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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Na Copa em que o Brasil recusou a bola, a campeã é quem não abre mão dela Mauro Cezar Pereira Colunista do UOL 19/07/2026 19h45 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Obviamente justa, justíssima, a vitória da Espanha e a conquista de sua segunda Copa do Mundo. Absolutamente decepcionante a Argentina, incapaz de finalizar uma vez sequer nos 90 minutos e só arrematando nos acréscimos, depois que levou o gol decisivo de Ferran Torres. Os espanhóis tiveram domínio e posse de bola, com muitas ações ofensivas, mas enfrentaram enorme dificuldade para converter em gol. O tento decisivo só saiu na vigésima finalização, após insistentes ataques que testaram a paciência da equipe e a solidez da defesa adversária, em especial o goleiro Dibu Martínez. Essa demora em balançar as redes, apesar do amplo controle, destacou a resiliência espanhola, de um conjunto que soube persistir até encontrar a brecha certa. Contudo, chama a atenção o perfil "arame liso" de uma equipe tão boa e com tamanha dificuldade em converter o que cria. Juca Kfouri A Espanha é bi em tarde lamentável da Argentina Yara Fantoni É inadmissível Rodri ser eleito melhor da Copa Arnaldo Ribeiro Paredes é um jogador medíocre, desleal Milly Lacombe As lágrimas de Messi e de Scaloni Do outro lado, a Argentina apresentou uma atuação francamente decepcionante. Foi incapaz de agredir o adversário. Os jogadores da albiceleste não mostraram criatividade no meio-campo e consequentemente presença efetiva no ataque, limitando-se a uma postura defensiva, passiva, que não incomodava. A falta de finalizações expôs não apenas a fragilidade ofensiva, mas também a incapacidade de gerar situações de perigo real. Assim, a Espanha conseguiu deixar Messi fora do jogo. O gênio só pode tentar algo nos instantes finais, no desespero. Na Copa do Mundo em que o Brasil rejeitou a bola para tentar explorar o erro adversário, a campeã é aquela seleção que não abre mão dela. De jeito nenhum. Fica a lição para o futebol brasileiro, em busca de uma identidade, algo que a Espanha tem faz tempo, afinal, foi jogando assim que ergueu pela primeira vez o troféu de campeão mundial, há 16 anos. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Mauro Cezar Pereira por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Galvão Bueno cogita nova função para ir a Copa de 2030: 'Fazer comentários' PVC: 'A gente tem que redescobrir o futebol da América do Sul como cultura' Rodri é eleito o melhor jogador da Copa e levanta a taça pela Espanha; veja As lágrimas de Messi e de Scaloni Pior final de Copa desde 94! Juca e Trajano detonam Espanha x Argentina