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Análise dos Times

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Brasil São Paulo Rayssa Leal Liz Akama Chloe Covell Ginásio do Ibirapuera Yumeka Oda SLS Super Crown Coco Yoshizawa Yuna Nakayama SLS

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Rayssa Leal é tetracampeã da SLS Super Crown 2025 Com uma performance alucinante diante de um ginásio barulhento, Rayssa Leal virou no último domingo, em São Paulo, a mais nova tetracampeã da SLS, a principal liga de skate street do mundo . Desde sempre, a maranhense, que vai completar 18 anos de idade no próximo dia 4 de janeiro, surpreende a todos com a sua precocidade sobre as rodinhas. Além do tetra fresquinho, que rendeu uma premiação de US$ 100 mil (cerca de R$ 545 mil), ela soma também duas medalhas olímpicas (prata em Tóquio 2020 e bronze em Paris), dois títulos mundiais da World Skate e inúmeras vitórias em etapas de circuitos internacionais e nacionais. Com toda essa galeria de conquistas, a jovem já está marcada na história do esporte. Mas o desejo de estar sempre no alto do pódio segue intacto. - Hoje em dia não preciso provar nada para ninguém, eu tenho diversos títulos, eu tenho um time maravilhoso comigo, mas esse campeonato eu queria muito ganhar, eu estava muito focada nisso - comentou Rayssa. 1 de 2 Rayssa Leal mostra troféu de campeã da SLS 2025, em São Paulo — Foto: Pablo Vaz/SLS Rayssa Leal mostra troféu de campeã da SLS 2025, em São Paulo — Foto: Pablo Vaz/SLS + Rayssa Leal é tetracampeã da Street League em São Paulo + Veja passo a passo como foi a vitória de Rayssa no Super Crown + Perto de completar 18 anos, Rayssa Leal não vê a hora de tirar CNH Quem viu a performance bem acima das outras cinco finalistas no Ginásio do Ibirapuera, não imagina que a eterna Fadinha teve que superar uma queda forte durante o treinamento de sexta-feira, além de uma grande pressão por conta de alguns resultados ruins ao longo de 2025, como a eliminação na fase preliminar da etapa de Paris da SLS, em outubro passado . - No primeiro dia de treino, eu levei uma queda, acabei me machucando e isso me desestabilizou um pouco, mas depois eu cuidei do meu físico e do meu mental também - disse Rayssa. - Eu tive algumas falhas neste ano, mas fiquei muito feliz em vencer aqui, com o público cheio e representar o Brasil - acrescentou ela. No Super Crown da SLS, a etapa decisiva da liga, Rayssa atropelou uma esquadra japonesa de quatro atletas: a atual campeã olímpica, Coco Yoshizawa, a atual vice-campeã olímpica, Liz Akama, a medalhista de bronze em Tóquio 2021, Yuna Nakayama, e a campeã mundial de 2023, Yumeka Oda. A outra finalista também é uma adversária duríssima, a australiana Chloe Covell, de 15 anos, que liderava o ranking desta temporada. Foi preciso bastante talento e estratégia por parte de Rayssa, sobretudo no momento das cinco tentativas de manobras, para levar a melhor sobre oponentes de altíssima qualidade. - Para essa final, a última manobra foi pura estratégia. Depois do que vi a Chloe fazer, optei pelo que eu me sentia mais confiante, e deu certo. Quero agradecer a todos que vieram e a quem me acompanhou até aqui. Fechamos o ano com chave de ouro - explicou ela. 2 de 2 Rayssa Leal leva as mãos à cabeça após ser tetra da SLS — Foto: Pablo Vaz/SLS Rayssa Leal leva as mãos à cabeça após ser tetra da SLS — Foto: Pablo Vaz/SLS Ao ver que já tinha assegurado o tetracampeonato seguido da SLS, Rayssa caiu no choro antes mesmo de fazer a última manobra. - Eu só queria acertar (a última manobra) na verdade, é uma manobra que eu costumo acertar nos campeonatos, mas ali eu já tinha desabado no choro, estava emocionada. Passa muita coisa na cabeça, do início do campeonato até o final, parece que é um filme repetindo. Eu sei o quanto as meninas se esforçaram pra chegar aqui forte e esse final de ano foi bem puxado - contou a skatista mais famosa em toda a história do Brasil. Rayssa Leal melhora a manobra e recebe um 8.7 na final da SLS Super Crown 2025