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Análise dos Times

Independiente

Principal

Motivo: Relato neutro: crise e candidatura descritas sem julgamento editorial; referências positivas são apelidos históricos ou citações de Gaudio.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

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Conteúdo Original

O ex-tenista argentino Gastón Gaudio confirmou nesta terça-feira que será candidato à presidência do Independiente de Avellaneda, em uma tentativa de "sanear" a situação econômica e esportiva do clube do coração. O Rojo, conhecido como Rei de Copas por ser um dos clubes mais vitoriosos da Argentina e da América do Sul, atravessa uma prolongada crise institucional e financeira, que resultou em um desempenho esportivo irregular desde o início deste século. "Vou me candidatar à presidência. Isso já está decidido. Muitas vezes quis ser candidato e hoje chegou o dia de assumir uma das maiores responsabilidades da minha vida", disse Gaudio, de 48 anos, em entrevista à rádio La Red. "É um clube que amo e que é gigante." Veja também: Todas as notícias da Gazeta Esportiva Canal da Gazeta Esportiva no YouTube Siga a Gazeta Esportiva no Instagram Participe do canal da Gazeta Esportiva no WhatsApp Gaudio se aposentou do tênis profissional em 2011, com oito títulos da ATP no currículo, incluindo Roland Garros de 2004, conquista que o levou à quinta posição do ranking mundial um ano depois. Nesta terça-feira, o ex-tenista deu pistas sobre seu projeto ao anunciar que já fechou "um patrocinador" para estampar a parte da frente da camisa e que seu assessor esportivo será Ricardo Bochini, maior ídolo da história do Rojo. O projeto de Gaudio, que descarta transformar o Independiente em uma sociedade anônima, disputará espaço com os de candidatos como o dirigente esportivo Luciano Nakis, o ídolo do clube Daniel Bertoni e o jornalista Enrique "Quique" Sacco. Sobre a crise da equipe, Gaudio afirmou que "o dinheiro foi mal gasto em contratações ridículas" e disse que as receitas provenientes de patrocínios, ingressos e planos de sócios poderiam ajudar a "sanear o Independiente", mas ressaltou que isso "não acontecerá de um dia para o outro". "Temos 92 mil sócios que pagam a mensalidade e somos cinco milhões de torcedores. É o tamanho de um país", lembrou. Quem vencer as eleições, previstas para 13 de dezembro, terá o desafio de devolver ao Independiente o hábito de comemorar títulos. O clube viveu o momento mais crítico de sua história em 2013, quando foi rebaixado para a Primera B Nacional. Apesar de ter retornado à primeira divisão no ano seguinte e conquistado a Copa Sul-Americana em 2017, o Independiente não vence o Campeonato Argentino desde 2002. Atualmente, o clube ocupa a sexta colocação no Clausura Argentino e está na zona de classificação aos playoffs, restando cinco rodadas para o fim da competição. *Por AFP