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Futebol Seedorf vê Corinthians como leão ferido e diz: 'Não falta coragem aqui' Fábio Lázaro e Renan Liskai Do UOL, em São Paulo 14/10/2026 13h57 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo O holandês Clarence Seedorf foi apresentado na tarde de hoje como novo técnico do Corinthians. Em sua primeira coletiva, ele definiu o time paulista como um "leão ferido" e destacou que tem coragem para assumir o cargo em meio à luta contra a queda no Brasileirão. É fácil chegar quando está tudo bem, mas, neste momento de dificuldade e quando se precisa coragem, é preciso ter pessoas que acreditam nos valores que o clube tem. É um grupo com muito talento. Os resultados negativos não significam que o grupo não tem valor. Com trabalho e seriedade, que já percebi aqui dentro, tudo pode mudar muito rapidamente. Os jogadores estão com vontade, estão feridos. Um leão ferido é perigoso. Vamos tentar transformar no dia a dia. Seedorf O holandês detalhou a sensação que teve após as conversas com o executivo Marcelo Paz. Ele disse que não está preocupado em assumir um projeto neste momento, mesmo após ficar sete anos sem comandar um clube. Janaína Figueiredo Debate é perigoso para Lula e Flávio Bolsonaro Josias de Souza Lula não hesitará em expor a meleca de Flávio José Saad Neto Na era da polarização, o que podemos compartilhar? Paula Gama Carro conectado sabe onde você vai e como dirige O Marcelo Paz me deu a sensação de que se eu viesse era uma oportunidade para os dois lados voltarem a ser protagonistas no mundo do futebol. Não falta coragem aqui. É fácil ir onde está tudo bonito. Não tenho medo e preocupação com isso. É justo julgar alguém antes dela trabalhar? O mundo é cheio de pré-julgamentos e não gosto de julgar pessoas que não conheço. Vocês falam, são sete anos sem ter um clube, mas isso não significa que eu não estava no futebol. O mais importante é que o clube acredita em mim, abriu as portas para mim. Sei o que eu posso fazer. Se não soubesse, não estaria aqui. Não estou com medo. Não estou precisando de estar aqui, minha vida era muito boa, tinha tudo, mas eu gosto de desafios. Achei um desafio maravilhoso. Estamos falando de futebol, não de guerra. Seedorf Perguntado sobre o momento político, o treinador disse não saber sobre todos os problemas . Ele prefere focar no que pode resolver, ou seja, dentro de campo. Não estava aqui antes. E tudo que foi até agora é importante, mas não tanto. Na minha cabeça, não vamos falar sobre coisas que não controlamos. Esse clube é maior que todos nós. Não sei nada. Não vim falar sobre política. Firmei um projeto aqui, uma visão que tem a ver com o campo. Acredite em mim. Passei várias vezes por esses momentos nos maiores clubes do mundo. A solução é fechar o grupo, ir para o campo e trabalhar. Se nos ocuparmos com o que não controlamos é inútil. Vários clubes passam por momentos complicados, mas o trabalho do dia a dia continua. Temos de separar as coisas e focar só no nosso trabalho. Seedorf 14.out.2026 - Seedorf durante a apresentação como técnico do Corinthians Imagem: Rodrigo Coca/Agência Corinthians O que mais Seedorf disse? O que tem de credenciais . "No futebol, cada ano tem times que passam por esses momentos de treinadores com muita experiência e não conseguem sair. Não há uma certeza quando alguém assume um trabalho. Foram vários anos falando com a OTB para voltar ao Brasil e trabalhar como treinador aqui. Essa situação é uma grande oportunidade, é um dos maiores clubes do mundo, isso não acontece todo dia. A credencial é difícil falar, depende de como vemos o potencial que posso trazer aqui. Não fiquei sem estar no futebol, sempre estive próximo. Não dirigi um time porque não queria aceitar o que me ofereciam, não acreditava nos projetos que apareciam. Trabalhei como dirigente e conselheiro nos últimos anos. Essa parte do campo eu vivi 30 anos com os maiores treinadores do mundo, aprendi muito com eles. Uma pessoa que quero ressaltar porque era a mais próxima de mim nesse momento de parar de treinar e jogar foi o Oswaldo de