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Opinião Futebol Comentaristas discordam sobre novas regras do Brasileiro e esquentam debate Do UOL, em São Paulo 11/08/2026 10h02 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A implementação das novas regras anunciadas pela CBF para reduzir a cera e aumentar o tempo de bola rolando no Brasileirão virou motivo de divergência entre os comentaristas Arnaldo Ribeiro e Rodrigo Mattos, que esquentaram o debate no UOL News Esporte , do Canal UOL. Mattos detalhou o diagnóstico da CBF sobre as paralisações e as medidas para coibir perda de tempo e "bolinho" de jogadores em cima do árbitro. Arnaldo, porém, questionou a maneira apressada e sem o devido treinamento que as medidas estão sendo implementadas e previu confusão geral nas próximas rodadas do campeonato. Ninguém que gosta de futebol é contra essa série de regras. A questão é que a gente precisa mergulhar nesse processo de modificação. Essas medidas são para a torcida, jogando para a torcida. É uma piada ser instituído de uma hora para outra sem treinamento. A reunião só tinha cartola, não tinha um jogador, não tinha um treinador, não tinha um árbitro. Quem vai colocar isso em prática são jogadores, treinadores e árbitros. Evidentemente vai dar confusão. O que precisa para melhorar o futebol brasileiro? Um pacto nacional. E não uma canetada da CBF com seus cartolas. Arnaldo Ribeiro Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Rodrigo explicou que a CBF enxergou nas faltas o principal "vilão" para a bola rolar menos e decidiu ir além das regras já previstas pela Fifa, com medidas adicionais aprovadas pelos clubes. O principal é faltas. Tanto a quantidade de faltas quanto o tempo que fica parado para as faltas. São marcadas mais faltas no Brasileiro que na Europa e o tempo que você fica parado para cada falta é maior. É 36 segundos. Se você contar que são 28 faltas em média no Brasil, você vai vendo o tempo que come isso. Rodrigo Mattos Entre as mudanças, Rodrigo citou o endurecimento contra o "bolinho" em volta do árbitro: após um sinal do juiz, apenas o capitão pode permanecer para dialogar; quem insistir, leva cartão amarelo. Segundo ele, a proposta passou por votação com ampla maioria. A regra vai ser que só o capitão pode falar. Quando for formado aquele bolinho, o árbitro vai fazer um sinal. A partir do momento que o árbitro dá esse sinal, todos os jogadores têm que se afastar menos o capitão. Quem ficar ali toma amarelo. A CBF levou e os clubes aprovaram isso, foi uma votação 38 a 2. Rodrigo Mattos Arnaldo sustentou que a mudança corre o risco de virar mais um pacote "de cima para baixo", sem o envolvimento de quem executa a regra em campo, o que abriria espaço para confusão e para tentativas de driblar a aplicação. Eu acho que nenhuma medida que visa interferir na dinâmica do jogo é aplicável se não for discutida, assinada e rubricada por quem joga. Não existe uma mudança profunda de cultura se os envolvidos não estiverem presentes e endossando essa mudança de cultura. No Brasil é sempre de cima para baixo, na canetada, sem um verdadeiro pacto. Arnaldo Ribeiro Continua após a publicidade Rodrigo reconheceu que poderia haver um período de adaptação em plena competição, mas defendeu que a discussão não surgiu "de repente" e que o futebol brasileiro precisa começar o processo de mudança da cultura da cera e do antijogo. Esse levantamento já vem sendo feito, a discussão de bola rolando já vem sendo feita na CBF há bastante tempo. O levantamento da Opta já foi feito durante o primeiro semestre inteiro. É a primeira vez que eu vejo alguém fazer um diagnóstico de por que o jogo para e propor uma solução. Eu prefiro acreditar que vai ter confusão e que vai ter uma mudança de cultura dura, mas que é o caminho que a gente precisa ir. Rodrigo Mattos Também mais cético, Danilo Lavieri concordou com Arnaldo sobre a execução no curto prazo e apontou que clubes e jogadores tendem a buscar "brechas" para manter práticas de antijogo, mesmo diante de novas punições. Todo mundo olha e fala: vai melhorar o futebol. Mas você aplicar de uma hora para outra, com o campeonato já rolando, é duro acreditar que vai ser tão fácil assim. Pela cultura do futebol por aqui, clubes vão fazer de um jeito para tentar mudar ou driblar a regra, o famoso jeitinho. Eu torço pra caramba pra que dê certo, eu só não acredito. Danilo Lavieri Veja horários das lives do UOL Esporte Imagem: Arte/UOL Continua após a publicidade Imagem: Arte/UOL Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Flávia Saraiva é ouro nas barras assimétricas em etapa da Copa do Mundo Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro' Cleitinho diz se arrepender de foto com Virginia na CPI: 'Não era momento' Cúpula do Master citou advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar