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Análise dos Times

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Futebol Fragilizado por elo com Trump, Infantino usa Copa com 64 times para reagir Rodrigo Mattos Colunista do UOL, em Miami (EUA) 16/07/2026 12h00 Deixe seu comentário Donald Trump, presidente dos EUA, e Gianni Infantino, presidente da Fifa Imagem: BRENDAN SMIALOWSKI/AFP Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Copa do Mundo enfraqueceu o presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol), Gianni Infantino, dentro da entidade máxima do futebol. As ações de Trump foram amplamente rejeitadas na Uefa (União Europeia de Futebol) e, em geral, nas federações nacionais europeias, além de contrariar dirigentes de outros continentes. A proximidade de Infantino com o presidente americano é conhecida e sabia-se que poderia haver concessões, mas não a ponto de interferir no equilíbrio do Mundial como aconteceu com a suspensão da punição do jogador americano Balogun, punido com cartão vermelho contra a Bósnia e que pôde atuar no jogo seguinte, contra a Bélgica. Sakamoto Trump ataca Brasil e o Pix para tentar eleger Flávio Daniela Lima Grupo ataca foto de Flávio com Sicário e ignora crimes Arnaldo Ribeiro Espanha é 'favoritaça' mesmo contra a Argentina Gustavo Miller Em defesa do rebranding total da seleção brasileira Neste cenário, cresceu a discussão sobre a Copa do Mundo com 64 times para a próxima edição, em 2030. Explica-se: a maior rejeição ao aumento do Mundial vem da Europa. A Uefa foi a confederação que protestou oficialmente contra a liberação de Balogun, questionando a integridade da Copa. Federações nacionais e técnicos também criticaram a medida. A decisão foi tomada de forma isolada pelo presidente do Comitê Disciplinar da Fifa, Mohammad Al Kamali, como publicou o jornal inglês "The Times". O departamento jurídico da entidade costuma redigir as sugestões de decisões que em geral são acatadas pelos membros, como mostrou o UOL . Mesmo desgastado, Infantino não tem sua reeleição em risco —a próxima eleição ocorre ano que vem—, mas terá de negociar para emplacar suas pautas mais pessoais. O aumento da Copa de 48 times para 64 não é uma proposta de Infantino. Foi a Conmebol, que rege o futebol sul-americano, quem sugeriu a ideia por meio do uruguaio Ignacio Alonso, membro do Conselho da Fifa. Continua após a publicidade A intenção é ter mais jogos na Argentina, no Uruguai e no Paraguai, as sedes do subcontinente em 2030 —por enquanto, está previsto apenas um jogo para cada país, com o restante do Mundial sendo disputado na Espanha, em Portugal e no Marrocos. Inicialmente, Infantino recebeu com descrença a proposta. A ideia parecia descartada. Houve rejeição de outras confederações continentais. Mas, durante a Copa, Infantino deu uma declaração abrindo a porta para ao menos debater a proposta. "Esse é um assunto que certamente será olhado e discutido nos comitês da Fifa", disse o cartola ao veículo suíço "Blue Sport", em entrevista no início de julho. A Copa de 2026 teoricamente mostrou que é possível ter 48 seleções sem uma queda abrupta de nível. Houve times muito abaixo como Qatar, Curaçao e Nova Zelândia, mas seleções como Cabo Verde surpreenderam. Isso gera menos resistência para novo aumento. Com mais vagas, Infantino pode agradar a outras confederações que não a europeia e isolar a Uefa na oposição, fortalecendo novamente a sua posição. Resta saber se outras confederações continentais, como Concacaf, que comanda a América do Norte, Central e Caribe, e a Ásia mudaram de ideia sobre vetar o novo inchaço. Continua após a publicidade Há ainda a discussão sobre o Mundial de Clubes, que está sob forte influência do Qatar, provável organizador da competição. Esse torneio também pode aumentar para 48 times. Outro aliado de Infantino é Nasser Al-Khelaifi, presidente do PSG, da França, e líder do movimento de clubes e ligado ao governo do Qatar. Ele deve ter voz ativa no futuro do Mundial de Clubes de 2029. Seu peso contrapõe o poder europeu. Fato é que Infantino saiu da Copa menos imperador da Fifa e precisando negociar para reconquistar força. A Copa e o Mundial de Clubes são elementos desta costura política. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora O que Messi e Bellingham discutiram em campo, segundo dublador Sul-americanos têm domínio expressivo contra europeus em finais de Copa Filha de Renato Machado foi protagonista de 'Malhação' Arnaldo: Não há indiferença, que é a marca do Brasil, no jogo da Argentina Morre Renato Machado, ex-apresentador do Bom Dia Brasil, aos 83 anos