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Futebol Peru impõe 'DNA brasileiro' desde a base e sonha com nova geração de ouro Renan Liskai Do UOL, em São Paulo 02/10/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Thiago Kosloski, técnico brasileiro, comanda a seleção sub-20 do Peru Imagem: Divulgação/Federação Peruana de Futebol Não é só Mano Menezes. O plano da seleção peruana em construir uma nova "geração de ouro" vem desde a base e tem mais um braço brasileiro: o também técnico Thiago Kosloski. O "plano brasileiro" Thiago Kosloski é o treinador da seleção sub-20 do Peru. Na comissão técnica desde 2024, ele trabalhou ao lado de Mano Menezes no Corinthians, no Grêmio e no Fluminense — até que veio o convite dos peruanos. A ideia da federação local é manter uma uniformidade no trabalho feito na seleção principal e nas categorias de base . Por isso, a escolha por Kosloski, que já treinou o Coritiba profissionalmente. Balaio do Kotscho Lula está isolado; não tem mais a equipe de antes José Roberto de Toledo Erro virando voto nulo pode decidir eleição no 1º turno Daniela Lima Centrão se une ao mercado e vê vantagem de Flávio Sakamoto Contra Lula, eleitor engole até a corrupção de Flávio Quando veio o convite para que ele [Mano] assumisse a seleção peruana principal, um dos pedidos aqui da federação foi que o sub-20 trabalhasse na mesma linha da seleção absoluta. Era importante ter alguém muito próximo dele para que comandasse essa situação. Ele sugeriu o meu nome e foi muito bem aceito. Foi o casamento perfeito Thiago Kosloski, ao UOL Assista aos jogos exclusivos da Copa da Rússia no UOL Play A ideia é de renovação e liberdade total para os brasileiros moldarem uma nova geração . O plano é construir um elenco que conquiste a vaga na Copa do Mundo de 2030. O Peru não se classificou para as edições de 2022 e 2026 e vive o fim do ciclo com nomes como Carrillo e Guerrero — foi com eles que a seleção disputou o Mundial de 2018 e encerrou um jejum de 36 anos ausente na competição. Agora, enquanto Mano foca na seleção principal, Kosloski tem a missão de identificar talentos e moldar o estilo de jogo desde a base. Preciso identificar, desenvolver e deixar esses atletas aptos para que eles possam servir a seleção principal. Essa renovação não é fácil. Entra muito o acerto e erro, porque você precisa testar os jogadores e entender também quem tem condição realmente de estar fazendo parte de um projeto de Copa do Mundo. A cada dois anos, a categoria sub-20 muda a geração para um ciclo de Sul-Americano, para um ciclo de Mundial da categoria Thiago Kosloski O "plano brasileiro" da seleção peruana tem uma vantagem: o calendário . A federação local aposta tanto no projeto que criou janelas semanais a cada mês para que Kosloski possa chamar atletas que jogam em clubes do país para sessões de treinamento. A quantidade de janelas semanais por mês depende de alguns fatores . Geralmente, os atletas são "convocados" e treinam de segunda a quarta com o treinador brasileiro. Continua após a publicidade O processo de desenvolvimento é um pouco mais consistente. Ainda não é o ideal porque o tempo é curto, mas é muito melhor ter o contato com os jogadores pelo menos uma ou duas vezes por mês do que uma ou duas vezes por ano. Nós temos que ser muito assertivos no processo de treinamento, porque como temos um grupo que já imaginamos para torneios oficiais no futuro, além de trabalharmos toda a questão tática, do modelo de jogo, a questão física, também não podemos esquecer da questão individual, do desenvolvimento individual do atleta. Thiago Kosloski O cenário da seleção de base do Peru é bem diferente do que ocorre no Brasil . Por aqui, não há um acordo entre clubes e a CBF para a liberação dos atletas para períodos de treinos — nem mesmo quando há competições oficiais da categoria sub-20, por exemplo. Em muitos casos, as comissões técnicas precisaram trocar nomes por não conseguirem as liberações das equipes. A "invasão" brasileira no cenário de