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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte O risco de enaltecer o Flamengo por qualquer coisa Alicia Klein Colunista do UOL 21/08/2026 12h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Arrascaeta e Pedro celebram gol do Flamengo sobre o Cruzeiro em jogo da Libertadores Imagem: DELMIRO JUNIOR/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO Bastou o Flamengo eliminar o Cruzeiro da Libertadores com dois golaços que o encantamento começou: sublime, futebol total, outro patamar. O próprio perfil rubro-negro nas redes sociais zombou confortavelmente de Gerson, chamando o ex de pipoqueiro. Se o Cabuloso achou desrespeitoso disfarçou bem, curvando-se publicamente diante do adversário. O mandatário Pedro Lourenço e Fabricio Bruno disseram sem constrangimento que iriam torcer para o Flamengo na sequência da competição. Histórico torcedor cruzeirense, Samuel Rosa classificou a atitude como "subserviência de merda". O homem sabe usar as palavras. Independentemente dos títulos, o Flamengo tem há anos o melhor elenco do Brasil. Os maiores talentos individuais. A maior quantidade de jogos bonitos. Obviamente, o maior orçamento. Difícil discordar. O que me chama atenção é a velocidade com que algumas pessoas estão dispostas a alçar o clube aos céus, dedicando-lhe adjetivos que costumam pedir parcimônia. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo O Rubro-negro passou pelo Cruzeiro por um gol de diferença, com direito a bola salva em cima da linha por Jorginho, na partida de volta. Foi dominante em alguns momentos, mas não converteu o caminhão de chances em gols e, por pouco, não leva um susto dentro de casa. Futebol é beleza, é volume, mas essencialmente é resultado. E o resultado foi 3 a 2 no agregado. No Brasileirão, sua liderança parece ser uma questão de tempo — só não aconteceu ainda. Arrascaeta é, para mim, o mais extraordinário jogador a atuar no Brasil nesta década. Pedro, o tipo de centroavante que me faz verdadeiramente gostar de futebol. E são apenas alguns nomes de um conjunto estrelado, talentoso, contagiante. Que foi eliminado da Copa do Brasil pelo Vitória, no tempo normal. Que teve dificuldade contra o Cruzeiro. Que ganha e perde, como todos os outros. Por alguma razão (escolha a sua), um bom jogo já leva bastante gente a colocar o clube na chave do divino. Isso é perigoso, e não só para o Flamengo. A barra da genialidade do país que produziu Pelé, Garrincha, Zico, Ronaldo, Rivaldo, Romário e companhia precisa ser mais alta, sob o risco de continuarmos medíocres internacionalmente. Sob o risco de a soberba produzir a queda. Faz sentido exigirmos mais, especialmente de quem não hesita em se dizer especial. Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim' Lula diz que quer ganhar eleições para manter Jair Bolsonaro preso Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump Cúpula do Master citou advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar Qual exercício ajuda a aliviar gases e 'destravar' o intestino mais rápido?