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Esporte Do idioma à malandragem, o que filho de Ancelotti aprendeu no Botafogo Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 08/12/2025 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Se o portão de saída do estádio Nilton Santos fosse teste de popularidade, Davide Ancelotti estaria aprovado na primeira temporada como técnico do Botafogo. "Ele é um fofo", disse uma das torcedoras que aguardavam a saída dele e da mulher, após a vitória alvinegra sobre o Fortaleza. Concluído o Brasileirão, a vaga direta na fase de grupos depende de um título de Cruzeiro ou Fluminense na Copa do Brasil. Juca Kfouri E os dois cearenses caíram; uma tristeza. Inter salvo! Alicia Klein O que aconteceu com o futebol do Nordeste José Roberto de Toledo Ciro recebeu a pior notícia possível de Michelle Josias de Souza Flávio expõe o código de barras do pai De todo modo, o filho do técnico da seleção termina a primeira temporada no Brasil - também o ano de estreia como treinador principal - em viés de alta. Classificação e jogos brasileirao A vitória deste domingo significou o décimo jogo de invencibilidade. Ao todo, o técnico comandou o time carioca por 32 partidas, com 55,2% de aproveitamento. Davide aprendeu não só um idioma novo, com uma fluência no português que impressionou logo de cara, mas até o que representa a malandragem no futebol brasileiro. "Tem coisas que surpreendem, tem coisas que gosto. É uma liga muito equilibrada e difícil, onde todos os times têm sequências difíceis, de duas, três, quatro derrotas seguidas. Quase todos os times tiveram esse ano. O Botafogo, mais de duas, não teve, ao menos comigo. Há coisas que não gosto: que um goleiro faça uma defesa e fique no chão machucado. Acontece só aqui, perdemos muito tempo. Mas ser malandro (risos) também é uma característica do campeonato", disse Davide. O filho de Ancelotti chegou ao Botafogo como solução após o Mundial de Clubes. Substituto de Renato Paiva, virou uma tacada de John Textor para tentar trazer o alvinegro ao estilo de jogo mais vistoso e ofensivo. Mas com a SAF em ebulição por mudanças constantes de jogadores, crise financeira e de gestão extracampo - vide a guerra judicial entre Textor e Eagle -, o terreno que Davide deu os primeiros passos como técnico ficou instável. Continua após a publicidade "Foi uma temporada difícil, com muitos problemas. Não deu para brigar por títulos, mas os jogadores deram tudo sempre, mantiveram um bom ambiente diário, representaram da melhor maneira esse clube, que é muito grande", disse Davide. O ambiente é mencionado por Davide porque, internamente, o trato dele com os jogadores é visto como um dos grandes trunfos da gestão, segundo o UOL apurou. Mesmo quando fez críticas ao desempenho do time, as palavras não foram vistas como falta de respeito ou exposição. Se tem que chamar a atenção de um jogador por algo de errado, ele evita fazer isso diante dos outros companheiros. O pai, Carlo Ancelotti, é conhecido pelo estilo "liderança tranquila". O filho tenta replicar isso e tem um temperamento pacífico. Em um contexto no qual o título brasileiro já seria complicado, a eliminação da Copa do Brasil para o Vasco, nos pênaltis, é o principal lamento esportivo do semestre no Botafogo. Ainda mais pelo fato de o rival ter degringolado no Brasileirão. Para Davide, o time atual aprendeu a lidar melhor com frustrações dentro das partidas. A vitória sobre o Fortaleza é um exemplo. O Botafogo levou 1 a 0 e teve paciência para construir a virada. Continua após a publicidade "Vejo melhora coletiva, uma melhora individual nos últimos 10 jogos. Isso me deixa satisfeito. Claro que aqui estamos em um clube muito ambicioso que queria brigar por títulos. Mas também é verdade que peguei um time em sétimo na tabela com muitas mudanças, muitos desfalques. Então, é verdade que o torcedor espera mais, que todos nós esperamos mais, nos cobramos muito", confirmou. Para 2026, a expectativa é continuidade do trabalho. É ano de Copa do Mundo, e o filho de Ancelotti pode acompanhar o pai no período com a seleção. Mas esses detalhes, segundo o treinador, ainda não estão sacramentados. De todo modo, a ideia para Davide é seguir aprendendo na função exercida ainda de modo recente. "Aprendi em contexto diferente do habitual. Num futebol diferente e muito competitivo dentro e fora de campo. Acho que me adaptei bastante bem. Taticamente, é uma liga também que você pode ver coisas que não vê na Europa. Mirassol e Vasco? Ninguém joga assim. Foi uma experiência muito bonita. Espero poder seguir desfrutando", completou o italiano. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Por que São Paulo despencou de 4ª para 13ª maior cidade do mundo? Com R$ 1 bilhão para gastar, Flamengo quer goleiro, zagueiro e atacantes Repórter relata abordagem hostil de Bernabei, do Inter: 'Fala agora' 'Vou ser as pernas dela agora', diz mãe de mulher arrastada por homem em SP Pai de Benício pediu perdão por 'por levá-lo para tomar injeção mortal'