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Zubeldía elogia Castillo após primeiro gol pelo Fluminense O Fluminense reencontrou o caminho das vitórias após vencer o Atlético-MG por 1 a 0 , neste sábado, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado foi comemorado pelo técnico Luis Zubeldía que, durante a sua entrevista coletiva, valorizou o triunfo e destacou a atuação de seus atletas. Em especial a de Rodrigo Castillo, autor do gol no Maracanã. — É certo que pode ter uma diferença de característica (entre Castillo e John Kennedy), mas é isso que buscamos. No ano passado, Everaldo era diferente de John Kennedy, que era diferente de Cano. Entendo que quando se faz uma contratação, principalmente um centroavante, ele recebe todos os holofotes e toda a pressão. Estrear de titular e fazer um gol é uma ótima notícia. Creio que dá para ganhar simples e poderíamos perder se não jogássemos simples. Enfrentamos uma equipe que tinha muita inversão, muitos bons jogadores, que não precisava dominar o jogo para ganhar. Ganhar através do gol de um 9 é uma boa notícia. Hoje sentimos que era o momento de Castillo pelo contexto e porque John (Kennedy) vinha de um desgaste físico importante. Castillo foi importante também pelo tema bola parada. + Atuações do Fluminense: Fábio e Castillo se destacam em vitória 1 de 2
Rodrigo Castillo - Fluminense x Atlético-MG - Brasileirão - Maracanã — Foto: André Durão Rodrigo Castillo - Fluminense x Atlético-MG - Brasileirão - Maracanã — Foto: André Durão Zubeldía também explicou sobre a demora para fazer substituições diante do Atlético-MG. Neste sábado, o treinador fez quatro trocas ao mesmo tempo (entraram Ganso, Alisson, Soteldo e Serna), mas apenas aos 40 minutos do segundo tempo. O treinador explicou sua linha de pensamento e citou o desgaste de outros atletas para justificar a permanência dos titulares em campo. — As vezes fazemos substituições no intervalo, aos 10 minutos, aos 40, como hoje... Uma coisa é estar um pouco cansado mas estar no timing da partida, e outra coisa é estar cansado e não estar no timing da partida. Quando vejo que o jogador está cansado mas continua no timing, não tem porque substituir. A não ser que a característica seja a mesma. Por exemplo, se Lucho estivesse no banco e Savarino em campo. São características semelhantes. Se não for isso, é muito difícil para quem entra. Por isso hoje os câmbios foram no fim, porque senti o cansaço dos jogadores. No último jogo (Vasco), todas as alterações foi porque os jogadores me pediram. Essa lógica pode mudar dependendo do contexto, dependendo do timing do jogo... Três dos quatro jogadores da frente estão em uma sequência grande de jogos. Por que jogaram os laterais frescos? Porque alguém dos lados dos campos precisava estar frescos para aguentar o jogo. Se eu jogo com Renê e Samuel, eu perderia duas substituições quando o Atlético mudasse no decorrer do jogo, quando foi que aconteceu durante o jogo quando entrou o Cuello. + Castillo dá a vitória ao Fluminense em jogo parelho no Maracanã Zubeldía explica demora nas substituições do Fluminense contra Atlético-MG Com a vitória, o Fluminense subiu para a terceira colocação do Campeonato Brasileiro. A equipe tricolor agora tem 16 pontos em oito jogos. Zubeldía aproveitou para valorizar a força mental do elenco, que veio de uma dura derrota por 3 a 2 no clássico com o Vasco, na última quarta-feira. — O grupo é forte mentalmente. Tenho alternativas, hoje me dei ao luxo de mudar os dois laterais e o centroavante. Isso porque o presidente armou um bom plantel. Hoje, apesar que não estão alguns jogadores, é um bom plantel. Se me perguntar, o anímico afeta depois de uma derrota, mas se tem jogador e trabalha a equipe... Com só jogadores você não chega a lugar nenhum. São as duas coisas juntas e aí você supera uma partida como a de hoje. 2 de 2
