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Esporte Futebol Abel usa Muricy Ramalho como exemplo sobre danos do futebol brasileiro Danilo Lavieri Do UOL, em Lima 28/11/2025 18h19 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Abel Ferreira sabe quanto o futebol pode tirar da vida de uma pessoa. O treinador do Palmeiras, contudo, não quer que os danos fujam das quatro linhas e invadam seu espaço pessoal. Durante coletiva às vésperas da final da Libertadores, que será disputada neste sábado (29), às 18h (de Brasília), em Lima, o português citou o exemplo de Muricy Ramalho para falar sobre os problemas causados pelo esporte. Às vezes não consigo dormir, desde o momento que sou jogador, em 1998. São muitas horas de sono sem dormir, já falei do impacto que tem o sono no nosso bem-estar geral. No Brasil não há tréguas, jogas a cada três dias. Em uma semana, são três noites sem dormir e eu não posso fazer isso. Isso tem um desgaste físico e mental. Vou falar nele, um treinador que eu admiro, que se reformou, que é o Muricy. O futebol brasileiro deixa marca, mas quero que deixe dentro de campo, não vou deixar que o futebol brasileiro leve isso para fora de campo Abel Ferreira, em entrevista coletiva Daniela Lima Moraes condena omissão da cúpula da PMDF no 8/1 Wálter Maierovitch Moraes cria desarmonia ao opinar sobre Messias Sakamoto Refit, Master: centrão pode ir à cadeia com delações Josias de Souza Perseguição a Messias desmoraliza o Senado "Eu entendo a dimensão do jogo, a maior competição do continente, mas não mudo a minha rotina. A preparação é exatamente a mesma, analisamos o adversário, como vamos atacar, defender, cenários que aparecem no jogo. Isso que eu quero que os jogadores entendam, quando tenho a consciência tranquila, dou o melhor de mim, tenho que estar assim. Eu sei como funciona o futebol, por isso sei que tenho que ter esse acordo paz para dormir. Infelizmente, falo por mim, acredito que os jogadores também", completou. Entenda a declaração de Abel Ferreira Muricy Ramalho é um dos treinadores mais vitoriosos da história do futebol brasileiro. Apesar disso, o tempo — e o nervosismo — de partidas no mais alto nível cobrou seu preço. O comandante foi tricampeão brasileiro pelo São Paulo, venceu a Libertadores com o Santos e tirou o Fluminense da fila nacional. Tudo isso entre o fim dos anos 2000 e o início da década de 2010. Depois do Peixe, Muricy retornou ao São Paulo e ficou até 2015, quando anunciou uma pausa para cuidar da saúde. Durante o afastamento, ele revelou que não estava sentindo falta do futebol. Continua após a publicidade Relacionadas Conmebol bate o martelo e define sede de final da Libertadores 2026 Fla e Palmeiras vivem 'maratona do século' entre finalistas da Libertadores Site vaza suposta camisa da seleção brasileira para a Copa; veja detalhes Mesmo assim, ele aceitou uma proposta do Flamengo para comandar a equipe profissional em 2016. A estadia na Gávea, contudo, durou pouco. Logo no início da passagem, Muricy se sentiu mal, e exames detectaram o agravamento do problema iniciado em 2014: uma fibrilação auricular. O problema no coração deixou o treinador na UTI e deu um susto no mundo do futebol brasileiro. Ele se aposentou do banco de reservas, mas seguiu no futebol. Atualmente, ele cuida da equipe profissional do São Paulo nos bastidores. Tudo sobre a decisão No sábado, a partir das 16h, o Posse de Bola Especial, com Eduardo Tironi, traz as últimas notícias antes da final e análises de Arnaldo Ribeiro, José Trajano, Juca Kfouri, Danilo Lavieri e Mauro Cézar Pereira — os dois últimos direto de Lima — sobre as possibilidades de título de Flamengo e Palmeiras. Depois do jogo, é a vez do Fim de Papo Especial, com Domitila Becker, que trará entrevistas, bastidores e análises de Casagrande, Fabiola Andrade, José Trajano e Alicia Klein, além do ambiente da final com os enviados a Lima. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Dino nega passaporte ao pai de Paulo Figueiredo para ele participar do casamento do filho Ninguém acerta Lotomania e prêmio chega a R$ 4 milhões; confira dezenas Vasco goleia em jogo de mais de três horas e aumenta desespero do Inter Cantora de samba e psicóloga: quem eram as mulheres mortas no Cefet no Rio Apostas de GO e RS acertam Lotofácil e levam R$ 773 mil; veja números