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Futebol Infantino receberia salário 6 vezes maior com criação de empresa na Fifa Do UOL, em São Paulo 02/08/2026 11h21 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Gianni Infantino, presidente da Fifa, durante sorteio da Copa do Mundo de 2026 Imagem: POOL/Getty Images via AFP Gianni Infantino, presidente da Fifa, mirava um aumento de salário de seis vezes com a criação da empresa subsidiária da entidade, plano que foi abortado após má repercussão, na sexta-feira (31). O que aconteceu Infantino recebeu US$ 4,8 milhões (R$ 24,3 milhões, em valores atualizados) em 2025, segundo balanço da Fifa. O salário-base do dirigente naquele período foi de 2,6 milhões de dólares (R$ 13,2 milhões), somado a uma bonificação de 2,2 milhões de dólares (R$ 11,1 milhões), que varia de ano a ano. Com a criação da Fifa Forward Enterprise, Infantino passaria a receber um salário de US$ 30 milhões (cerca de R$ 152,3 milhões). Sem contar o bônus, o aumento seria de pouco mais de seis vezes. A informação é do jornalista Martyn Ziegler, do jornal britânico The Times, um dos responsáveis pela revelação do plano. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Infantino tinha os olhos postos em um salário de US$ 30 milhões mais bônus por liderar nova empresa da Fifa, dizem denunciantes. Agora, o esquema "velhaco" desmoronou, e as confederações de futebol mais poderosas estão se movendo contra ele. Martyn Ziegler, jornalista do The Times, no X O plano da Fifa previa a venda de uma fatia das competições da Fifa a investidores privados. Entre eles, o principal acionista seria Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro do presidente dos EUA, Donald Trump. A proposta envolvia a criação de uma empresa com fins lucrativos. O objetivo seria negociar parte das receitas futuras da Copa e de outros torneios. Pressionado Gianni Infantino, presidente da Fifa Imagem: MAGA JR/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO A revelação do plano da Fifa nesta semana deixou o presidente da entidade sob forte pressão. Infantino recuou da ideia, mas Uefa e Concacaf, que comandam o futebol da Europa e de América do Norte, México e Caribe, reagiram. Continua após a publicidade A Uefa chegou a dizer que o dirigente tentou se utilizar de um "esquema secreto com prazos acelerados" e que perdeu a confiança em Infantino. A Concacaf também pressionou o presidente e afirmou que a "Fifa não é uma empresa privada". É correto que, nos próximos dias e semanas, a Uefa trabalhe com suas associações e em estreita cooperação com outras confederações para refletir sobre como isso aconteceu e elaborar um plano para garantir que isso não possa ocorrer novamente. Comunicado da Uefa Uma proposta dessa magnitude não chega a esse estágio por acaso. Ela é um sintoma de uma liderança que deixou de colocar o futebol em primeiro lugar. Esse recente ato unilateral e flagrante de má governança e liderança segue um padrão de erros e de comportamentos semelhantes. Uma avaliação abrangente desta presidência é imprescindível. Comunicado da Concacaf Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro' Empresário é condenado por agredir ex-Miss Rio Branco; defesa vai recorrer Flávia Saraiva é ouro nas barras assimétricas em etapa da Copa do Mundo Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim' Lula diz que quer ganhar eleições para manter Jair Bolsonaro preso