Luis Zubeldia | Fluminense x Atlético-MG — Foto: André Durão Luis Zubeldia | Fluminense x Atlético-MG — Foto: André Durão Confira as respostas de Zubeldía: Análise do sorteio da fase de grupos: "Os sorteios são sempre um jogo. Todos os jogos são difíceis. "Ah, esse equipe pegou um jogo fácil". Não. São todos difíceis. Temos que assumir o que vem e assumir a responsabilidade" Jogar mais uma Libertadores: "É muito importante. Depois de ganhar a Sul-Americana com a LDU não pude jogar a Recopa contra o Fluminense porque saí do clube, então perdi essa possibilidade e a possibilidade de jogar a Libertadores. A Libertadores sempre foi um objetivo para nós. Estamos alinhados com a diretoria do Fluminense nisso. O desejo de ganhar a Libertadores está aqui, na parte dos jogadores e em todos os torcedores" Cano volta contra o Corinthians: "Sim, pode esperar. Os tempos são tempos. As vezes pode ter uma modificação, mas acho que estará de volta" Jogar no Maracanã como mandante: "A realidade é que é um tempo para se recuperar mentalmente. Porque jogando, ou não jogando, o desgaste mental é muito alto. Hoje era uma partida muito difícil, não só pelo jogo, por enfrentar um rival que vinha de vitória. Pensamos que agora era o momento de pontuar. Vínhamos de perder um clássico, onde jogamos 90% da partida muito bem. O contexto era perigoso. E nos saímos muito bem. Foi uma partida parelha, com duas intervenções do Fábio, também tivemos chance de gol. Ganhamos uma partida de contexto muito difícil, todo esse desgaste que tivemos nesse tempo, da final do Carioca até aqui, não paramos. Emocionalmente, tampouco. Perdemos uma final nos pênaltis jogando uma partida muito competitiva. Ganhamos Grêmio, ganhamos Athletico, ganhamos hoje, perdemos Vasco. Um desgaste muito grande, onde não nos permite ter um dia de descanso. Agora, pouco a pouco ganhando condições com os quem estão mais atrasados, nesse caso, o Millán. Vamos ganhando tempo com o Alisson, que precisa de ritmo. Recuperar o Bernal, o Nonato, o Cano. A parada vai servir para isso. Não são muitos dias, parecem mais do que são. E depois, vamos jogar a cada 3 dias" Pausa para Data Fifa: "A importância da torcida é sempre. É ser redundante. Gostamos de jogar com a nossa torcida. Não me surpreende que haja a expectativa que venha o torcedor. O tema do horário também é difícil para o torcedor. Uma coisa é jogar 18h30, outra coisa é jogar um clássico 21h30. Jogamos sete clássicos, chega um momento que mesmo para o torcedor. A equipe está respondendo bem, e o torcedor está respondendo muito bem" Papel da defesa para travar o Galo no fim: "Era um jogo difícil porque vínhamos de um jogo que levamos três gols em pouco tempo. E gols que você pergunta "o que aconteceu?". Nos perguntamos o que aconteceu (contra o Vasco). Não há uma explicação, foram dois golpes porque o futebol é isso, por isso que é tão bonito. Parecia que estava tudo controlado e aconteceu isso em 10 minutos. Por isso que o jogo de hoje era importante para uma resposta dos jogadores. Foi um jogo de responsabilidade e autoridade. Fábio foi muito bom com duas defesas espetaculares. Também geramos muitas situações. É valorizar o rendimento dos jogadores depois de perder um clássico por 3 a 2 como foi. É necessário para mostrar o caráter que eles têm. Ganhamos, que é a receita ideal para sair do lado negativo. Agora temos a parada, é olhar para frente e tomar a decisão para a próxima partida. Vai ser uma linda partida para o torcedor vir" Jemmes: "Está dentro do contexto. Você tem alguma relação com o Jemmes? (risos). Fez um bom trabalho. Você é empresário do Jemmes (risos). Tem algum infiltrado aqui" Rodízio de laterais: "O Renê para mim é titular. Quando um não vai bem, temos alternativas. É um jogador que eu gosto muito, porque tem ofício para defender, mas ataca por dentro, por fora. Um jogador de grupo, com experiência. O Renê ganhou meu respeito, é um jogador titular. Às vezes escolho que jogue Arana, porque ele também é um grandíssimo jogador. Dependendo um pouco da situação, do que acontece no campo, dos contextos, eu tomo a decisão. Hoje, como eu expliquei, para mim era importante ter energia em alguns setores do campo durante os 90 minutos, e só cabia escolher um jogador que não havia jogado a partida com o Vasco. Eu sabia que o treinador deles ia explorar os extremos, os dois extremos. Para esse jogo, não podia fazer duas mudanças, ou uma mudança nas laterais, porque sabia que os dois médios podiam cansar, e que os dois médias pontas podiam cansar, e sabia que Castillo podia sentir o peso dos 90 minutos" 🗞️ Leia mais notícias do Fluminense 🎧 Ouça o podcast ge Fluminense Assista: tudo sobre o Fluminense no ge, na Globo e no sportv 50 vídeos