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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte As lições que podemos tirar da final do Brasileiro sub 20 masculino Milly Lacombe Colunista do UOL 05/09/2026 13h37 Deixe seu comentário Andrey Fernandes, do Vasco, comemora gol contra o Palmeiras na final do Brasileirão Sub-20 Imagem: Dikran Sahagian/Vasco da Gama Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Palmeiras e Vasco se enfrentaram na final do Campeonato Brasileiro Sub 20 e o Vasco ficou com o título. No final, os palmeirenses fizeram um corredor para que os vascaínos passassem e aplaudiram os vencedores. Estamos em época de celebrar o que deveria apenas ser normal, mas não é. Dias antes, corintianos enlouquecidos ameaçaram bater em uma criança que pediu a camisa de Neymar depois do clássico. De tão comum que virou assistirmos a cenas como essa, a impressão que temos é que o normal é a pancadaria, o descontrole, a rivalidade tóxica. Mas os jovens palmeirenses, incentivados por seu treinador, oferecem esperança. A parte amarga dessa história é que enquanto o time sub 20 dos meninos fazia a final, as profissionais jogavam contra o Bahia o direito a uma vaga na semi-final do Brasileirão profissional feminino. Seria pedir demais que não houvesse o conflito de horário? Profissionais elas, sub-20 eles. Quem mereceu mais apoio, mais publicidade, mais convocação para ir ao estádio, mais festa, mais incentivo? Os garotos. As palmeirenses jogaram em Barueri para menos de 300 pessoas. Os rapazes jogaram no estádio do Palmeiras para mais de 25 mil. Ambos perderam e foram eliminados. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo A decisão de esvaziar os estádios femininos é política. Toda decisão que envolve o desenvolvimento do futebol é política. É interessante para muitos que quando mulheres joguem as imagens televisionadas mostrem arquibancadas vazias. Casa com o discurso de que ninguém gosta de futebol feminino. Mas sempre que há apoio, os estádios lotam. O Corinthians decidiu, por exemplo, que as profissionais jogarão no Canindé a partida de volta das quartas de final. Não pode estragar o gramado de Itaquera para os caras, entendem? A torcida não tem intimidade com o Canindé, mas dane-se. Quem quiser mesmo ir, se vira. Tudo é construção. O futebol masculino foi desenvolvido com apoio do Estado, da mídia e das instituições. Dinheiro, promoção, divulgação, transmissões, televisionamento. Há mais de 100 anos o futebol masculino recebe esse tipo de apoio. O feminino, proibido por lei até 1981, nunca teve o privilégio. A ideia de que as pessoas vão ao estádio sem serem incentivadas a ir é falsa. A construção é coletiva e cabe a CBF, aos clubes e ao Estado entrarem nesse jogo Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Cleitinho diz se arrepender de foto com Virginia na CPI: 'Não era momento' TSE aceita abrir ação de Flávio contra Lula por desfile no Carnaval do Rio Lula diz que quer ganhar eleições para manter Jair Bolsonaro preso Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim' Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump