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Joseense puxa fila dos jogadores da Seleção e vive o "melhor dia da vida" na Copa Quando a música disparou o início do protocolo oficial, a ansiedade tomou conta. À frente dos jogadores que garantiriam horas depois a classificação da seleção brasileira às oitavas da Copa do Mundo , estava Mila Aquino. Nascida em São José dos Campos, interior de São Paulo, a brasileira de 32 anos teve a honra de carregar a bandeira do país em um momento marcado por muita emoção até o hino nacional. – Melhor dia da minha vida. Um dos momentos mais lindos da minha história. Vou levar para o meu coração. Eu não sei se os jogadores sabiam que era uma brasileira carregando, mas que eles consigam entender que aquilo ali foi grande para todo mundo. A gente tava pertinho deles desta vez – contou Mila em entrevista à TV Vanguarda. 1 de 3
Mila Aquino com a bandeira do Brasil no jogo da Copa do Mundo contra o Japão — Foto: Mila Aquino/Arquivo pessoal Mila Aquino com a bandeira do Brasil no jogo da Copa do Mundo contra o Japão — Foto: Mila Aquino/Arquivo pessoal Mila trabalha como voluntária na Copa em Houston, sede da partida contra o Japão na última segunda-feira, 29 , onde ela mora há 11 anos. Essa incerteza do sentimento dos jogadores é porque o protocolo tem regras. Não pode conversar com os atletas. Aliás, segurar a emoção foi tão difícil quando virar o jogo. – Tinha que segurar a emoção, né? Fazer bonito. O presidente da FIFA estava lá, né? Não pode mostrar muita felicidade, não pode chorar, mas eu segurei, consegui e, ali na saída, eu desabei. Consegui agradecer, pular com todo mundo e a partir dali torcer muito pelo Brasil – disse. 2 de 3
Mila Aquino é voluntária na Copa do Mundo — Foto: Mila Aquino/Arquivo pessoal Mila Aquino é voluntária na Copa do Mundo — Foto: Mila Aquino/Arquivo pessoal O uniforme de voluntária é padrão, mas ela deu um jeito de dar um toque para ficar mais na paleta dos jogadores. Um laço verde-amarelo no cabelo, presente de uma amiga mexicana, especialmente para o evento. Aliás, foi a amizade entre os voluntários que fez com que ela conseguisse carregar a bandeira. Inicialmente, o grupo do qual ela faz parte é encarregado da parte que abre as bandeiras maiores no gramado, mas quando o Brasil caiu na escala de Houston, houve um clamor entre eles para que ela assumisse a função mais próxima dos jogadores como porta-bandeira. – Alegria pura. Foi uma honra. É um orgulho de representar nosso país aqui fora. Ainda mais eu que faz 4 anos que não volto pro Brasil, sinto uma saudade imensa da minha família. Eu senti um poquinho de casa. Na minha cabeça, sou eu ali, mas representando muita gente. E quis o destino que um outro joseense tivesse destaque na partida. Casemiro foi eleito o melhor da partida. Já na arquibancada, Mila pôde curtir e agradecer um dia que vai levar para o resto da vida na memória. 3 de 3
Mila Aquino com a laço no cabelo com as cores do Brasil — Foto: Mila Aquino/Arquivo pessoal Mila Aquino com a laço no cabelo com as cores do Brasil — Foto: Mila Aquino/Arquivo pessoal