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Futebol Psicóloga da seleção ganha maior espaço na Copa e elogios de Ancelotti Danilo Lavieri , Pedro Lopes , Paulo Vinicius Coelho (PVC) e Luiza Oliveira e Thiago Rabelo Do UOL, em Nova Jersey (EUA) 22/06/2026 05h30 Atualizada em 22/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Carlo Ancelotti ao lado de Marisa Santiago, psicóloga da seleção Imagem: Reprodução/CBF Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A psicologia tem deixado de ser um tabu no futebol. Após vários anos ignorando a necessidade de ter um profissional no dia a dia, a seleção brasileira decidiu incorporar Marisa Santiago como parte da delegação que disputa a Copa do Mundo de 2026. A medida tem gerado frutos e ajudado a equipe a minimizar a forte pressão existente pelo sonho do hexacampeonato. Convocada pela primeira vez em 2024, ainda sob o comando do técnico Dorival Júnior, Marisa não tem sido observada como uma estranha no dia a dia da seleção. Desde a estreia, vitória do Brasil por 1 a 0 contra a Inglaterra em março de 2024, ela já esteve presente em 30 jogos da equipe. Com a chegada de Carlo Ancelotti, a psicóloga tem ganhado ainda mais influência dentro da seleção. O treinador italiano é um defensor da psicologia no futebol e tem valorizado o trabalho da profissional no ambiente brasileiro, sempre pedindo informações e perguntando sobre as percepções dela. Alicia Klein Invicto, Cabo Verde confirma recado à Uefa Casagrande Brasil ainda não teve a intensidade de Cabo Verde Pedro Rossi A lógica da meritocracia e o salário de Neymar Fabiola Andrade Yamal faz a Espanha sonhar com o título "Marisa (Santiago) está trabalhando muito bem com a gente. Hoje a equipe estava mais tranquila, focada no jogo, com mais tranquilidade na jogada, perdemos poucas bolas. A equipe jogou bem em nível coletivo", disse Ancelotti. No hotel em que a seleção brasileira está hospedada, em Basking Ridge, em Nova Jersey, Marisa conta com uma sala específica para atendimentos individuais. Nem todos a procuram. Ainda há uma resistência à psicologia entre vários jogadores, mas o tabu tem sido quebrado. Vários deles já contam com um profissional em suas rotinas durante o ano e têm recorrido ao trabalho da psicóloga da seleção brasileira nesta Copa do Mundo. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês O trabalho de Marisa não fica restrito ao consultório. Presente em todas as atividades da equipe, ela também aproveita as situações rotineiras para conversar com os atletas e tentar orientá-los sobre as dificuldades durante a competição. "A psicóloga trabalha de uma forma sistêmica, com informações pontuais. Tem atletas que gostam de conversar, outros não. Nós ficamos em prontidão constante. Não é em urgência, mas é um trabalho de observação", disse Marisa Markunas, que trabalhou nas categorias de base da seleção brasileira feminina. Pode ter um pequeno momento em que você percebe alguma coisa e pode ajudar com alguma mensagem. Uma rápida conversa pode dar força e mais comprometimento ao jogador. Às vezes, uma simples mensagem de que está tudo bem passa a ser muito importante. Continua após a publicidade Marisa Markunas Seleção no divã Marisa Santiago observa treino da seleção Imagem: Rafael Ribeiro/CBF Esta é a primeira Copa do Mundo em que a seleção brasileira masculina conta com um psicólogo. Em 1998, Vanderlei Luxemburgo, ao assumir o cargo, pediu a contratação de Suzy Fleury como integrante da comissão técnica, mas ela ficou só até 2000 e caiu junto com a demissão do treinador. Luiz Felipe Scolari também era defensor de psicólogos no futebol. Nas duas Copas do Mundo pelo Brasil, em 2002 e 2014, o treinador recorreu aos serviços de Regina Brandão, mas era um trabalho mais pontual, sem presença no dia a dia como é atualmente com Marisa Santiago. Nas últimas duas Copas, Tite preferiu não ter uma psicóloga em sua comissão técnica. O treinador alegava que o time não contou com psicólogos durante o ciclo para o Mundial e que um novo profissional poderia causar estranheza aos jogadores durante a competição. Marisa é uma das quatro mulheres que integram a delegação brasileira na Copa do Mundo de 2026. Continua após a publicidade Além dela, a equipe também conta com Claudia Faria (gerente geral), Andreia Picanço (médica assistente) e Priscila Mesquita (assessora de marketing). Mestra em ciências do esporte pela Universidade Federal de Minas Gerais, Marisa trabalhou em clubes de vôlei até ingressar no futebol. Já passou por Atlético Mineiro, Bahia e Cruzeiro e hoje está no Grêmio e na seleção brasileira. A contratação de Marisa fez parte de reformulação da comissão técnica feita por Rodrigo Caetano, coordenador executivo da seleção brasileira. Após dois anos trabalhando com a psicóloga, o dirigente vê a novidade como um ponto positivo e sem chance de mudanças. "O atleta antes de ser profissional, ele é também um ser humano. Eles não são diferentes de vocês. Eles podem ser tratados de forma diferente, mas tem as mesmas dificuldades, fragilidade e ansiedade. Desde que chegamos na CBF, trouxemos esse serviço da psicologia voltada para a saúde mental", disse Caetano. Temos uma grande profissional que é a Marisa. Ela tem aplicado a metodologia de trabalho dela e está em sintonia com a comissão técnica e o míster (Carlo Ancelotti). Quando você tem muito tempo junto, ela passa a ter mais possibilidade de usar o conhecimento dela. A Marisa está indo bem e vai melhorar ainda mais. Rodrigo Caetano Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Cerveja sem glúten vale a pena para quem não é celíaco? A flor mais fedida do mundo esconde um incômodo ainda pior que seu cheiro Clãs que dominam ônibus de SP tentaram assumir bilheterias de Metrô e CPTM Raphinha tem quatro substitutos possíveis. Veja suas vantagens e problemas Não é só a liderança: ficar em 2º vai tornar seleção 'sem casa' na Copa