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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Alemanha busca fim da 'maldição do 7 a 1' depois de 12 anos de fracassos Rafael Reis Colunista do UOL 14/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Alemanha, do zagueiro Jonathan Tah, não chega à final relevante desde 2014 Imagem: Jamie Squire/Getty Images Doze anos atrás, a Alemanha viveu um dos maiores momentos da sua história nos gramados. Além de conquistar o tetracampeonato mundial na Copa-2014, coroou seu sonho com uma quase inacreditável goleada por 7 a 1 sobre o Brasil, anfitrião e maior vencedor do torneio em todos os tempos. O que o torcedor germânico não sabia na época é que ele teria de viver daquelas alegrias por muito tempo. Depois da campanha que terminou com Philipp Lahm levantando a taça no Maracanã, os alemães nunca mais foram campeões ou vice dos torneios que realmente importam no seu calendário: Copa do Mundo e Eurocopa —só chegaram a ganhar a edição final da Copa das Confederações, em 2017. Rodrigo Mattos A incompreensível opção de Ancelotti por Igor Thiago Milly Lacombe Que jogo horroroso e covarde fez o Brasil Mauro Cezar Vini salva Brasil e participa de sete gols em Copas Tostão Marrocos foi coletivamente melhor no jogo de estreia É justamente carregando esse peso de fracassos recentes que a seleção alvinegra inicia hoje seu caminho no Mundial-2026, contra o estreante Curaçao, a partir das 14h (de Brasília), em Houston. Dentre as cinco maiores potências do futebol europeu, justamente as que são campeãs mundiais, a Alemanha é quem está há mais tempo afastada das finais realmente relevantes. Até a Itália, que falhou na tentativa de classificação para as últimas três Copas, foi campeã continental cinco anos atrás. Os Mundiais desde o início da "maldição do 7 a 1", aliás, foram catastróficos para "Die Mannschaft". Na Rússia-2018, não conseguiu passar nem da primeira fase, algo que só havia acontecido em 1938. No último Mundial, no Qatar-2022, repetiu o fracasso. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês A grande esperança da Alemanha para não experimentar pela terceira vez consecutiva esse vexame é justamente o retorno à seleção do último remanescente do título de 2014: Manuel Neuer. O veterano goleiro de 40 anos, que estava aposentado da equipe nacional desde a Euro-2024, quando os alemães, mesmo jogando em casa, não foram além das quartas, aceitou o convite do técnico Julian Nagelsmann para voltar a defender a meta do seu país. Os resultados recentes dão uma esperança de que a Alemanha está no caminho certo para voltar a honrar suas tradições: já são nove vitórias consecutivas desde setembro passado. O problema é que nenhuma delas foi contra um adversário realmente do primeiro escalão -a Suíça é o rival mais forte que enfrentou no período. Continua após a publicidade Relacionadas Por que Marrocos resolveu não levar seu 'Neymar' para Copa do Mundo? Quem é o italiano que 'deu um jeito' de jogar a Copa-2026 e criou polêmica? Astro de Marrocos responde por estupro e foi acusado de 'roubar' ex-esposa Grupo E Além de Alemanha e Curaçao, o Grupo E conta ainda com a participação de Costa do Marfim e Equador, que também se enfrentam hoje, às 20h, no encerramento da primeira rodada da chave. Embora seja pouco provável, o dono da melhor campanha desse quarteto pode enfrentar o até Brasil já na primeira rodada dos mata-matas decisivos. Mas isso só terá uma pequena chance de acontecer se a seleção ficar na terceira posição do seu grupo. Marcada pela ausência da Itália e pelas semanas e mais semanas de incerteza sobre a participação do Irã, ainda em guerra com os norte-americanos, a Copa-2026 é a mais grandiosa já realizada. Pela primeira vez na história, tem jogos espalhados por três países diferentes: Canadá, EUA e México. Também estabelece novos recordes de número de seleções participantes (48, contra 32 das últimas sete edições do torneio), jogadores inscritos (mais de 1.200) e partidas disputadas (104). Sua decisão está marcada para o dia 19 de julho e terá o MetLife Stadium, em Nova Jérsei, nos EUA, como palco. Continua após a publicidade Última final importante de cada potência europeia Espanha: campeã europeia em 2024 Inglaterra: vice-campeã europeia em 2024 França: vice-campeã mundial em 2022 Itália: campeã europeia em 2021 Alemanha: campeã mundial em 2014 Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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