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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Atenção! O problema é o jogo, não a manifestação equivocada dos clubes Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL 18/09/2026 16h39 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× McLaren de Senna era um maço de cigarros ambulante Imagem: UOL O apelo aqui é para a gente pensar no problema, não nos ruídos criados pelo problema. A questão central não é a manifestação equivocada dos clubes. Alguém dirá desonesta, outros dirão hipócrita, outros péssima, ora com hipérboles, ora eufemismos. A tentação é analisar o erro de quem escreveu, mas a necessidade é entender o problema e a chance de solucionar o problema agora ou depois. Até os mais democratas caem no erro de atacar a mensagem em vez do problema. Não parece correto bloquear imediatamente os jogos e as propagandas de apostas apenas três anos depois de o governo ter regulamentado as bets, por julgar necessário. Porque o vício já existia na ilegalidade e depois da legalização dos sites de apostas no governo Michel Temer. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo A epidemia da ludopatia, que existe e precisa ser tratada, começou antes da legalização, agravou-se na inércia do governo Jair Bolsonaro, que tinha dois anos para promover a regulamentação — e não fez nada — e seguiu depois de a Secretaria da Fazenda trabalhar fortemente para regulamentar, o que inclui os cuidados ainda precários para prevenir o vício. Sou contra as apostas. Não aposto. Sou a favor do fim da publicidade. Mas não dá para ser agora. Porque este mesmo governo estudou o caso e regulamentou levando em questão tudo o que está havendo. Isto inclui o fato de que quem quiser apostar seguirá apostando, ou na clandestinidade, ou entrando em algum portal do exterior. Até na China, basta uma VPN. Claro que proibir a propaganda diminui o risco. É o que precisa ser feito, mas com prazo para isso. Como a Premier League fez. Anunciou o fim da publicidade frontal nas camisas de clubes três temporadas atrás, em abril de 2023. Entrou em vigor em agosto de 2026. Onze clubes perderam seus patrocinadores. Não, ninguém vai morrer por causa disso e, neste ponto, a manifestação dos clubes é desonesta ou desinformada. A Fórmula 1 não acabou sem a propaganda de cigarro. Mas lembremo-nos como funcionava, quando havia carros Lotus patrocinados pelos cigarros John Player Special ou Ligier por Gitanes. A McLaren tirava a publicidade da Marlboro de seus carros no GP da Inglaterra, em Silverstone, porque era proibido. Mas corria com um carro desenhado igualzinho a um maço de Marlboro, como aqueles que se comprava numa padaria, no Brasil. O piloto, garoto-propaganda, capacete amarelo dentro do maço de cigarros, era nosso herói Ayrton Senna. A Fórmula 1 vai bem, obrigado, sem as propagandas de tabaco e sem Senna. Continua após a publicidade Nem tudo na vida é claro ou escuro. Tem um monte de área cinzenta. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Paulo Vinicius Coelho (PVC) por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Lula diz que quer ganhar eleições para manter Jair Bolsonaro preso Empresário é condenado por agredir ex-Miss Rio Branco; defesa vai recorrer Cúpula do Master citou advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar Qual exercício ajuda a aliviar gases e 'destravar' o intestino mais rápido? Lula e Janja vão a SC pela 1ª vez na campanha e buscam voto feminino