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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Briga da Europa para 'retomar' Fifa de Infantino pode afetar Mundial e Copa Rodrigo Mattos Colunista do UOL 15/08/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Gianni Infantino, presidente da Fifa, ao lado de Aleksander Ceferin, presidente da Uefa Imagem: Kristian Skeie - UEFA/UEFA via Getty Images Desencadeada pela tentativa de 'venda da Copa', a briga política dentro da Fifa tornou-se também um caminho para a Europa retomar o poder dentro da entidade. E a definição do vencedor da disputa pode ter consequências sobre o Mundial de Clubes e a Copa do Mundo. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, articulou um plano secreto para vender uma fatia da Copa para investidores. O negócio se tornou público e gerou uma reação de dirigentes de confederações continentais e federações nacionais. A principal oposição vem da UEFA, com seu presidente Aleksander Ceferin, e da Concacaf (Confederação da América Central, Norte e Caribe). A AFC (Ásia) se juntou às outras duas. Mas há dissidências entre as federações destes continentes. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo A Europa não tem domínio total sobre a Fifa desde 1974 com a eleição de João Havelange e a saída de Stanley Rous. A eleição do brasileiro foi construída com apoio africano e da América do Sul. A UEFA perdeu eleição depois quando seu presidente Lennart Johansson disputou contra o suíço Joseph Blatter, sucessor de Havelange, em 1998. E voltou ao poder só com Gianni Infantino, ex-secretário da UEFA, em 2015. Sua candidatura foi patrocinada por europeus. Só que, durante sua gestão, ele se aproximou mais de dirigentes do Oriente Médio (Qatar e Arábia Saudita), África e EUA, com sua aliança com Trump. Já era inimigo da UEFA há alguns anos. Isso se acentuou quando Infantino invadiu a área de Ceferin - as competições de clubes - ao patrocinar o Mundial de Clubes de 32 times, com dinheiro saudita. Era um concorrente claro à Liga dos Campeões. Mas a revolta europeia explodiu mesmo com o caso Balogun - jogador norte-americano que estava suspenso, mas jogou por influência de Trump - e principalmente a tentativa de vender parte dos direitos da Copa a investidores por meio de uma empresa. Continua após a publicidade Após seguidas notas de repúdio, a UEFA e a Concacaf se moveram para tentar derrubar Infantino por meio do Conselho da Fifa, com 37 membros. Não deu certo. O presidente da Fifa armou uma aliança com confederações africanas, com a Conmebol e com dissidências da Ásia e Concacaf. E se fortaleceu internamente ao recuperar o apoio de seus executivos mais próximos. Evitou a primeira tentativa de tirá-lo. A UEFA não desistiu, ameaça com boicotes a competições nos bastidores. Mas, de forma contraditória, o Mundial sub-20 Feminino da Polônia, ao que tudo indica, terá ampla participação de times europeus. Todos confirmaram até agora. O estatuto da Fifa, teoricamente, permite a convocação de uma assembleia para discutir o presidente com apoio de 43 federações nacionais, de um total de 211. Os opositores têm os números. Mas o processo demoraria e já em novembro podem ser inscritas candidaturas para a nova eleição presidente. O pleito será em 2027. O resultado deve gerar impacto tanto na Copa do Mundo quanto no Mundial de Clubes. Para ter o apoio da Conmebol, a Fifa deu encaminhamento ao projeto de expandir a Copa de 48 para 64 seleções. Isso proporcionaria mais jogos para a América do Sul, que, por enquanto, só tem 3 partidas na Copa de 2030. A UEFA e a Concacaf são publicamente contra o projeto. Continua após a publicidade Se ganhar, Infantino terá de tocar o projeto da Conmebol, mesmo que venha a ser impopular. Se vai conseguir o aumento do torneio, não se sabe. Nas mãos da Europa, a Fifa não aumentará a Copa. Já o Mundial de Clubes poderia ser enfraquecido em uma gestão da Fifa controlada pela UEFA. Dificilmente Cerefin e seus aliados acabariam com a competição. A expansão para 48 times, no entanto, certamente seria vetada. E os clubes europeus, comandados pelo qatari Nasser El-Al-Khelaïfi, podem ser resistentes a planos de dizimar o Mundial. Nasser está sujeito a influência do governo do Qatar, que tem interesse em receber a competição. E os clubes gostaram das cotas que atingiram mais de US$ 100 milhões por uma competição curta. Certo é que, sob o poder europeu ou de Infantino, a Fifa vai rumar para trilhos bem diferentes em relação às suas principais competições. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rodrigo Mattos por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Empresário é condenado por agredir ex-Miss Rio Branco; defesa vai recorrer Qual exercício ajuda a aliviar gases e 'destravar' o intestino mais rápido? Cúpula do Master citou advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar Cleitinho diz se arrepender de foto com Virginia na CPI: 'Não era momento' Lula e Janja vão a SC pela 1ª vez na campanha e buscam voto feminino