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Futebol Inglês vai a 9 Copas e conhece mais do Brasil que muito brasileiro Luiza Oliveria Do UOL, de Nova York (EUA) 29/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Bob Sigh na Copa de 94 com Ronaldo Fenômeno Imagem: Arquivo pessoal De camisa verde e amarela e sentado em uma mesa compartilhada em uma Fan Fest no bairro do Brooklyn em Nova York, Bob Singh espera o jogo entre Brasil e Escócia começar. Ali, ele passa por brasileiro facilmente. Eu mesma o abordei perguntando sobre a expectativa para o jogo e só depois percebi que se tratava de um estrangeiro. De gringo, Bob só tem a nacionalidade. Se a seleção brasileira desperta paixões mundo afora, ele é do tipo que leva este sentimento a sério. Aos 67 anos, o ex-jogador de futebol que atuou em ligas inferiores do futebol inglês está nos Estados Unidos para acompanhar sua nona Copa do Mundo in loco. Desde a conquista do tetra com o Brasil em 1994, também em território norte-americano, ele esteve presente em todos os Mundiais. Casagrande Casemiro é quem mais corre, mas corre certo? PVC A relação entre Brasil e Texas em Copas do Mundo Aline Sordili ChatGPT aponta Brasil 2 x 1 Japão e Vini protagonista Josias de Souza Falta Bolsonaro se posicionar em barraco Bob Sigh e família na Fan Fest do Broklyn, na Copa 2026 Imagem: Arquivo pessoal Sempre torcendo pelo Brasil. "Eu era criança nos anos 70, cresci vendo a seleção brasileira. A melhor seleção de todos os tempos foi a de 82. Não ganhou, mas eles jogavam de um jeito diferente. Era bonito de ver", disse. Já conhece mais do Brasil que muito brasileiro. "Gosto da cultura, das pessoas. Já fui para o Carnaval de Salvador, para Foz do Iguaçu, Amazônia, Bahia, Rio. Já fui ao Maracanã ver o Flamengo, ver o Botafogo", conta. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Nas andanças pelo mundo atrás da seleção, a melhor lembrança foi em 2002 quando o Brasil foi penta e ele conseguiu ficar no mesmo hotel dos jogadores da seleção e até jantava com eles. Um amigo trabalha na rede de TV inglesa BBC e facilitou o acesso. Guarda até hoje na galeria do celular fotos com Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Felipão, entre outras estrelas. Hoje isso seria impensável. "Era tudo diferente. A gente conseguia chegar perto desses caras", conta. "Em 1994 mais ainda, o futebol não era popular nos Estados Unidos, então a gente podia chegar muito perto", disse. Continua após a publicidade Hoje, por mais que tenha viajado até os Estados Unidos, ver uma Copa in loco é diferente daqueles tempos. Antes ele via até sete jogos por Mundial. Hoje, os ingressos estão muito mais caros e até agora em 2026, Bob só conseguiu ver no estádio dois jogos, entre eles Brasil x Haiti. A partida entre Brasil e Escócia teve mesmo que ser pelo telão da Fan Fest. "Esta Copa é a mais comercial que eu vi. Os ingressos estão muito difíceis. Não são realmente para os fãs. Antes eu ia em muitos jogos. Agora tem taxa para tudo, até para comprar uma água. No Qatar ainda era mais fácil e eu cheguei a ver três jogos no mesmo dia. Nas outras Copas o povo era muito legal, acolhedor, ajudavam em tudo", conta. Bob Singh ao lado de Rivaldo na Copa de 2002 Imagem: Arquivo pessoal Se a Copa era melhor, para ele a seleção brasileira também. "O Brasil tem chances, mas não tem mais o melhor time. E antes tinha Ronaldo. O Fenômeno foi o melhor que eu vi, ainda que tenha sido por um período curto. Neymar poderia ser melhor. Mas o Brasil tem bons jogadores como Vini e Casemiro. Só que o Ancelotti não teve tempo para trabalhar o time. Precisa se desenvolver mais", disse. Por tudo isso, Bob não está muito confiante na conquista do hexa. Quando eu pergunto, "o Brasil vai ser campeão?", a resposta é clara "não". Continua após a publicidade Quando pergunto para quem ele vai torcer se o Brasil pegar a Inglaterra, ele fica na dúvida. Mas no fim eu brinco: "o futebol vai voltar pra casa?". Ele ri e diz: "também não. Tem outras seleções favoritas como a França, a Holanda e a Noruega também estão jogando bem". Apesar do ceticismo, Bob está curtindo bastante a Copa. Tanto que está acompanhado da mulher e dos filhos, todos devidamente caracterizados com as cores do Brasil. "Todo mundo ao redor pega este amor pelo Brasil", conta. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Técnico vê Japão como 'zebra' e diz que não mudará identidade contra Brasil Google alertou 11 milhões de pessoas antes de terremoto na Venezuela Opala enterrado na Praia Grande (SP) é mistério ligado a crime bárbaro Eva Green se recupera após acidente no set de 'Wandinha', diz equipe Austrália anuncia jogos contra o Brasil na primeira data Fifa pós-Copa