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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte A lição de Telê Santana a Carlo Ancelotti Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL 16/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Carlo Ancelotti, técnico do Brasil, durante jogo contra Marrocos pela Copa do Mundo Imagem: Dan Mullan/Getty Images Telê Santana foi o último técnico da seleção a chegar à Copa do Mundo com menos de doze jogos na passagem pelo cargo. Foram sete, apenas, após seu retorno da Arábia Saudita, para assumir após a eleição de Otávio Pinto Guimarães como presidente da CBF. No ano anterior, Telê tinha voltado e dirigido cinco partidas, um amistoso e quatro das eliminatórias, em 1985. Sete de 1986 com mais cinco de 1985: doze. Mas a passagem é de 1986, quando voltou da Arábia Saudita, foi escolhido pela nova gestão da CBF e apostou na mesma formação das eliminatórias. Ao perceber que tinha gente machucada, envelhecida, lenta, Telê tomou coragem e mudou a equipe. Carlos, Leandro, Oscar, Edinho e Júnior; Toninho Cerezo, Sócrates e Zico; Renato Gaúcho, Casagrande e Éder, das eliminatórias. Telê reassumiu em amistoso contra a Alemanha em março de 1986 com a mesma ideia. Estreou na Copa diferente e mexeu mais ainda. Desistiu de Cerezo e Dirceu machucados e, depois da inscrição, os camisas 3, Oscar, e 5, Falcão, deram lugar ao 14, Júlio César, e 19, Elzo. Juca Kfouri Começou o fim de Samir Xaud na CBF Milly Lacombe Motivo de Endrick não jogar deveria causar revolta Sakamoto Renan surfa eleitor que Caiado e Zema esnobaram Alexandre Borges Eduardo Bolsonaro fez o Zelle Telê voltou da Arábia em março sem conhecer bem quem era quem, sem saber direito quem tinha condição de jogar a Copa ou era apenas o respeito pela carreira gigante no passado. Carlo Ancelotti, como Telê, chegou à Copa com poucos jogos. Doze. Equivalente à soma de Telê entre eliminatórias de 1985 e pré-Copa de 1986. Ancelotti conhece a geração de jogadores brasileiros, os quinze que jogaram Copa foram convocados por julgá-los aptos a jogar o Mundial. No meio do caminho, é possível estar percebendo que precisa mexer em situações que não dão certo. Não dá para ter certeza do que ele julga errado. Se Casemiro tem de sair do time ou não? Obviamente, a história de Casemiro indica que pode se recuperar em relação à atuação ruim contra o Marrocos. Ou Ibañez. Ou escalar Danilo Santos e Endrick. Sem querer ser Deus, a escalação ideal parece precisar de rejuvenescimento e leveza. Independentemente do que Ancelotti decida, a situação lembra muito a de 1986. Continua após a publicidade Telê mexeu na equipe e a seleção melhorou. Não o suficiente para passar da França, nas quartas-de-final, em sua melhor atuação. Mudar ou não é a função de Ancelotti. Ele vai decidir como chegar pelo menos às semifinais. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Paulo Vinicius Coelho (PVC) por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Biomédica diz que foi orientada a não conversar com operadores de salto Percarbonato de sódio substitui cloro? Tem cheiro? Conheça produto 'viral' Incêndio atinge casa do cantor gospel Regis Danese em Minas Gerais Neymar e Bruna Biancardi anunciam 3ª filha; jogador brinca: 'Vou endoidar' Resumo da novela 'Quem Ama Cuida' da semana: capítulos de 16/6 a 27/06