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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Franco Baresi leva consigo a classe e a liderança de um gigante do futebol Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 31/07/2026 10h44 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Casagrande, no Ascoli, em jogo contra o Milan, de Baresi Imagem: Arquivo Ascoli Calcio FC Nesta sexta-feira (31), quando acordei, havia uma mensagem do meu filho Ugo Leonardo dizendo que Franco Baresi tinha morrido. Além de surpreso com esta notícia, me bateu uma grande tristeza porque nos enfrentamos por seis anos nos tempos do futebol italiano. Esses jogadores ficam como marca da nossa própria história. Franco Baresi era um zagueiro espetacular com muita velocidade, ótima técnica, mas o seu forte mesmo era o senso de posicionamento. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Franco sabia todos os atalhos do campo, porque era o cara que fazia as coberturas do Tassoti pela direita e do Maldini pela esquerda e, obviamente, do zagueiro que jogava ao seu lado. Quando cheguei à Itália, era Filippo Galli e depois Costacurta. Ele era muito versátil naquela posição. Na verdade, jogava como quarto zagueiro no Milan porque, por tradição, "la squadra rossonera de Milano" jogava com marcação por zona; portanto, não havia um líbero. Mas na Squadra Azzurra, da qual era o capitão, jogava como líbero porque os treinadores adotavam o estilo tradicional italiano, que era a marcação homem a homem. Tinha muita visão de jogo e categoria para fazer viradas de um lado para o outro, com extrema precisão no passe. Como pessoa sempre foi muito discreto, na dele. Quase nada se falava de sua vida pessoal; ele também era um cara que falava pouco. Fui marcado diversas vezes por aquela defesa milanista incrível e nunca tivemos problemas, embora Baresi jogasse duro, chegasse junto e, às vezes, sobrassem algumas cotoveladas para o atacante. Continua após a publicidade Ele tinha essa fama nos anos 1980 e 1990 de usar os cotovelos, mas comigo nunca aconteceu nada quando nos enfrentamos. Jogador sério e difícil de se enfrentar, mas às vezes eu me dava bem e marcava gols contra o Milan, o que, para um atacante, entra, obviamente, no currículo. Não sabia que havia um problema, nem que tinha sido submetido a uma cirurgia para tirar um nódulo em um dos pulmões. Minha tristeza é por ser um companheiro de profissão, por marcar uma época linda do "calcio", por ter sido um grande adversário e também por me trazer muitas lembranças daquela era de ouro do futebol italiano. Meus sentimentos à sua família, para toda a torcida milanista e, claro, para todos que o conheciam. Sei bem como o povo italiano está se sentindo neste momento, porque eles valorizam muito seus ídolos e todos os jogadores que passaram pelo futebol italiano. Continua após a publicidade Já jogava lá quando a grande referência da posição de líbero e tricampeão do mundo em 1982, Gaetano Scirea, morreu. Presenciei a comoção nacional que foi. Claro que as condições foram outras, mas, assim como Franco Baresi, Gaetano Scirea era unanimidade mundial naquela posição e como pessoa também. Baresi era o reserva de Scirea no tricampeonato mundial italiano, em 1982 na Espanha. Personalidade, posição em campo, seriedade e respeito pelo adversário eram algumas das coincidências que ambos os jogadores tinham. Um grande beijo para Franco Baresi. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump Cúpula do Master citou advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim' Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro' Trump compara IA à Revolução Industrial e anuncia futuro 'czar' do tema