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Jornalista Rodrigo França analisa vitória e ousadia de Antonelli no Canadá O GP do Canadá mais uma vez entregou uma corrida repleta de emoções, disputas e algumas surpresas. A começar pela quebra do pole position George Russell. O piloto da Mercedes protagonizou a melhor disputa pela liderança em uma prova do Mundial 2026 até aqui, justamente com seu companheiro de equipe, Kimi Antonelli. Acesse o canal de automobilismo do ge no WhatsApp Antonelli bate recorde com quatro vitórias seguidas desde a 1ª conquista Russell lamenta azar: "Os deuses não me querem na briga" Mas uma quebra na volta 30 abriu o caminho da vitória para o italiano. A sorte costuma acompanhar os campeões e Antonelli fez por merecer a o primeiro lugar, independentemente da quebra de seu companheiro de equipe. Ele atacou Russell desde o início, chegou a liderar a prova, mas foi ultrapassado novamente. Não desistiu de buscar o primeiro lugar em nenhum momento e terminou no topo do pódio no Canadá. 1 de 4
Kimi Antonelli é celebrado no pódio após vencer o GP do Canadá — Foto: Mathieu Belanger/Reuters Kimi Antonelli é celebrado no pódio após vencer o GP do Canadá — Foto: Mathieu Belanger/Reuters Muito criticado pelos fãs e pelos pilotos, em um ponto o novo regulamento trouxe um bom “efeito colateral”: o desenvolvimento dos carros ainda não é consolidado, o que acontece quando as regras mudam muito de um ano para o outro. Russell, por exemplo, não abandonava um GP desde 2024. Agora, com os carros exigindo uma nova tecnologia, ainda em desenvolvimento, os pilotos precisam levar em consideração este fator – um abandono para um líder de corrida ou mesmo do campeonato pode acontecer. No ano passado, isso quase tirou o título de Lando Norris. E é no exemplo do compatriota britânico que Russell precisa mirar. O campeonato ainda está no seu começo e o Canadá abre uma maratona de sete provas em dez finais de semana. Com a vitória, Antonelli foi a 131 pontos, contra 88 de seu companheiro de equipe. É uma grande diferença, mas Russell ainda tem tempo para se recuperar. 2 de 4
George Russell abandonou GP do Canadá com problema no carro — Foto: Marcel van Dorst/EYE4IMAGES/NurPhoto via Getty Images George Russell abandonou GP do Canadá com problema no carro — Foto: Marcel van Dorst/EYE4IMAGES/NurPhoto via Getty Images Por outro lado, essa vantagem significativa pode deixar o italiano em situação mais confortável. Foi interessante ver que, mesmo com a vantagem na tabela, Antonelli foi para cima de Russell na corrida sprint e novamente neste domingo. É isso que forma um piloto capaz de disputar o título. Mesmo “tomando bronca” do chefe Toto Wolff no rádio, o italiano mostrou que não mudou seu estilo agressivo de pilotar. E a ousadia costuma ser premiada quando o assunto é automobilismo. A vitória no Canadá também é um importante ponto para Antonelli, já que esta era a pista onde Russell sempre performa bem. Seu desafio é manter o ritmo também para o próximo GP, em Mônaco, onde o italiano foi mal em 2025 – inclusive com uma Mercedes disputando posição com a Sauber de Gabriel Bortoleto. O status do italiano agora mudou – e ele precisa encontrar a calma demostrada no domingo, e que de certa forma faltou no sábado da corrida sprint, perdendo o segundo lugar para Norris após se desconcentrar com as reclamações no rádio contra Russell. O GP do Canadá também marcou a volta de um duelo entre Lewis Hamilton e Max Verstappen por uma posição de pódio. O piloto da Ferrari, que obteve sua primeira vitória justamente em Montreal, conseguiu o segundo lugar , seu melhor resultado com a Ferrari, com um ótimo final de semana justamente no GP onde desmentiu os rumores de aposentadoria ao final de 2026. Verstappen terminou em terceiro depois de levar a Red Bull ao seu máximo neste domingo, sendo recompensado com o primeiro pódio no ano. Que a melhora de sua equipe possa colocar o holandês novamente pela briga do pódio nas próximas etapas. 3 de 4
Verstappen e Hamilton disputam 2ª posição no GP do Canadá — Foto: Minas Panagiotakis/Getty Images Verstappen e Hamilton disputam 2ª posição no GP do Canadá — Foto: Minas Panagiotakis/Getty Images Com a saída de Russell e as duas McLarens com problemas, as equipes do pelotão intermediário tiveram ótima oportunidade de marcar pontos, caso da Alpine, com seus dois carros – consolidando seu lugar como a quinta força do grid. Para a Audi, foi uma pena a escolha dos pneus intermediários na largada, que acabou comprometendo a chance de terminar no top-10 para Gabriel Bortoleto. A boa notícia é que os dois carros receberam a bandeirada, ainda que no quesito confiabilidade o time precise melhorar (Bortoleto reclamou no rádio de problemas nas voltas de safety car virtual). Em ritmo de prova, ele e Nico Hulkenberg andaram próximo da Haas e Williams, que pontuaram em Montreal. A F1 vai para Mônaco melhor do que chegou na América do Norte: as provas de Miami e Montreal trouxeram boa dinâmica de corridas e disputas acirradas. A rivalidade Russell X Antonelli explodiu e isso é ótima notícia para o fã que busca uma briga mais intensa – algo que vimos poucas vezes em 2025 com a dupla da McLaren (com exceção justamente na prova do Canadá). Será interessante ver como os carros do novo regulamento se comportam na pista mais travada e tradicional da F1. A Mercedes segue a favorita, é verdade, mas como o GP do Canadá de 2026 mostrou, as ruas de Monte Carlo também podem reservar surpresas neste ano. 4 de 4
Perfil Rodrigo França — Foto: Infoesporte Perfil Rodrigo França — Foto: Infoesporte