Oliveira, foi um dos melhores treinadores que eu tive na carreira, foi uma experiência fantástica com ele, ver como ele trabalhar, é bem metódico. É um campeonato muito competitivo. Sei que muitos outros treinadores optaram por não estarem aqui. É fácil chegar quando está tudo bem, mas, neste momento de dificuldade e quando se precisa coragem, é preciso ter pessoas que acreditam nos valores que o clube tem. É um grupo com muito talento. Os resultados negativos não significam que o grupo não tem valor. Com trabalho e seriedade, que já percebi aqui dentro, tudo pode mudar muito rapidamente. Os jogadores estão com vontade, estão feridos. Um leão ferido é perigoso. Vamos tentar transformar no dia a dia." Continua após a publicidade Como vem acompanhando futebol brasileiro . "Quando jogava, não sabia contra quem ia jogar. Minha mentalidade era saber bem o que eu ia fazer. Como treinador, temos profissionais incríveis trabalhando aqui, sabem tudo dos adversários. Hoje em dia, o treinador não precisa ver praticamente nada para saber tudo sobre o rival. É impossível seguir todos os campeonatos. A cada semana vamos ter tempo para analisar os adversários. O futebol é um esporte universal. Joguei em todos os lugares do mundo, a bola é redonda, são 11 contra 11, é a mesma língua. Conheço futebol e não preciso ficar aqui muito tempo para entender os jogadores e conhecer quem vamos jogar. É um campeonato mega competitivo." O que mudou no Seedorf nos últimos anos sem treinar . "Tenho uma filosofia de trabalho, mas a primeira coisa e mais importante é conhecer o ambiente, o grupo, os profissionais e entender qual o melhor caminho para tomar. Já estamos conversando, a minha primeira impressão é de verdade, de um grupo que tem vontade, não querem estar nessa situação. Estamos aqui para ajudar, eles têm talento, jogam no Corinthians. Grandes clubes passam por momentos negativos e nosso trabalho está para ajudar eles a saírem disso. Temos de mostrar coragem, vontade, união e intensidade. Seja como jogador ou treinador, meus times têm de ser intensos e não só fisicamente, mas também mentalmente. Não temos tempo aqui, por isso, vamos intensificar tudo o que disse." Como transformar o nervosismo e a pressão no próximo jogo . "É uma situação complexa. Estou aqui porque acredito nos ingredientes que tenho, desde o clube, os jogadores, a estrutura. O momento negativo pode virar em dois segundos, um jogo muda tudo. Gostaria de convidar todo mundo para ficar aqui todo dia e ver o nosso trabalho. Sabemos da dificuldade, vivemos como jogador. Peguei como treinador só momentos difíceis nos times, levei o Milan ao sétimo lugar, não consegui salvar o Deportivo... Estou acostumado a essa situação. Estamos falando de um clube enorme, um grupo talentoso aqui. Só precisamos trabalhar." Memphis Depay . "Conheço ele desde a Holanda, ele é de lá. Ele não tem nada a ver com essa vinda. Conheci o Corinthians antes dele, conhece muito bem, mas não por ele. Tenho pessoas que sempre me mantiveram informado sobre o que acontecia no Brasil, o Corinthians sempre foi parte da conversa, tenho amigos que passaram por aqui. A escolha foi feita com consciência da situação. O Marcelo Paz me deu a sensação de que se eu viesse era uma oportunidade para os dois lados voltarem a ser protagonistas no mundo do futebol. Não falta coragem aqui. É fácil ir onde está tudo bonito. Não tenho medo e preocupação com isso." Mais sobre Memphis . "Cheguei hoje de manhã e preciso de tempo para entrar em mais detalhes com jogadores. É um jogador importante, tem muito talento, teve problemas físicos e, por isso, acho que não está nas melhores condições. Nesse momento, o foco não é ele. Ele já falou, quer sair disso com o grupo. Todos são importantes, quem jogou mais ou menos, preciso de todos." Como colocar tudo em prática em pouco tempo . "Alguns fatores. Eu não amo falar de problemas porque é uma perda de tempo, só falo com muito respeito. Eu tenho de buscar soluções. Tenho de olhar para o que eu controlo, assim já tiramos várias coisas da frente. Temos de virar a página e olhar para frente para focar