técnicos no futebol peruano tem sido algo gradual. No passado, Didi, o Folha Seca, foi treinador da seleção. Mais recentemente, nomes como Paulo Autuori, Tiago Nunes e Zé Ricardo comandaram o Sporting Cristal, um dos principais clubes do país. Agora, é a vez da dupla Mano-Kosloski na seleção. O país Peru sempre gostou muito do Brasil e dos profissionais brasileiros. O Didi foi um dos precursores aqui, como treinador, e fez história. Paulo Autuori tem grande respeito aqui. O jogador peruano se assemelha muito ao jogador brasileiro na questão da técnica. Eles gostam do futebol bem jogado, de um jogador tecnicamente muito bom. Está no DNA do povo peruano. Nós, enquanto brasileiros, temos isso dentro da gente — um futebol bem jogado, de jogadores técnicos. É por isso que o treinador brasileiro vem para cá e se dá bem. Thiago Kosloski Primeiros resultados na base Thiago Kosloski, técnico brasileiro, comanda a seleção sub-20 do Peru Imagem: Divulgação/Federação Peruana de Futebol O trabalho na base da seleção peruana é curto, mas já rende frutos com Thiago Kosloski. Com o treinador brasileiro, a equipe conquistou o terceiro lugar nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé. Esta foi a primeira medalha da seleção sub-20 na competição após 32 anos de jejum. Continua após a publicidade É uma conquista que mostra a importância do trabalho de base e de todo o processo que estamos construindo. Esses jogadores são o futuro da Seleção Principal, e quanto mais qualificado for esse trabalho, maiores serão as possibilidades de termos uma seleção cada vez mais forte. Thiago Kosloski Desde que assumiu a seleção sub-20, Kosloski soma seis vitórias, um empate e três derrotas. Relação com Mano Menezes Thiago Kosloski e Mano Menezes trabalham juntos na seleção do Peru Imagem: Reprodução/Instagram Mano Menezes e Thiago Kosloski se conheceram durante um curso para treinador na CBF, em 2019. Eles só viriam a trabalhar juntos entre 2023 e 2024, quando Mano comandou o Corinthians. De lá para cá, os dois se tornaram amigos e construíram projetos juntos. Me considero uma pessoa de muita sorte. Estava começando a minha carreira, um jovem treinador, e tendo a oportunidade de fazer um curso na CBF com muita gente boa. A turma tinha Mano, Rogério Ceni, Dorival Júnior, Dunga, Guto Ferreira... Entrei pelas minhas notas, porque eu era um aluno aplicado dentro da sequência dos cursos, e tive a oportunidade de ficar amigo dessas pessoas. Thiago Kosloski Continua após a publicidade Mano deu conselhos a Kosloski quando o então jovem treinador teve sua primeira oportunidade em um time profissional: o Coritiba de 2023. A primeira coisa que eu fiz foi ligar para o Mano e pedir alguns conselhos. Era uma situação nova para mim dirigindo um grande clube, estava enfrentando algumas situações que necessitava de alguns auxílios, e ele foi uma pessoa que eu procurei para para pedir alguns conselhos. Quando terminei a minha jornada no Coritiba, estava em casa já refletindo sobre os meus próximos passos, foi quando ele me ligou e me chamou para trabalhar junto no Corinthians. Eu não pensei duas vezes. Thiago Kosloski E a seleção profissional? Mano Menezes, técnico do Peru, antes de amistoso contra a Espanha Imagem: REUTERS/Eloisa Sanchez A seleção do Peru ainda tropeça em seus primeiros passos com Mano Menezes. O treinador brasileiro deu início à transição de ciclos e tem misturado nomes experientes com jovens talentos em suas primeiras convocações. O Peru tem uma vitória, dois empates e três derrotas desde que Mano Menezes assumiu o cargo, em janeiro de 2026. Nesta Data Fifa de setembro, a seleção perdeu para os Estados Unidos por 4 a 1 e empatou com o México por 1 a 1. Continua após a publicidade Os peruanos ainda terão mais dois jogos nesta Data Fifa. No sábado, a seleção enfrenta o Canadá, às 15h (de Brasília). Na próxima terça-feira, a adversária será a Colômbia, às 20h45. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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