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Análise dos Times

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Uberaba na Copa relembra do craque Djalma Santos A Seleção Brasileira vive um momento de indefinição nas laterais após as lesões de Éder Militão e Wesley às vésperas da Copa do Mundo de 2026. Há 68 anos, no entanto, o time brasileiro contou com uma performance histórica de um jogador dessa posição. Para Djalma Santos , bastaram 90 minutos em campo no Mundial de 1958 para ser escolhido como melhor lateral do torneio . No torneio na Suécia, Djalma Santos foi reserva de De Sordi até a semifinal. Na decisão, ganhou a posição de titular, teve uma atuação de gala contra os donos da casa e foi reconhecido pela FIFA com a presença no Time dos Sonhos - honraria que também recebeu em 1954 e 1962. + Memórias da Copa: ex-Atlético-MG e futebol francês relembra dos gols de Ronaldo na final de 2002 + Adeus da Seleção à torcida em 1982 teve gripe de Zico, estádio inaugurado e goleada diante do presidente Com Danilo e Ibañez brigando pela vaga na lateral-direita, e Alex Sandro e Douglas Santos disputando posição na esquerda, o Brasil encara o Marrocos neste sábado pela 1ª rodada do Mundial de 2026. A bola rola às 19h no Estádio de Nova York/Nova Jersey. A TV Globo , o sportv e o globoplay transmitem a partida. 1 de 3 Djalma Santos — Foto: Divulgação / CBF Djalma Santos — Foto: Divulgação / CBF Djalma Santos Nascido em São Paulo, Djalma Santos passou os primeiros dez anos da carreira na Portuguesa e foi bicampeão do Torneio Rio-São Paulo pela Lusa. Na época, as equipes costumavam atuar com uma linha de três jogadores na defesa. Djalma era o zagueiro-direito, com funções semelhantes às dos laterais na atualidade. Em 1954, ele disputou a Copa pela primeira vez e foi titular na campanha que terminou nas quartas de final. O Brasil perdeu por 4 a 2 para a Hungria na Suíça. Quatro anos depois, sob comando de Vicente Feola, Djalma voltou a ser convocado para a Copa. No entanto, começou o torneio no banco para De Sordi , jogador quatro anos mais jovem que atuava no São Paulo. Com De Sordi, o Brasil passou invicto da primeira fase e eliminou País de Gales e França no mata-mata. Após o duelo contra os franceses, marcado pela violência, o lateral titular sentiu dores no joelho direito , e Djalma Santos ganhou a oportunidade de entrar em campo na decisão. 2 de 3 Zagallo, Djalma Santos, Pelé, Zito, Paulo Machado de Carvalho, Taça Jules Rimet — Foto: Agência Estado Zagallo, Djalma Santos, Pelé, Zito, Paulo Machado de Carvalho, Taça Jules Rimet — Foto: Agência Estado Em seu único jogo na Copa, o atleta da Lusa foi um dos destaques da Seleção na vitória por 5 a 2 sobre a Suécia, com muita intensidade na marcação para segurar o bom ataque escandinavo. Na época, o jornal O Globo publicou que a atuação do lateral "fez esquecer" o então titular, De Sordi. Conforme a FIFA, Djalma Santos foi eleito para a seleção do campeonato , ao lado de outros dois defensores do Brasil - Nilton Santos e Bellini. Ele é um dos dois únicos atletas a conseguir aparecer no "Time dos Sonhos" em três copas diferentes - o outro é o alemão Franz Beckenbauer, destaque em 1966, 1070 e 1974. Djalma também apareceu em uma lista da United Press International - importante agência internacional de notícias- que elencou os 22 melhores atletas do Mundial de 1958, distribuídos em dois times. Conforme a Folha de São Paulo, Santos aparece no time A, ao lado de nomes como Yashin, Garrincha e Fontaine. 3 de 3 Seleção da Copa de 1958 conforme a UPI — Foto: Folha de São Paulo/Acervo Seleção da Copa de 1958 conforme a UPI — Foto: Folha de São Paulo/Acervo Em 1959, Djalma Santos trocou a Portuguesa pelo Palmeiras, onde também fez história. O lateral foi tricampeão brasileiro e paulista pelo time alviverde. Em 1962 foi titular na Copa do Mundo do Chile e faturou o bi com a Seleção . Considerado um dos maiores laterais-direitos de todos os tempos, Djalma Santos foi escolhido pela FIFA como melhor lateral-direito do Século XX . Ele morreu aos 84 anos em Uberaba, no Triângulo Mineiro, em 2013.