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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Fluminense é cruel com o desespero corintiano Juca Kfouri Colunista do UOL 20/09/2026 17h58 Deixe seu comentário Hulk comemora gol sobre o Corinthians, pelo Brasileirão 2026 Imagem: Marcello Zambrana/AGIF Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A Gaviões da Fiel virou as costas quando o Corinthians entrou em campo, em Itaquera, para enfrentar o favorito Fluminense. Faltou estampar o pedido de desculpas por ter apoiado Augusto Melo, seu vice e atual presidente Osmar Stábile, além da estapafúrdia renovação de contrato de Memphis Depay. O protesto virou apoio assim que o clássico começou. Casagrande Corinthians perde a 6ª seguida; e agora, José? PVC Flu domina, e Corinthians sofre a 6ª derrota seguida Lara Mesquita A crise de credibilidade além do Supremo Sakamoto Ataque ao voto feminino expõe projeto extremista O menino Iago estava na zaga com Gustavo Henrique e os corintianos ralaram no gramado nas três primeiras divididas, dispostos a mostrar mais garra que organização, tanto que, no terceiro minuto, Canobbio desceu em contra-ataque e fez Hugo Souza se virar para evitar o primeiro gol. Clássico entre o quinto colocado no Brasileiro e semifinalista na Libertadores contra o 14º e eliminado do torneio continental. Com seis derrotas seguidas, três em casa, os alvinegros jogavam a morrer e os tricolores para chegar até ao terceiro lugar a depender do resultado entre Athletico e Bahia, hoje às 19h30. Aos 16, outra defesa de Hugo, em arremate de Serna, desviado em Matheuzinho. O alvinegro jogava mais para atraz que para frente, o que lhe dava falsa vantagem na posse de bola. O Fluminense era vertical, incisivo, desarmava e atacava. Continua após a publicidade Aos 20 Memphis recebeu cartão amarelo por dar carrinho por trás em Martinelli, convocado para a Seleção Brasileira, ao contrário dele, fora da holandesa. Aos 23, gol de Hulk, anulado pelo bandeirinha por impedimento, mas que dava a demonstração clara de quem estava melhor em campo. No Brasil até a checagem do VAR semi-automático demora e foram mais de dois minutos para validar o gol em passe primoroso de Acosta: 1 a 0. Aos 28, Serna perdeu o 2 a 0 de maneira inacreditável, ao dar a cavadinha para fora. O Corinthians perdia pela sexta seguida no Brasileirão, a quarta em casa, a sétima incluída a derrota para o Estudiantes, a quinta em Itaquera. Quer cair? Continua após a publicidade Só não cai a direção. A tarde na zona leste paulistana era cinzenta, chuvosa, fria e o Fluminense cruel, impiedoso, dominante, maltratava pacientemente os donos da casa. Que recorriam às faltas, principalmente sobre Canobbio, que saiu mancando para o intervalo, vítima de quatro das oito infrações cometidas até os 43 minutos de jogo. Aos 45, Hugo fez milagre para impedir o segundo gol de Hulk, em contra-ataque de lance reclamado pelos corintianos, dentro da área carioca, em Kaio César. De fato, não houve o pênalti. Chegou o intervalo para Marcão reforçar a seu time que bastava manter o ritmo para vencer sem sofrer. Fernando Diniz teria de ser capaz de transformar água em vinho, mas o domingo parecia destinado, mais uma vez, a ter sabor de vinagre para os corintianos. Iago não é água é Gui Negão não é vinho, mas foi tudo que Diniz pôde fazer para a etapa final. Continua após a publicidade Ranieli foi para a zaga e Memphis para o meio de campo. No primeiro lance em que Gui Negão e Thiago Silva se encontraram deu pena do garoto. Também, pudera: um tem 42 anos, outro 19, pai e filho. O zagueiro tem de carreira mais tempo que o atacante tem de idade: 24 a 19. O Corinthians foi todo ao ataque e amontoou escanteios. Gustavo Henrique perdeu o empate de maneira inacreditável, aos 7. Continua após a publicidade Fábio fez milagre aos 10, em cabeceio de Gui Negão. E na cobrança do escanteio, VINHO! Quer dizer, GOL! O goleador Gustavo Henrique empatou ao pegar rebote de Fábio em puxeta de Memphis. Sétimo gol dele em 2026, menos apenas que os de Yuri Alberto. Imediatamente Paulo Henrique Ganso e Júlio Fidelis entraram nos lugares de Acosta e Samuel Xavier. Continua após a publicidade Sim, o Corinthians mudou da água para o vinho. Poderia não virar, até perder, mas a atitude era completamente outra. E a Fiel se esgoelava em Itaquera. Aos 19, passe sensacional de Memphis de calcanhar resultou em falta que ele mesmo cobrou para grande defesa de Fábio. Os cariocas não mataram o clássico no primeiro tempo, como puderam, e sofriam para não levar a virada. Estavam acuados. Os corintianos comiam a grama, agora de maneira organizada, fundamentalmente porque Memphis é capaz de fazer no meio o que não faz de centroavante. Eureka, Diniz! Continua após a publicidade Os tricolores tinha, dificuldade em passar do meio de campo e Hugo era espectador privilegiado no segundo tempo. Mas futebol ê futebol e, aos 30, Martinelli roubou de Garro, deu para Ganso que lançou Hulk, ele bateu, a bola desviou em Gustavo Hnerique e Hugo foi traído: 2 a 1 injusto pelo segundo tempo, mas não pelo primeiro. Hércules e Riquelme nos lugares de Canobbio e Nonato. Lingard e Pedro Raul nos de André, esfalfado, e Memphis. O tricolor ameaçava em contra-ataques seguidos e Rodrigo Castillo substituiu, aos 41, Hulk, o algoz do Corinthians. Gui Negão errou voleio na cara do gol e mandou o empate nas nuvens, diante de 38 mil torcedores, que ainda viram Matheus Pereira substituir Bidon. Continua após a publicidade Aos 44, outra vez Serna viu Hugo evitar gol dele. Sete minutos de acréscimos prenunciavam mais o 3 a 1 que o 2 a 2. E não deu outra: Serna fez o terceiro gol em contra-ataque com passe de Martinelli, depois de outro vacilo de Garro. Resumo: desta vez o corintiano não pode reclamar de falta de atitude, no segundo tempo, ao menos; o Fluminense é muito melhor que o Corinthians. O Corinthians volta a fazer contas para não cair. O Flu para garantir vaga na Libertadores de 2027, independentemente do que conseguir na de 26. Continua após a publicidade Itaquera apurou alto enquanto os tricolores comemoravam. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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