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Futebol Ronaldo lidera Portugal, mas vive relação delicada com 'outros capitães' Rodrigo Mattos Do UOL em Miami (EUA) 27/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Bruno Fernandes e Cristiano Ronaldo em campo durante partida contra Uzbequistão Imagem: Getty Quando Portugal entra para treinar em Palm Beach, quem aparece primeiro no gramado é Cristiano Ronaldo. No trote inicial, é ele quem puxa a fila ao lado de um membro da comissão técnica, separado dos outros atletas. A liderança de Cristiano no grupo é clara, mas gera uma relação cheia de dedos com a nova geração. Não é exatamente um conflito. É um cenário diferente das Copas até 2018, quando sua presença era solitária como referência técnica. Há jogadores também que são protagonistas em seus times como Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Diogo Costa, Vitinha e Rúben Nevez. Pelo menos os três primeiros são capitães em seus times, Manchester United e City (agora, Silva se transferiu para o Real Madrid) e Porto. Julián Fuks Elogio dos amores menos absolutos Mariana Barbosa Fraude na Americanas tem perguntas sem respostas Marco Antonio Sabino Pelos números, Tarcísio já ganhou; será tão fácil? Paulo Camargo Carlo Ancelotti não é brasileiro; e daí? Para o técnico Roberto Martínez, é uma vantagem ter vários jogadores como referências em seu time. "Vestiário tem um equilíbrio emocional muito grande. Tem um sentido de exigência, tem confiança. Ter um capitão com essa bagagem. Tem um grupo de liderança, capitão do Manchester United, capitão do Porto. São várias lideranças", contou. Relatos na imprensa portuguesa já falaram em uma certa disputa entre ele e Bruno. Nos dois primeiros jogos, Cristiano deixou de dar um corta-luz e um passe ao meia do Manchester. Mas, sendo justo, Bruno Fernandes deu passes decisivos para o atacante do Al Nassr diante do Uzbequistão. E o time festejou todo unido, até com uma certa raiva, no banco. Era uma espécie de resposta a notícias sobre polêmicas em torno de declarações de jogadores sobre Ronaldo. João Neves afirmou que ele era mais um jogador, Francisco Conceição disse que não tinha obrigação de passar a bola para o astro. Martínez deixou isso tudo para trás ao classificar como "ruídos". O técnico acredita que se trata de um time menos emocional e mais racional por conta desta experiência. Continua após a publicidade Há, sim, um ponto que une Portugal por um fato emocional. É a falta de Diogo Jota, jogador da seleção morto em um acidente de carro. "Creio que dar nos dá mais força e que temos uma força de fora de algo diferente. E que temos que usar para nossas partidas e para ganhar", explicou Rúben Neves, que era o melhor amigo de Jota. Todos os jogadores da seleção usam uma pulseira meio avermelhada no pulso para lembrar o ex-companheiro. "Acho que era um sonho que ele tinha de participar. Portanto, mais do que tudo é tê-lo presente, comigo e conosco", completou Neves. Essa é a última Copa de Ronaldo. É também para Portugal a Copa para lembrar de Jota. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Mattos: Bielsa fez um monte de maluquices que detonaram o Uruguai Casal morre no Rio após carro cair de viaduto no mar depois de jogo da Copa Com todos em campo, seleção brasileira treina como furar retranca do Japão Flávio Bolsonaro diz que briga com Michelle é 'página virada' para ele Copa: Torcedor do Uruguai se revolta com Muslera após gol da Espanha; veja