses, com a contratação de Leonardo Jardim facilitada pela diretoria. A menção à presença dos agentes na apresentação de Jardim sugere uma relação próxima.

Viés da Menção (Score: 0.2)

Motivo: A longevidade de Abel Ferreira e sua renovação são destacadas como um sucesso da relação com os agentes, com a matéria mencionando a quase saída para o Catar, mas a permanência como um bom desfecho.

Viés da Menção (Score: 0.3)

Motivo: O Cruzeiro é mencionado como o destino de Leonardo Jardim após sua passagem pelo Oriente Médio, com o clube sendo apresentado como tendo 'ambição' e sendo a 'terceira força do Brasileirão' no ano anterior.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: A demissão de Martín Anselmi do Botafogo é apresentada como uma frustração em relação à sua passagem, o que pode indicar uma análise ligeiramente negativa sobre a escolha do técnico ou a condução da negociação.

Viés da Menção (Score: -0.2)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Vasco Flamengo Botafogo Palmeiras Abel Ferreira Jorge Jesus Bahia Cruzeiro Cuiabá Leonardo Jardim José Boto Artur Jorge Renato Paiva Paulo Sousa Hugo Cajuda Martín Anselmi Bruno Santos Team of Future FIA Football Management Petit

Conteúdo Original

Futebol Agentes portugueses dominam vagas cobiçadas no vaivém de técnicos do Brasil Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 23/03/2026 11h00 Deixe seu comentário Leonardo Jardim com os empresários após assinatura de contrato com o Flamengo Imagem: Reprodução Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Os principais movimentos no mercado de técnicos do Brasileirão no fim de semana têm um ponto em comum: os empresários dos treinadores envolvidos. Tanto na chegada de Artur Jorge ao Cruzeiro quanto na demissão de Martín Anselmi do Botafogo, os clubes lidaram com um mesmo grupo, que tem dominado operações para ocupar assentos cobiçados no futebol brasileiro. Bruno Santos é o nome da Team of Future. Hugo Cajuda responde pela FIA Football Management. Juntos, atuaram recentemente na vinda de Leonardo Jardim para o Flamengo, além das negociações dos dois já citados. O exemplo de cliente mais longevo em solo brasileiro é Abel Ferreira, do Palmeiras desde 2020. Josias de Souza Política do RJ é costurada em cela de Bangu 8 PVC Boto se engana sobre árbitros de vídeo Milly Lacombe O descontrole dos homens no futebol Sakamoto Bolsonaro teria atendido chamado dos EUA no Irã? Pela segunda vez, esse grupo de empresários faz a "dobradinha" dos técnicos de Flamengo e Palmeiras. Já tinha acontecido quando Paulo Sousa estava no rubro-negro, em 2022. Eles também fizeram a intermediação de Renato Paiva com o Bahia e Petit com o Cuiabá. O fato de técnicos portugueses atraírem os olhos dos clubes no Brasil — especialmente de Jorge Jesus em diante — favoreceu a atuação desses empresários. Com mais dinheiro circulando por aqui, o mercado também ficou atraente para europeus, apesar da diferença cambial entre euro e real. O olhar dos portugueses para o Brasil Com Leonardo Jardim, Bruno Santos participa de operações desde a negociação que o tirou do mercado europeu para o Oriente Médio, em 2021. Jardim foi para o Al Hilal, da Arábia Saudita, e posteriormente passou por Shabab Al Ahli (Emirados), Al-Rayyan (Qatar) e Al Ain (Emirados). Até que no ano passado o foco da carreira virou o futebol brasileiro, no Cruzeiro. "Eu tive minhas opções de vida. Passei a maior parte na Europa: Portugal, Grécia, França. Depois, decidi fazer uma inversão para o mercado árabe, onde estive em três países. Depois, inverti de novo para o Brasil. Foram as minhas decisões de carreira. Procurei trabalhar em equipes de ambição, que estão nos primeiros lugares. Sobre os outros portugueses, hoje em dia eles estão em todo o mundo. Pela formação, por aquilo que foi depois dos anos de 1990. Antigamente, não era assim. Quando comecei minha carreira, conheci muitos treinadores brasileiros em Portugal. Nesse momento, está passando a mesma coisa que passou com o Brasil há alguns anos, quando tinham brasileiros em toda parte do mundo", disse Leonardo Jardim, sobre as decisões dos rumos da carreira. Continua após a publicidade Em relação ao Flamengo, ter José Boto como diretor de futebol facilita as coisas. Boto conhece Bruno Santos pelo fato de o empresário ser o representante do