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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Pogba, jovens e promessas que floparam: o que espera Filipe Luís no Monaco? Rafael Reis Colunista do UOL 29/05/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Monaco será a primeira experiência europeia de Filipe Luís como técnico Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF Em sua primeira experiência como técnico no futebol europeu, Filipe Luís terá em mãos um elenco cheio de jovens e com algumas grandes promessas que nunca "explodiram" completamente. Também responderá a um dirigente brasileiro e não participará de uma espécie de "terceira divisão" da Liga dos Campeões. Campeão brasileiro e da Copa Libertadores da América do ano passado com o Flamengo e desempregado desde que deixou o clube carioca, no início de maio, o ex-lateral de 40 anos treinará o Monaco na próxima temporada. O acordo, válido por dois anos, foi primeiro noticiado por diferentes veículos da imprensa europeia, incluindo o jornalista popstar na cobertura do Mercado da Bola Fabrizio Romano, e posteriormente confirmado pelo colunista do UOL Rodrigo Mattos. João Paulo Charleaux Decisão dos EUA exporta a 'guerra ao terror' ao Brasil José Paulo Kupfer Fôlego do PIB no trimestre não deve se manter no ano Ronilso Pacheco Cínicos, Flávio e Eduardo celebram o ressentimento Mauro Cezar Ancelotti buscou encrenca; faltou rigor sobre Neymar Pelo menos na primeira temporada no principado, Filipe Luís terá de se contentar com a Conference League, que funciona como um terceiro escalão das competições europeias, já que o Monaco terminou o Campeonato Francês apenas na sétima posição, sua pior campanha desde 2018/19. Sem o dinheiro e a reputação de jogar a Champions, é possível que o Monaco dirigido pelo brasileiro acabe perdendo para outros clubes alguns dos seus jovens mais talentosos. A revelação mais desejada da equipe monegasca é o ponta Maghnes Akliouche, de 24 anos, autor de sete gols e 11 assistências na última temporada, que vai disputar a Copa do Mundo pela seleção francesa. O atacante norte-americano Folarin Balogun, 24, o meia senegalês Lamine Camara, 22, o lateral-esquerdo Kassoum Outtara, 21, e o zagueiro Christian Mawissa, 21, também são outros jogadores de pouca idade bem valorizados no cenário internacional. Mas nem só de jovens com potencial se faz o elenco do Monaco. O time alvirrubro também é casa de alguns jogadores que prometiam demais, mas não conseguiram transformar toda essa expectativa em realidade. O caso mais conhecido é o do atacante espanhol Ansu Fati, primeiro camisa 10 do Barcelona depois da saída de Lionel Messi e que ainda continua com os direitos federativos presos ao clube catalão. O meia Aleksandr Golovin, que brilhou na Copa-2018 e depois "sumiu", vai pelo mesmo caminho. Continua após a publicidade Relacionadas Champions: como foi a temporada dos 6 jogadores brasileiros finalistas Goleiro que vai à Copa estudou em Harvard e rejeitou Europa por faculdade Ex-pequeno, PSG busca feito histórico que Barcelona, Juve e United não têm E ainda há o caso de Paul Pogba, um dos grandes nomes da França nos últimos tempos, que tenta colocar a carreira no lugar depois de ficar dois anos suspenso do futebol por doping. O veterano de 33 anos foi contratado em julho passado, mas só disputou seis partidas até hoje. Outras opções Antes de acertar com a equipe monegasca, o ex-lateral chegou ser tratado como parte da imprensa europeia como favorito para assumir o comando do Bayer Leverkusen. Também havia expectativa de que ele pudesse ser novamente contatado pelo grupo de Todd Boehly, dono do Chelsea, para dirigir o Strasbourg, equipe francesa que também pertence ao conglomerado. No Monaco, Filipe Luís terá um compatriota como chefe. Desde 2023, o diretor-geral do clube é Thiago Scuro, ex-Cruzeiro e Red Bull Bragantino, que certamente acompanhou bem seu trabalho no Flamengo e pode ajudar na adaptação do técnico. História joga contra Em sua chegada à França, Filipe Luís já terá de vencer uma barreira inicial: o histórico recente nada favorável de técnicos brasileiros naquelas que são as ligas nacionais mais importantes do futebol europeu. Continua após a publicidade Nos últimos dez anos, somente um treinador do país pentacampeão mundial trabalhou em algum dos cinco campeonatos nacionais que formam a elite do Velho Continente (Inglês, Espanhol, Italiano, Alemão e Francês). E ele durou só 11 jogos oficiais no cargo. O ex-lateral Sylvinho foi contratado pelo Lyon em maio de 2019 e demitido em outubro do mesmo ano, após passar sete rodadas consecutivas da Ligue 1 sem vencer e com o time à beira da zona de rebaixamento. Voltando um pouquinho mais no tempo, Luiz Felipe Scolari (Chelsea), Vanderlei Luxemburgo (Real Madrid) e Leonardo (Milan e Inter de Milão) também tiveram chances no escalão mais alto da Europa. Nenhum deles conseguiu ser campeão nacional ou ter trabalhos longevos. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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