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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Carlo Ancelotti nunca foi gênio, mas sempre foi menos bobo do que na Copa Julio Gomes Colunista do UOL 06/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Neymar conversa com Ancelotti antes de entrar em Brasil x Noruega Imagem: Catherine Ivill - AMA/Getty Images Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Carlo Ancelotti disse na entrevista à Folha, semana passada, que "não era gênio, nem tonto". Por tonto, entenda-se bobo. É isso. Ancelotti nunca foi gênio, nunca foi bobo. Mas ele já atuou de forma genial em alguns momentos. E já foi bobo em outros. Como neste miniciclo de Copa, o período de 2026, para ser mais específico. Ancelotti foi bobo ao confiar em uma geração que já tinha mostrado que não ia ser a capitã de um título mundial. Foi bobo ao perder uma vaga no elenco - a de João Pedro - para levar Neymar. Agraciou os chefes e muita gente ganhou dinheiro, mas não serviu para o time. Foi bobo ao conhecer jogadores de última hora, nos amistosos de março, e já levá-los para a Copa - para depois descobrir que não dava para contar com eles. E foi bobo na leitura que fez da Noruega. A Costa do Marfim, na fase anterior, mostrou que a Noruega sofre quando agredida com muita gente e pelos lados. Sim, é verdade que naquele jogo Haaland foi pouco influente e recebeu uma bola no fim do duelo, o que foi suficiente para decidi-lo. Ancelotti achou mais importante evitar essa bola longa para Haaland do que atacar a fragilidade exposta pelos africanos. Consequentemente, decidiu que a seleção brasileira não deveria pressionar. E mesmo assim não evitou que a bola chegasse em Haaland. Milly Lacombe Vini, Raphinha, Casemiro: a geração sem personalidade Mauro Cezar Vini bate pênalti mal e não deveria ter cobrado Alicia Klein A Copa do Mundo de Neymar foi um sucesso Alexandre Borges Os riscos de promover provocadores políticos Foi uma leitura completamente equivocada. O destino do jogo poderia ter sido outro se Bruno Guimarães tivesse convertido o pênalti ou Endrick tivesse feito o gol que deveria ter feito? Sim, claro que sim. O jogo de futebol é feito de vários fatores. Um deles é o tático. Outro, a execução. A execução do Brasil foi ruim. Mas a execução que se apresentou não era decorrência de uma tática acertada. A execução (ruim) foi decorrência de lances aleatórios, que nada tinham a ver com o desenho tomado pelo jogo. Dar a bola para a Noruega passar o tempo, sem pressioná-la, foi um presente dado por Ancelotti. Uma bobagem tática. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Nós brasileiros temos como hábito encontrar vilões. Acho que análises individuais podem ser feitas, sim. É natural, é do futebol. Mas, neste domingo, Ancelotti foi pior do que qualquer jogador. Além da leitura equivocada, errou nas mexidas. Quando o Brasil melhor estava em campo, colocou Neymar e, por isso, deslocou Vini Jr e Endrick para os lados, o que matou ambos. Pelo lado individual. Alisson não teve culpa de nada, mas já deu. Os laterais foram inoperantes a Copa toda, posições frágeis do Brasil há mais de cinco anos e para mim é inexplicável que nenhum técnico tenha visto isso para tomar caminhos diferentes. Gabriel Magalhães perdeu de Haaland e isso é aceitável, quase todos perdem de Haaland. Casemiro? Diniz e Dorival estavam certos, só tenho isso a dizer. Bruno Guimarães foi o segundo melhor do Brasil na Copa. Vinícius Jr foi o melhor, fez uma Copa grande, enorme. Continua após a publicidade Os atacantes. Rayan não foi mal, mas não foi dada a ele a chance de ser mais influente. Tem que seguir. Raphinha não fez falta, sinceramente. Não tem que seguir. Matheus Cunha não merecia ter perdido espaço como perdeu - ele era o principal homem da pressão, e Ancelotti foi abrindo mão disso na Copa. E Neymar acho que nem merece comentários. Para os que esperavam que Neymar pudesse resolver o problema quando o problema aparecesse, a resposta foi dada em campo. Sim, os que achávamos que Neymar não tinha que estar na Copa estávamos certos. A "era Neymar" na seleção acabou. Ainda bem. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Julio Gomes por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Vini, Raphinha, Casemiro: a geração sem personalidade e sem rumo Guimarães diz que estudou goleiro norueguês antes de pênalti: 'Fui infeliz' Vini Jr. deveria ter batido pênalti contra a Noruega? Colunistas debatem 'Vida virou um inferno', diz moradora de Pinheiros sobre barulho de bares Justiça condena Havan por se apropriar de voz de Paulo Vieira em propaganda