no que eu controlo. Lembro de quando estava no Real Madrid no passado, passamos por uma série de resultados ruins, a pressão é parecida com a daqui e foi esse foco que ajudou para virar a página." Continua após a publicidade Ambiente conturbado . "Não estava aqui antes. E tudo que foi até agora é importante, mas não tanto. Na minha cabeça, não vamos falar sobre coisas que não controlamos. Esse clube é maior que todos nós." Política do Corinthians . "Não sei nada. Não vim falar sobre política. Firmei um projeto aqui, uma visão que tem a ver com o campo. Acredite em mim. Passei várias vezes por esses momentos nos maiores clubes do mundo. A solução é fechar o grupo, ir para o campo e trabalhar. Se nos ocuparmos com o que não controlamos é inútil. Vários clubes passam por momentos complicados, mas o trabalho do dia a dia continua. Temos de separar as coisas e focar só no nosso trabalho." Qual sistema de jogo prefere e auxiliar . "Estão pensando em trazer mais um auxiliar, mas quero ressaltar a qualidade de quem está aqui. O único fator para trazer o Pablo e mais uma pessoa é acelerar o processo de integração, não tenho tempo para ficar sentado com todo mundo. O Pablo é um cara estruturado, treinou, estudou futebol. Trabalhamos juntos desde o La Coruña. Nunca me afastei do futebol, mas ele é de confiança e competente. Preciso conhecer o grupo para saber a melhor maneira de jogo, sistema para jogar. Tenho flexibilidade e vou olhar cada jogador como eu acho que pode ajudar." Personalidade forte . "Van Gaal, Capello, Lippi, Ancelotti... São pessoas com personalidade ou sem? Os grupos com os quais eles trabalharam tinham personalidade. Prefiro um grupo com personalidade porque o meu trabalho fica mais fácil. Não me sinto comandante, me sinto parte de um grupo com trabalho e com uma função. Quando era jogador, podia provocar algumas situações, mas quando o treinador mandava fazer, eu fazia. Hoje, eu tenho de dar a direção, mas isso é um processo de comunicação e alinhamento com todo mundo. Se o grupo acredita no caminho, é mais fácil. É bastante normal opinar, mas eu não tenho tempo de me preocupar com o que todo mundo penso. Minha preocupação é internamente. O primeiro impacto foi fantástico." Histórico ruim como treinador . "A pergunta é como você lê os números. Quando fazemos testes, saem vários dados... Se você não sabe ler os dados, faz planejamento errado. Eu acho que só pensar em número de vitórias e derrotas não é justo. Meu primeiro trabalho foi no Milan, que estava na parte inferior da tabela, tive a terceira melhor campanha desde que assumi, ficamos em sétimo. É a forma como olhamos para os dados. Não tenho grande história como técnico, mas temos de ter boas oportunidades para mostrarmos como somos. Nunca comecei um ano, sempre peguei no meio. Parei de pegar assim. Agora aceitei porque acho que é um grupo e um time que pode juntar todas as minhas experiências e dar certo." Trabalhos em dois períodos . "Normalmente temos pouco tempo para treinar aqui, mas teremos mais tempo entre os próximos jogos. Treinar duas vezes no dia é uma necessidade para acelerar certos processos. O objetivo é de integrar o mais rápido possível, entender o grupo, conhecer todos." Continua após a publicidade Prioridades . "Gosto de observar e entender. Sou muito metódico para implementar este planejamento. É um grupo que, além da tática, precisa de estrutura. Tem que saber como defender e atacar ordenadamente. Precisamos de tempo, é uma situação complicada, complexa. O emocional pode fazer toda diferença e vamos trabalhar muito nisso. Vamos precisar do apoio do torcedor porque no futebol eu vi coisas mudarem em um jogo, em 10 minutos." Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Escritório de Temer negociou contrato de até R$ 30 milhões com Master Nikolas, Pavanato e outros deputados eleitos 'puxaram' 25 colegas para a Câmara; veja quem Cor da casca do ovo faz diferença? Veja como escolher e conservar Vorcaro reclamou de vídeo de autoridades com champanhe em festa do Master Papa Leão 14 tem histórico de câncer na família e perdeu os pais por doença