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Futebol PF recebe investigação sobre empresa que atuou sem contrato no Corinthians Fábio Lázaro Do UOL, em São Paulo (SP) 06/07/2026 20h33 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Parque São Jorge foi palco de reunião sobre reforma do Estatuto que foi suspensa Imagem: Fábio Lázaro/UOL O Ministério Público de São Paulo encaminhou à Polícia Federal a investigação envolvendo a Mega Assessoria Operacional Ltda., empresa citada na apuração sobre a atuação de profissionais dentro do Corinthians. O que aconteceu Em despacho assinado na última sexta-feira, ao qual o UOL teve acesso, o promotor Cassio Roberto Conserino determinou o envio de uma cópia do caso à Delegacia de Controle de Segurança Privada (Delesp) , setor da PF responsável por fiscalizar empresas que prestam esse tipo de serviço. Segundo o documento, uma consulta feita com o CNPJ da Mega Assessoria indica que a empresa não teria autorização da Polícia Federal para atuar na área de segurança privada. O promotor também afirma que há elementos suficientes para que a atuação da empresa seja analisada com base no Estatuto da Segurança Privada, lei que define as regras para o funcionamento desse tipo de atividade. PVC Principal problema do Brasil não é falta de jogador Mauro Cezar Espanha avança e joga melhor do que no início João Paulo Charleaux Trump vira a mesa e dá um golpe no futebol Helton Gomes Altman e Trump arquitetam dividir riqueza da IA Conserino informa que chegou a esse entendimento após analisar depoimentos colhidos durante a investigação, documentos enviados pelo Corinthians, pedidos apresentados por associados do clube e uma manifestação por escrito de Fernando José da Silva , conhecido como Nandão, proprietário da Mega Assessoria Operacional Ltda. Na avaliação do promotor, o material reunido aponta que a empresa teria atuado dentro do Corinthians com seguranças "possivelmente armados" , sem cumprir as exigências previstas em lei para prestar esse tipo de serviço. No despacho, Conserino determina que todo o conteúdo da investigação seja enviado à Polícia Federal. Assim, caberá à Delesp analisar a documentação e decidir se há necessidade de tomar alguma providência na esfera federal. O documento também cita a possibilidade de a conduta se enquadrar no artigo 50 do Estatuto da Segurança Privada, que trata da prestação de serviços de segurança sem autorização para funcionar. O promotor acrescenta que a investigação considera informações de que a empresa seguiria atuando. Conserino afirma que os elementos reunidos justificam o envio do caso à Polícia Federal envolvendo Fernando José da Silva, na condição de sócio e proprietário da Mega Assessoria. O despacho, porém, não significa que houve crime nem representa uma decisão da Justiça sobre o caso. Empresa e MP divergem O principal ponto de discussão da investigação é a atividade exercida pela Mega Assessoria. A divergência é se a empresa prestava serviços de segurança privada ou apenas fazia o controle de acesso de pessoas. Continua após a publicidade Em contato com o UOL, em maio, no início da investigação, Fernando José da Silva afirmou que a Mega Assessoria não atua como empresa de segurança privada. Segundo ele, a companhia trabalha apenas com controle de acesso, atividade que, de acordo com sua defesa, não exige autorização da Polícia Federal. O entendimento do Ministério Público, porém, é diferente. Para o promotor, as informações reunidas durante a investigação indicam que a atuação da empresa precisa ser analisada pelas regras do Estatuto da Segurança Privada. Por isso, ele decidiu encaminhar o caso à Polícia Federal, responsável por fiscalizar o setor. Caso virou centro de crise no Corinthians A atuação da Mega Assessoria passou a fazer parte das discussões políticas no Corinthians nos últimos meses. O assunto foi citado por associados e apareceu em questionamentos feitos durante a crise institucional vivida pelo clube. O próprio despacho menciona pedidos de impeachment apresentados por associados, além de documentos enviados pelo Corinthians, como parte dos elementos analisados pelo Ministério Público. A investigação também ganhou destaque pela participação de Fernando José da Silva, que passou a ser citado em diferentes episódios da crise política do clube. O envio do caso à Polícia Federal representa um novo desdobramento dessa apuração. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Eliminação gera recorde negativo para CR7 em último jogo na Copa 'Respeito a Dilma, mas ela nunca mais falou comigo', diz Temer Vídeo mostra momento da queda de avião em praia no litoral de SC Liminar determina volta de Tuma à presidência do Conselho do Corinthians Aposta do Rio acerta Lotofácil e leva sozinha prêmio de R$ 1,9 milhão; veja