volante Florentino Luís, um dos principais nomes que saíram da base do Benfica nos últimos anos. O namoro que começou em dezembro, quando a renovação de Filipe Luís chegou a virar dúvida, foi concretizado agora em março, quando o Fla decidiu demitir o treinador. Apesar de Cajuda e Bruno terem empresas diferentes, eles firmam parcerias para atuar em negociações como a de Leonardo Jardim. Os dois estiveram na primeira fileira de cadeiras na apresentação do português no Ninho do Urubu. No caso de Abel, a relação longeva com o Palmeiras quase ruiu quando o técnico assinou o pré-contrato com o Al Sadd, do Qatar. Mas o português decidiu ficar e recentemente renovou até o fim de 2027, quando acaba o mandato da presidente Leila Pereira. Favoritos na Libertadores Em relação a Artur Jorge — que terá sua segunda experiência no mercado brasileiro —, é preciso puxar um fio familiar que envolve Cajuda. Hugo é filho de Manuel Cajuda, histórico treinador no futebol português que comandou Artur Jorge no Braga. Desde 2023, ele é presidente do Olhanense. Continua após a publicidade Quando o Botafogo ganhou a Libertadores, Manuel Cajuda postou uma foto na qual estavam Bruno Santos, Artur e Hugo, no pódio da final em Buenos Aires: "Fui treinador de um, sou amigo de outro e pai de outro. Permitam-me sentir orgulho. Parabéns, Capitão. Hugo, com as duas do Abel, já cantam 3 (Libertadores)". Bruno Santos, Artur Jorge e Hugo Cajuda Imagem: Reprodução Como Flamengo e Palmeiras fizeram a última final da Libertadores e sempre despontam como favoritos, os empresários podem aparecer nesse palco de título de novo. Apesar da crise técnica do Cruzeiro com Tite, Artur Jorge desembarca em um time que recebeu investimentos do dono e foi a terceira força do Brasileirão ano passado. Por isso, também está na Libertadores. A demissão mais recente O trabalho com o argentino Martín Anselmi já foi resultado de um olhar de Bruno Santos para outros países sul-americanos. O agente é casado com uma colombiana, costuma viajar ao país e acompanha o futebol na parte de cima do continente. Continua após a publicidade Anselmi foi auxiliar de Miguel Ángel Ramírez no Independiente del Valle e, de 2022 a 2023, comandou o próprio time equatoriano. Ter conexões com os empresários portugueses o levou ao Porto - olha o mercado português aí -, antes da passagem agora frustrada pelo Botafogo. Ainda que Bruno e Hugo estejam bem posicionados no mercado brasileiro, também já fizeram o fluxo contrário, atuando na intermediação do ex-zagueiro Paulo Turra como técnico do Vitória de Guimarães. "Hugo e Bruno são competentes, e a prova disso é o mercado que eles abrangem aqui no Brasil. Acredito que são dois nomes com conhecimento do nosso mercado e das fragilidades que ele apresenta. Os portugueses hoje são uma escola forte no futebol europeu e mundial. Como agentes, eles têm os treinadores como esse suporte de trabalho", disse Paulo Turra, que já não é mais agenciado pela dupla e teve o Vila Nova, em 2025, como trabalho mais recente. As fragilidades às quais Turra se refere são a perda de força dos treinadores brasileiros no mercado e a visão de que estrangeiros estão mais preparados. Entre os jogadores, Bruno Santos só tem um agenciado no lado de cá do Atlântico: Nuno Moreira, no Vasco. A relação entre eles começou quando Nuno tinha 17 anos. Os pais do meia-atacante queriam um acompanhamento de agentes que tivessem braços em Lisboa e no Porto. Continua após a publicidade "Nós portugueses começamos a olhar mais o mercado brasileiro desde o Jorge Jesus. Depois, veio o Abel Ferreira. E também por jogadores como Payet, Depay. Eu, como português, passei a me perguntar: 'O que tem ali que pode ser maneiro jogar lá?'. Quando surgiu a oportunidade, não fechei a porta. Sabia que o Vasco era um clube grande. É mais pressão do que o normal, mas decidi aceitar o projeto'. Quando eu estava no Casa Pia, eu disse que queria um bom projeto, que as pessoas me quisessem lá. Eles disseram que poderia ser o Brasil", contou Nuno Moreira ao UOL . E quando os estrangeiros passam a olhar mais para o Brasil, os empresários ganham mais chance de fechar negócios por aqui. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Bolsonaro reeleito teria atendido chamado dos EUA para guerra no Irã? 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