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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Alexsandro revela ajuda de ex-Flu em momento difícil: 'Pensei em desistir' Yara Fantoni Colunista do UOL 25/04/2026 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Antes de chegar à seleção brasileira e lutar por uma vaga na Copa do Mundo, o zagueiro Alexsandro, do Lille, passou por momentos difíceis e quase pensou em desistir da carreira de jogador. Diferente de muitos, Alexsandro não chegou ao profissional em um clube no Brasil e nunca atuou profissionalmente em seu país natal. No momento de transição da base para o profissional, aliás, o zagueiro viveu muita insegurança e desconfiança se conseguiria realizar o sonho de virar jogador. Em entrevista ao Fala Aí - Especial de Copa, programa do Canal UOL que vai ao ar na próxima segunda-feira (27) , Alexsandro revelou como um ex-treinador que teve quando passou pela base do Fluminense o ajudou a se tornar o que é hoje: um zagueiro consolidado na Europa e que briga por uma vaga na lista de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo. Sakamoto O elo entre o fim da 6x1 e 840 mil mortes no trabalho PVC Atlético-MG x Flamengo é o destaque da rodada Christian Dunker O papel da psicoterapia em tempos de guerras Helio de La Peña No bota-fora do Bota, quem vai substituir Textor? Depois que eu saio do Flamengo, fico um ano e meio sem clube -- de 2017 até meio de 2018. Eu tinha uns 17 anos e já sabia que não ia ficar no Flamengo. Comecei a fazer teste em vários clubes, fui em todos do Rio, Grêmio, Inter, Avaí, Palmeiras, não passei em nenhum. Depois desse um ano e meio, fui para o Resende, me destaquei lá e fui para o Fluminense. Estava tudo certo para eu ficar lá, o treinador era o Leo Percovich, e depois de dois meses me mandaram embora, alegando que não tinha renda. Alexsandro, zagueiro do Lille, ao Fala Aí - Especial de Copa Alexsandro, zagueiro do Lille, em entrevista ao 'Fala Aí - Especial de Copa', programa do Canal UOL Imagem: Reprodução/Canal UOL Eu já estava há um ano e meio sofrendo, lutando e tomando vários 'nãos'. Naquele momento, eu pensei que já tinha acabado o futebol, já estava com 18 anos. Pensei em desistir, me afoguei nas mágoas, um pouco na depressão. Depois de um mês, o Leo Percovich me ligou querendo me ajudar e fez o que nenhum treinador fez por mim. Ele disse que tinha gostado da minha pessoa e que eu era bom. Ele me levou para Portugal, para jogar a terceira divisão. Alexsandro Antes de tudo isso, o defensor já passava por dificuldades na vida pessoal. Irmão mais velho, ele cresceu como o "homem da casa" na Comunidade do Dique II, em Duque de Caxias, onde chegou a ajudar a mãe catando lixo para vender e conseguir o que comer. Na minha comunidade tinha o senhor Isaque, até hoje ele está lá. Ele não tem compromisso com ninguém, ninguém paga ele para reunir todas as crianças da comunidade e tirar elas das más influências. Ele pega as crianças e leva para jogar bola, jogar contra outras pessoas em outros lugares. Comecei a jogar através dele, eu tinha uns 6 anos. Fui evoluindo e chegando em outros clubes, passei em algumas escolas. Alexsandro Na adolescência, o talento no futebol até o levou a passar alguns anos na base do Flamengo, que começava a se tornar a potência que é hoje no Brasil. Por lá, passou por diversos momentos com nomes como Vini Jr e Hugo Souza, os quais pôde reencontrar mais de dez anos depois na seleção brasileira. Continua após a publicidade Relacionadas Alexsandro lembra cobrança de Casemiro na seleção: 'Fui no psicólogo' Kaio Jorge se inspira em Ronaldo e fala italiano com Ancelotti na seleção Caio Henrique revela o que Ancelotti cobra para os jogadores irem à seleção Porém, após a saída do Fla e os momentos difíceis que passou, foi com a ajuda de Leo Percovich que ele conseguiu ir para a terceira divisão de Portugal, onde viu que poderia deslanchar. A chegada ao Praiense, da Ilha Terceira, além de o garantir mais tempo de jogo, também fez com que Alexsandro conhecesse sua esposa, com quem tem uma filha. De lá, passou por Amora e Chaves, da segunda divisão portuguesa, até ser contratado pelo Lille, clube de maior destaque na carreira e que o possibilitou jogar a Liga dos Campeões e brigar pela vaga na seleção. Colega de classe e de campo de Vini e Hugo Souza Ao comentar sobre a passagem pela base do Fla, Alexsandro lembra com bom humor os momentos que passou com Vini Jr e Hugo Souza, ainda conhecido como "Neneca". Os três, além de dividirem os campos de futebol, também estudavam juntos. O Neca [Hugo] era o mais inteligente. O Vini, ainda bem que deu certo na bola. Eu não gostava de escola, ele menos ainda. Alexsandro Alexsandro e Vini Jr se enfrentaram durante partida da Liga dos Campeões, em 2024 Imagem: Reprodução/Instagram Continua após a publicidade Embora não tenha dado certo no Flamengo, o zagueiro guardou carinho pelos colegas que foi reencontrar anos depois, ao ser convocado para a seleção brasileira. Era difícil [marcar o Vini], só dando uma pancadinha nele mesmo, era difícil parar ele. Desde novinho ele era diferente, desde que cheguei no Flamengo ele já era o que é hoje. [Encontrá-los na seleção] Foi incrível, há dez anos a gente estudava junto. Alexsandro Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Yara Fantoni por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora O que o fim 6x1 tem a ver com 840 mil mortes por saúde mental no trabalho? Ana Paula rejeita presentes caros e seguidores ironizam: 'Parcelei Ferrari' Atriz de novelas da Globo faz 'rolê de busão' com filho: 'Bom exemplo' Apresentadora da Globo passa sufoco ao vivo: 'Minhas costas queimando' Ex-repórter da Globo se casa com diretor no Rio: 'Amar por inteiro'