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Esporte Futebol Copa do Mundo Decisão da Fifa a favor dos EUA faz Copa viver a interferência do tapetão Rodrigo Mattos Do UOL em Miami 07/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Balogun, dos EUA, em partida contra a Bélgica após ter suspensão anulada na Copa do Mundo Imagem: Blake Dahlin/AFP A decisão do Comitê Disciplinar da Fifa de anular a pena do norte-americano Balogun torna os critérios jurídicos da Copa-2026 incertos. É o que chamávamos no Brasil de tapetão quando a Justiça Desportiva (no passado) tomava decisões questionáveis. Balogun foi expulso no jogo entre EUA x Bósnia pelo árbitro Raphael Claus por uma entrada de sola no tornozelo de um rival. O presidente dos EUA, Donald Trump, atuou junto ao presidente da Fifa, Gianni Infiantino, para tentar reverter a suspensão automática de um jogo dada pelo cartão vermelho. A Comissão Disciplinar da federação internacional suspendeu a punição. Casagrande Muito obrigado, Bélgica, pelo massacre nos EUA Danilo Lavieri Fifa estragou a bela história dos EUA na Copa João Paulo Charleaux Trump vira a mesa e dá um golpe no futebol Helton Gomes Altman e Trump arquitetam dividir riqueza da IA A decisão foi tomada pelo presidente da comissão, Mohammed Al Kamali, segundo informação de um dos membros do grupo. O organismo disciplinar tem grande influência da Fifa, cujo estafe jurídico costuma escrever as fundamentações das decisões e apresentá-las aos membros. Infantino, no entanto, nega: alega que a corte é independente e não atendeu pedido de Trump. Fato é que a decisão já jogaria o jogo em um imbróglio jurídico não fosse a vitória belga por 4 a 1. A Federação Belga recorreu, mas sem saber sequer qual eram os argumentos da Fifa (não teve acesso à medida). A Fifa informou que usou o artigo 27, que permite a suspensão, e já foi usado em jogos de Eliminatórias para Cristiano Ronaldo. Em longo texto, tentou explicar a lógica da suspensão que não anulou o cartão vermelho (que foi considerado correto). "Essa suspensão da execução foi decidida levando em consideração todas as circunstâncias específicas do incidente e as provas disponíveis", diz uma parte do texto, que não diz, no entanto, quais as circunstâncias, nem as provas disponíveis. A Bélgica poderia recorrer ao CAS (corte do esporte), que tem um tribunal de prontidão durante a Copa. Mas a federação europeia preferiu não usar esse recurso. Em vez disso, informou os EUA que considerava o jogador irregular e que pode questionar sua presença. Ou seja, poderia haver uma ação no CAS para discutir, caso os EUA tivessem ganho a partida. Continua após a publicidade Ao mesmo tempo, a França também recorreu para tirar um cartão amarelo de Olise, recebido no jogo com o Paraguai. E a Inglaterra estuda fazer o mesmo para tentar reverter o vermelho dado ao defensor Quansah no jogo contra o México. "Onde começa e onde acaba? Podemos recorrer?", questionou Thomas Tuchel, técnico da Inglaterra. Deixou claro que os critérios não estão mais claros. Dirigentes da UEFA, de diversas federações nacionais da Europa e de outras regiões questionam publicamente ou internamente a isonomia da Copa. A Copa, portanto, passou a ter critérios imprevisíveis para suspensões. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Técnico da Bélgica revela atitude de Balogun e diz: 'Ele não é o culpado' Pai de Neymar posta carta aberta a filho e pede: 'Continue a jogar futebol' Federação belga cutuca EUA após goleada nas oitavas da Copa: 'Reverta isso' Courtois desabafa após Bélgica avançar na Copa: 'Fomos desrespeitados aqui' Infantino condena declarações racistas de senadora paraguaia contra Mbappé