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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Palmeirense morta por marido corinthiano na frente dos filhos não é acaso Alicia Klein Colunista do UOL 01/09/2026 11h49 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Leonardo Ceschini confessou ter matado a esposa Érica Imagem: Reprodução Ela torcia para o Palmeiras. Ele, para o Corinthians. Ela foi campeã da Libertadores. Ele a esfaqueou oito vezes na frente dos gêmeos de 2 anos. Ela não vai ver os filhos crescerem. Ele foi condenado a 13 anos de prisão . Em 2021, Leonardo Ceschini discutiu com a esposa Érica Alves Ceschini, que comemorava o título palmeirense sobre o Santos. Corinthiano, ele se enfureceu e a assassinou diante das crianças. Mais um caso de feminicídio. Mais um caso por motivo fútil. Mais um caso envolvendo os filhos do casal. Até ontem, quando saiu sua sentença, ele estava em liberdade. Durante o processo, ele relatou que as desavenças eram comuns por "cada um ser torcedor de time de futebol diferente". Como se isso de alguma forma justificasse a barbárie. A violência que atravessa o futebol encontrou seu destino mais cruel. Homens não sabem lidar com suas frustrações. Quebram coisas, berram, batem, chutam, matam. Por algo tão estúpido quanto uma partida de futebol. Não importa o motivo, seremos nós as recipientes desse descontrole. As agressões a mulheres aumentam quase 30% em dia de jogo. Seu time perde, a gente apanha. Dependendo do dia, morre. Não é acaso. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Por mais que parte dos envolvidos ajam assim, o futebol não opera em um universo paralelo. O que acontece ali reverbera. Quando insistimos para que a violência dentro de campo seja levada a sério, não falamos em abstrato. Gritar, xingar, empurrar, socar, bicar objetos normaliza um tipo de comportamento com consequências trágicas. Especialmente se isso é feito por homens admirados, idolatrados, bem-sucedidos, considerados exemplo. Homens cujos nomes as pessoas carregam nas costas. No Brasil, a cada 5 horas uma mulher é morta por ser mulher. O quinto maior índice de feminicídios do mundo. Diante desse cenário, é pedir muito que os milionários da bola controlem suas emoções na hora do trabalho, com dezenas de câmeras à sua volta e milhões de fãs se inspirando neles? Acho que não. Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim' Lula diz que quer ganhar eleições para manter Jair Bolsonaro preso Cleitinho diz se arrepender de foto com Virginia na CPI: 'Não era momento' Qual exercício ajuda a aliviar gases e 'destravar' o intestino mais rápido? Flávia Saraiva é ouro nas barras assimétricas em etapa da Copa do Mundo