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Futebol Boto lembra demissão de Filipe Luís: 'No Brasil, há questões emocionais' Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ) 03/06/2026 17h53 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Diretor de futebol do Flamengo, José Boto citou que, no Brasil, "há muitas questões emocionais a que não estamos habituados na Europa", ao falar sobre a demissão do técnico Filipe Luís. O treinador foi demitido em março, após a vitória por 8 a 0 sobre o Madureira, pelas semifinais do Campeonato Carioca. A decisão recebeu críticas da torcida rubro-nergra. Leonardo Jardim foi contratado para a vaga. Aqui no Brasil, quase todos os dias são testes de fogo à gestão, porque há muitas questões emocionais a que não estamos habituados na Europa. Nós tomamos as decisões mais racional, não há essa emoção. Portanto, qualquer decisão aqui é sempre emocional, tem sempre uma repercussão grande, principalmente na imprensa e com torcedores José Boto, em entrevista ao "A Bola" Alexandre Borges Dark Horse: produtora sabe muito e de muita gente Milly Lacombe Patrocínio põe Corinthians em colisão com hipócritas Alicia Klein Suspensão de Paulinho mostra problema do STJD Ronilso Pacheco Você sabe identificar um terrorista? Boto apontou que a saída de Filipe Luís foi o caminho que se mostrou mais correto na ocasião, e que, às vezes, "para se continuar a ganhar, é preciso mudar". Agora, foi a decisão que achamos a mais correta na altura. Nada tem a ver com o valor do treinador, que o provou, ganhando aquilo tudo. Só que, às vezes, para se continuar a ganhar, é preciso mudar. E foi isso que achamos. Se tivemos razão ou não, vamos ver no final da temporada, não é? Como sempre. Quando tens de tomar decisões, nunca sabes a que vão levar, não é? Mas por isso é que estamos nesta posição, é para tomarmos essas decisões e para depois também termos as consequências das mesmas, como é óbvio José Boto, ao "A Bola" O diretor também avaliou o trabalho em meio à mudança de estilo de jogo entre Filipe Luís e Leonardo Jardim. "Filipe tinha uma forma de jogar muito, muito característica, com muita posse, que nada tinha a ver com o futebol do Jesus, nada a ver com futebol do Simeone…", disse. "Considero o Leonardo um treinador mais camaleônico, mais camaleão, capaz de se adaptar a diferentes contextos. Se analisarmos o Mônaco dele, nada tinha que ver com o Sporting que também treinou, não é? Portanto, esse também foi um dos motivos que nos levou à sua escolha, sabermos que se iria adaptar bastante bem aquilo que tinha aqui para trabalhar e isso era algo… porque o mercado já estava fechado também e não podíamos mexer muito, tínhamos de tirar partido de todos os jogadores que tínhamos. E ele é um treinador muito bom a fazer isso. Portanto, o perfil não acho que seja assim tão diferente. Percebes que ele consegue… O que mais ele falou Sentiu alguma frustração com a decisão ou o fato de ser estrangeiro, de certa forma, o protege nesta fase inicial da sua carreira aqui no Flamengo? Continua após a publicidade Relacionadas Uruguai confirma lesão, mas mantém Arrascaeta na Copa do Mundo Punição do STJD a Paulinho por gesto obsceno gera incômodo no Palmeiras Mattos: Flamengo busca reserva para Pedro e avalia meia e lateral "A decisão, ou melhor, o identificar dos problemas é a minha função. E tentar arranjar soluções também é da minha responsabilidade. A decisão é sempre do presidente. Ele é que, como dizem aqui, bate o martelo sobre qualquer decisão. Agora, claro, como é óbvio, quem identifica o problema e dá a solução sou eu. Talvez por ser europeu não sinta tanto essa parte emocional que houve nesta casa com o despedimento do Filipe. Mas, como também há aí em outros casos, de uma emoção muito grande, que não estou a dizer que é má… É boa, a paixão criada pelo futebol é boa, mas muitas vezes noto que dificulta as decisões que têm de ser tomadas. Enquanto na Europa já passámos essa fase e somos mais pragmáticos, tomamos as decisões que achamos as mais corretas, não pensamos no que as pessoas vão pensar ou qual vai ser a reação, aqui há mais esse cuidado. No meu caso, não noto tanto isso, porque não me afeta tanto ter de tomar uma decisão que é profissional. Não confundo essas decisões com o que é pessoal" É possível fazer mais para manter o jovem brasileiro no país? "Não é assim tão fácil porque não é uma questão de dinheiro, mas de projeto de carreira. E, se calhar, é mais fácil trazermos o talento argentino ou uruguaio, porque veem o Brasil também já como um patamar de chegada. E, por isso, também termos tantos oriundos dessas bandas. Aquilo que tentámos fazer desde a minha chegada, na nova gestão do Flamengo, foi trazer alguns brasileiros que têm currículo na Europa e que nos tragam uma mentalidade vencedora e de uma certa cultura de trabalho. E, por isso, nomes como Danilo, Jorginho… Paquetá é um caso diferente, mas também traz essa cultura de trabalho vencedora. E foi isso que tentámos trazer para que isso seja incutido dentro do grupo e do próprio clube, essa cultura. Porque vencer é muito bonito, não é? A forma de lá chegar às vezes é mais difícil e implica muita coisa que as pessoas nem imaginam…" O Flamengo tem uma boa base... "O que define o Flamengo é aquela frase que está ali [na parede do escritório] que é 'vencer, vencer, vencer'. Aqui não há outra hipótese. Não há aqui o «fizemos não sei quanto dinheiro com vendas», não há essas culturas que, por exemplo, nós temos em Portugal, de tornarmos o clube rentável do ponto de vista financeiro através da venda ou da formação de jogadores. Aqui o foco está completamente em vencer. E é a isso que tens de te adaptar. E é isso que que tentei fazer, trazendo jogadores prontos, com experiência, porque não é fácil jogar no Flamengo. A pressão de jogar no Maracanã é muito grande e, por isso, os jogadores têm de ter algumas características psicológicas, de experiência e maturidade que lhes permita ter rendimento sob um contexto de tanta pressão, como há aqui" Continua após a publicidade Você foi scouting. Não se tornou o scouting, nos últimos anos, muito estatístico? "Tornou-se. Mas acho que continua… Todos aqueles clubes que trabalham bem no scouting continuam a ter o olho humano como principal razão, porque aquilo que tu vês é, sei lá… um clube que que normalmente trabalha bem no scouting e que vai descobrindo jogadores, como a gente diz, vai lançando os jogadores… Esses clubes, às vezes, até parece normal o que eles fazem, não é? E depois tu tens um clube que num ano teve um resultado muito bom e aparece alguém: 'Não, eu tinha um algoritmo…' Com todo o respeito que tenho por isso, também. E então cria-se esse «não, é porque eles têm isto, porque descobriram» e, no ano seguinte, que já não descobriram ninguém ou que perderam?" Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Por que Tony Tornado pediu para deixar a novela das nove? Ancelotti testa seleção brasileira com três no meio e Igor Thiago Karina Gama sabe demais e precisa ser protegida Galã dos anos 90 diz que busca por corpo perfeito o destruiu: 'Me arruinei' Suspensão de Paulinho escancara antigo problema do STJD