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Brasil 1 x 1 Marrocos | Melhores momentos | 1ª rodada | Copa do Mundo FIFA 2026 Se antes da Copa do Mundo o debate girava em torno da falta de confiança na seleção brasileira, o empate por 1 a 1 com o Marrocos , na estreia deste sábado (13), pouco fez para mudar esse cenário. A atuação do Brasil ficou abaixo da expectativa criada em torno da chegada de Carlo Ancelotti. Com dificuldades para controlar o jogo em diferentes momentos da partida, a equipe voltou a depender de uma jogada individual de Vinícius Júnior, autor do gol brasileiro, para evitar a derrota. Os problemas observados foram diversos. A defesa voltou a sofrer com bolas em profundidade, a saída de bola teve pouca fluidez e jogadores experientes como Marquinhos e Casemiro estiveram abaixo do nível esperado. O empate manteve expostas limitações que a seleção ainda não conseguiu corrigir e aumentou a pressão para os próximos compromissos do torneio. Eu acho que não começamos bem no jogo, o time estava um pouco preocupado, perdemos muitas bolas, muitos duelos. O primeiro tempo não foi bom. Melhorou no segundo tempo, é um jogo difícil porque Marrocos é uma boa equipe — Carlo Ancelotti, após o jogo + Ancelotti admite ansiedade da Seleção em empate e assume: "Não começamos bem" + Felipe Melo critica atuação da Seleção: "Não pode passar pano, começou com os 11 equivocados" + Estatística da Copa do Mundo 2026: Brasil 1 x 1 Marrocos é o jogo com menos finalizações 1 de 5
Técnico Carlo Ancelotti após Brasil 1 x 1 Marrocos — Foto: Reuters/Caean Couto Técnico Carlo Ancelotti após Brasil 1 x 1 Marrocos — Foto: Reuters/Caean Couto COMO O BRASIL JOGOU Com três novidades na escalação, o Brasil atuou em um típico 4-4-2: Ibañez, Marquinhos, Gabriel e Douglas Santos na defesa; Casemiro e Bruno Guimarães no meio; Raphinha pela esquerda e Paquetá pela direita; Vinícius Júnior e Igor Thiago no ataque. O problema começou na saída de bola. Escalado para dar mais criatividade à equipe, Paquetá era facilmente anulado pela marcação marroquina. Sem a ajuda de Bruno Guimarães e de Raphinha na construção, o meia ficou sobrecarregado e a bola não chegava ao ataque. A imagem abaixo mostra a pobreza da seleção ao sair jogando: Casemiro, Paquetá e nenhum tipo de movimentação coordenada para superar uma marcação que o Brasil já conhecia. 2 de 5
Casemiro sozinho na saída de bola — Foto: Reprodução Casemiro sozinho na saída de bola — Foto: Reprodução O nível foi tão baixo que Casemiro, um dos jogadores mais experientes do elenco, errava passes não por deficiência técnica, mas pela falta de opções. Veja a jogada: Marrocos se defende com duas linhas de quatro, enquanto Paquetá e Raphinha se apresentam para receber. Mas quem está realmente livre? E por que os laterais permanecem tão presos? 3 de 5
Brasil erra passe por falta de aproximação do meio com a defesa — Foto: Reprodução Brasil erra passe por falta de aproximação do meio com a defesa — Foto: Reprodução + Enfim protagonista, Vini Jr é eleito melhor em campo na estreia da Copa: "Posso melhorar muito" SEXTO JOGO SEGUIDO COM A DEFESA VAZADA Ineficiente com a bola, o Brasil foi ainda pior sem ela. E a principal razão segue sendo a defesa alta que Ancelotti insiste em utilizar e que, até aqui, não tem funcionado. Lembra do gol de Mbappé? Ou dos gols marcados por Panamá e Egito? Marrocos fez o que qualquer equipe faria diante desse cenário: roubou a bola e atacou uma defesa que parece pouco coordenada. Paquetá erra o passe e a estrutura defensiva fica exposta. Casemiro se vê sobrecarregado e os zagueiros ficam sem cobertura. 4 de 5
Pane da defesa do Brasil: linha alta novamente exposta — Foto: Reprodução Pane da defesa do Brasil: linha alta novamente exposta — Foto: Reprodução Douglas Santos faz uma leitura correta da jogada e ajuda o volante a pressionar. Mas, ao abandonar sua posição, era preciso interromper a transição, mesmo com falta. O passe sai, o espaço aparece e Marrocos marca um belo gol. BRASIL MELHORA COM AJUSTES, MAS MOSTRA POUCO COM A BOLA Na base da insistência e com mais bola no chão, o Brasil buscou o empate em uma grande jogada de Vinícius Júnior. Aberto pela esquerda, ele atraiu marcadores, criou desequilíbrios e participou das melhores ações ofensivas da equipe. O gol saiu justamente no momento em que o Brasil mais sofria na partida. No intervalo, Ancelotti leu bem o jogo. Tirou Casemiro e Ibañez para as entradas de Danilo e Fabinho. Com a defesa mais protegida, o Brasil passou a ter mais posse e conseguiu trabalhar a bola no campo adversário. 5 de 5
Fabinho deu mais proteção, mas saída continuou ruim — Foto: Reprodução Fabinho deu mais proteção, mas saída continuou ruim — Foto: Reprodução Mas produziu pouco. Faltam ideias para esse time além de entregar a bola a Vinícius Júnior e esperar que algo aconteça. No melhor momento brasileiro, o treinador italiano abandonou a ideia de ter um meio-campo capaz de pensar o jogo e lançou Luiz Henrique e Danilo Santos. Foi a senha para Marrocos empurrar o Brasil para trás. A seleção passou a atuar em transições, protegendo o empate e buscando uma escapada em velocidade aqui e outra ali. Ancelotti analisa empate do Brasil na estreia: "Esperava começar melhor" A única notícia razoável desse empate é que estreias ruins não impedem boas campanhas. A Espanha perdeu para a Suíça em 2010 e terminou campeã do mundo. A Argentina caiu diante da Arábia Saudita em 2022 e levantou a taça poucas semanas depois. Em ambos os casos, a derrota serviu como ponto de partida para ajustes, correções e mudanças de rota. Carlo Ancelotti construiu sua carreira justamente pela capacidade de ler cenários, adaptar equipes e encontrar soluções em momentos de pressão. "Tentamos nosso melhor", afirma Igor Thiago após empate contra o Marrocos Porque o principal problema da seleção hoje não parece ser a ausência de Neymar nem o treinador. O que o time precisa é evoluir na saída de bola, reduzir os espaços deixados na transição defensiva e encontrar mecanismos coletivos que lhe permitam controlar melhor as partidas.