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Futebol Conselheiro de Infantino se opõe a projeto da Fifa de venda de ações e pede demissão 31/07/2026 10h18 Deixe seu comentário Gianni Infantino, presidente da Fifa Imagem: Carl Recine/Getty Images Carlos Cordeiro, um dos principais conselheiros da Fifa, que representava a organização no grupo de trabalho da Casa Branca sobre a Copa do Mundo , renunciou nesta sexta-feira (31) em protesto contra o plano de investimento privado da entidade. "Não posso ficar de braços cruzados enquanto a Fifa considera vender uma participação na Copa do Mundo", disse Cordeiro, ex-banqueiro do Goldman Sachs, em um comunicado anunciando sua renúncia como conselheiro do presidente da entidade, Gianni Infantino. Ele também instou outros altos funcionários da entidade máxima do futebol mundial a se manifestarem. Nos últimos anos, Cordeiro frequentemente acompanhava Infantino em visitas de trabalho para se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , na Casa Branca. "Deixe-me ser claro. Não participei desta proposta e me oponho a ela inequivocamente", acrescentou o ex-presidente da Federação de Futebol dos EUA. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Cordeiro também classificou a subsidiária comercial de US$ 20 bilhões (mais de R$ 100 bilhões) como "um mau negócio para o futebol". "O futebol tem sido fundamental na minha vida e, depois de mais de 35 anos no setor bancário, compreendo tanto o valor deste ativo quanto as consequências de abrir mão de uma parte dele", disse ele. "É por isso que esta proposta deve ser rejeitada." Assista aos jogos exclusivos da Copa da Rússia no UOL Play Infantino propôs a separação dos negócios comerciais da Fifa - incluindo as Copas do Mundo Masculina e Feminina e o Mundial de Clubes - em uma subsidiária de US$ 20 bilhões, com 20% detidos por investidores privados. O "investidor âncora", como descrito pela Fifa, é uma empresa sediada em Nova York, fundada por Joshua Kushner, irmão mais novo de Jared Kushner, genro de Trump. "A Fifa já tem acesso a recursos financeiros extraordinários. A organização possui bilhões de dólares em reservas e nenhuma dívida", observou Cordeiro, mencionando os US$ 15 bilhões que a organização arrecadou nos últimos quatro anos com a recente Copa do Mundo Masculina. "Nesse contexto, vender uma participação permanente no ativo mais valioso do futebol para arrecadar US$ 4,2 bilhões faz pouco sentido. É hipotecar o futuro do futebol sem qualquer justificativa convincente", acrescentou. Cordeiro indicou que compartilhou cinco anos trabalhando para a Fifa ao lado de Infantino com "pessoas comprometidas e íntegras que se importam profundamente com o esporte". "Espero que eles também se manifestem", escreveu ele, "porque decisões dessa magnitude devem ser tomadas no interesse do futebol, não daqueles que buscam lucrar com ele". Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro' Flávia Saraiva é ouro nas barras assimétricas em etapa da Copa do Mundo Trump compara IA à Revolução Industrial e anuncia futuro 'czar' do tema Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim' Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump