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Após a conquista do Sul-Americano e da vaga olímpica antecipada , o anúncio de que José Roberto Guimarães pretende encerrar sua passagem à frente da Seleção feminina de vôlei depois dos Jogos de Los Angeles 2028 agitou os bastidores da modalidade. A dois anos do fim do ciclo do treinador, o Lance! tenta responder: quem seriam os principais cotados para assumir o lugar do tricampeão olímpico?
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Naturalmente, um dos primeiros nomes que vem à mente ao se pensar na sucessão de comando na Seleção Brasileira é o do assistente Paulo Coco , que trabalha com Zé Roberto há trinta anos. A parceria, que começou quando os dois eram jogadores, migrou para a beira da quadra a partir de 1996, na comissão técnica do Banespa. Pelo Brasil, a dupla segue junta desde 2003.
O trabalho mais recente de Paulo Coco no Brasil foi pelo Praia Clube, que comandou por sete temporadas. Com o clube mineiro, venceu dois títulos da Superliga feminina e dois Sul-Americanos, além de títulos estaduais. Em 2025, se transferiu para o Atlanta, dos Estados Unidos, e foi eleito melhor técnico da League One Volleyball (LOVB) no mesmo ano. No próximo ano, treinará a equipe de Miami.
A campeã olímpica Fofão também é uma das candidatas à sucessão no comando da Seleção. Em maio deste ano, a ex-levantadora assumiu o cargo de auxiliar técnica de Zé Roberto, se tornando a primeira mulher a integrar a comissão do time principal. Entre 2023 e 2024, Fofão comandou a Seleção feminina sub-17.
Ainda considerando nomes que já integram as comissões técnicas da Seleção Brasileira, Wagão é um dos cotados para assumir o comando da equipe. Além de atuar como assistente de Zé Roberto, possui uma carreira de destaque nas categorias de base. Em julho deste ano, comandou a Seleção B na campanha invicta que garantiu o título da Copa Sul-Americana. Desde 2023, Wagão é o treinador principal do Barueri.
Além daqueles que estão diretamente envolvidos com a Seleção Brasileira, há bons exemplos dentro da Superliga. É o caso de Filipe Ferraz , campeão nacional em quatro das últimas cinco edições pelo Sada Cruzeiro. À frente da equipe masculina desde que começou a carreira como técnico, em 2021, ele foi convidado pelo próprio Zé Roberto para acompanhar a rotina de treinamentos da Seleção feminina em Saquarema, no Rio de Janeiro, em agosto deste ano.
Outro nome consolidado e que já conhece o desafio de substituir Zé Roberto é Luizomar de Moura . O comandante do Osasco teve o tricampeão olímpico como antecessor na equipe paulista, assumindo o cargo após sua saída, em 2006. Foi o início de um dos trabalhos mais longevos e vitoriosos da modalidade, com direito a um título mundial em 2012 e três da Superliga feminina. Além do Osasco, Luizomar dirige atualmente a seleção de Cuba e acumula experiências nas equipes de Peru e Quênia.
Entre os técnicos estrangeiros, o nome de Nicola Negro é um dos mais comentados pelos "vôleifãs". O italiano ficou amplamente conhecido no Brasil após uma era vitoriosa à frente do time feminino do Minas. Durante as seis temporadas que comandou a equipe, conquistou 13 títulos, incluindo três Superligas e três Sul-Americanos, e se tornou o treinador que mais vezes levantou troféus pelo time mineiro.
Desde 2023, Nicola é o treinador da Seleção feminina do México. Entre as principais conquistas desse período, se destacam a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Santiago 2023 e o retorno ao Campeonato Mundial, após sete anos de ausência. Além do trabalho na seleção, Nicola é treinador do Chieri, clube da primeira divisão italiana.
Uma opção não tão óbvia, mas com bagagem histórica, seria o técnico Bernardinho . O atual comandante da Seleção masculina e treinador do Sesc Flamengo esteve à frente da Seleção feminina entre 1994 e 2000, somando dois bronzes olímpicos (Atlanta 1996 e Sydney 2000). Retornar à equipe feminina daria a Bernardinho a oportunidade de igualar o feito de Zé Roberto de conquistar o ouro olímpico nos dois naipes.
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Zé Roberto declarou, em entrevista ao portal Olympics, que vê o atual ciclo como seu último à frente da Seleção. O treinador, que vai para sua décima participação olímpica, foi o único a conquistar três ouros olímpicos à beira da quadra: em Barcelona 1992, com a Seleção masculina, Pequim 2008 e Londres 2012, com a Seleção feminina.
— Eu encerro minha participação na seleção em 2028. Gostaria de encerrar bem e fazer tudo possível pra gente chegar no pódio. Temos dois anos pra trabalhar forte, tentar os resultados e também no Mundial do ano que vem — declarou, logo depois de o Brasil garantir vaga nos Jogos de Los Angeles.
A Seleção Brasileira irá para sua 13ª participação em Olimpíadas. A classificação para LA 2028 veio com o título do Campeonato Sul-Americano de vôlei, no dia 13 de setembro, em campanha que terminou com vitória por 3 sets a 0 sobre a Argentina, no Maracanãzinho. A Seleção terminou a competição invicta, com cinco triunfos nos cinco jogos e nenhum set perdido.